Confesso sem ruborizar: gosto de filmes pornográficos. Admito que o interesse vai e vem ao longo do tempo, mas no mínimo é engraçado ver a baixaria toda rolando, sem nenhum trocadilho infame.
Depois que o pai do Juliano, o seo Cido, me levou ao cinema pela primeira vez, lá nos idos de 1983, fiquei completamente encantado com a telona. Em Rolândia, o único cinema da cidade alternava produções comerciais e pornográficas. Mais importante que ver o filme em si, era convencer o representante do juizado de menores autorizar a gente a entrar. Na nossa tenra ingenuidade, achávamos que qualquer filme proibido para menores de 18 anos teria alguma cena de sexo. Qual não foi a nossa decepção – minha, do Juliano e do keno – em assitir O lobo solitário inteirinho e não ter nem uma bunda pelada.
Apelamos para aquilo que era realmente explícito. Insatiable foi a primeira película. Tão logo acabaram os créditos iniciais, começou a confusão. Ficamos assustados. Não repetimos a experiência outras vezes porque era muita função conseguir entrar.
Mas... chegou 1987, eu conseguira o meu vídeo cassete Panasonic, comprado via consórcio e para testar o equipamento, não tive dúvidas: fiz a ficha na Look Vídeo e o primeiro filme foi Olimpíadas Orais, que dispensa qualquer descrição de conteúdo. O teste foi feito na casa do meu então professor Vamberto, que também estava no grupo do consórcio. Reunidos eu, ele, a esposa e a irmã dele, fita no aparelho e bingo: a primeira cena já era uma moça de fino trato com a boca naquilo do ator. A minha idéia era ver só os créditos iniciais, mas a pornografia se antecipara aos nomes. Queimei de vergonha, desliguei o vídeo e fui embora pra casa. E nunca falamos do assunto.
Com o meu próprio vídeo, começaram as sessões quase que ininterruptas. Depois perdi o interesse e durante pelo menos uns 15 anos, fiquei sem pegar fita alguma.
Já na era do DVD e as locadoras com sala exclusiva e reservada para as fitas eróticas, fiquei chocado ao ver as novas produções. Acabaram-se quaisquer delicadezas e as cenas de sexo, invariavelmente, são muito violentas e escancaradas. Chega a dar medo, falo sério.
Bom... todo este preâmbulo para falar de Pecados e Tentações, a produção “estrelada” pela ex-professorinha de Renascer, Leila Lopes. Tudo bem... eu pertencia ao grupo que achava a atriz bonita e com razoável talento. E embora não tenha nada a ver com a vida e escolhas que ela faz, perdi alguns segundos da minha vida pensando nas motivações que a levaram para o sexo explícito. Óbvio que não encontrei resposta.
Sempre que assisto uma produção, fico pensando se a mãe, o pai, os avós, os padrinhos, de alguma forma, se reúnem para assistir ao desempenho do ente querido. Quando vi uma gang bang com o Alexandre Frota, mais uns cinqüenta homens e uma única mulher se esbaldando numa academia, imaginei a cara da família vendo aquele banho de esperma que ela praticamente toma no final do filme.
Retomando minha crítica pornográfica, Leila Lopes não teve um bom desempenho. Ela que afirmou ter aceito o convite porque era um filme com história, foi engabelada – sem trocadilhos, por favor. O “enredo” é tão absurdo que não merece nem descrição. Mas a nossa atriz está muito recatada para os padrões atuais da pornografia.
Ela geme bem, mexe-se bem, a periquita é bem bonitinha e tal. Mas é visível o desconforto na atuação com o ator Carlos Bazuca, escolhido por ela, supostamente por ser “gentil”. O filme não tem putaria, entende? Não tem sacanagem.
Pior mesmo, quando Leila Lopes é confrontada com a outra atriz do filme, claramente muito mais à vontade com o set pornográfico. Ali sim tinha pornografia, pegada, baixaria mesmo. Além de uns bons tapas, bingo, também tinha “vibração” e gozo na medida certa.
Na hora do gozo, houve muito recato na cena com a Leila. O frenesi foi tanto que, extasiado, Bazuca termina o ato nas coxas da atriz. Nada além disso. Enquanto nos demais filmes – e na cena com a atriz “experiente” – esse final é na boca, em taças, vixe, e muitas outras partes, com a ex-professorinha ficou ali, muito do sem graça.
Depois que acabou, perguntei-me, afinal, se tinha valido a pena gastar os R$ 6,00 da locação. E conclui que tudo vale a pena quando...
Publicado em 29 de agosto de 2008 às 00:01 por joao
Você baixa filmes XXX ou vê em streaming num piscar de olhos. Não gaste combustível nem seus trocados indo até a locadora!
Hohohohohoho.