Fazer o Ata-me, música latina e outros ritmos foi uma das experiências mais bacanas que vivi em Londrina. Depois que me mudei pra Curitiba, ainda discotequei mais uma vez por aquelas paragens. Desde 01º de novembro do ano passado, o case estava debaixo da cama, bem acomodado.
Confesso ter tido vontade de me arriscar aqui na Capital, mas o medo venceu o desejo. E se ninguém aparecesse? E se ninguém curtisse? Na dúvida, fiquei na minha. No Valentino, sempre estavam os meus mais diletos amigos, os alunos mais queridos, até mesmo os abusados que montavam lista com o garçom para conseguir alguma vantagem na nota, na doce ilusão de que eu me prestaria a um papel como esse.
No último sábado, porém, fui posto à prova. A Melissa, uma das repórteres da TV Sinal, fez aniversário e propôs-me comandar a picape no Take One. Na expectativa de encontrar um bar acolhedor, deparei-me com uma boate. Suei frio ao ver o equipamento, muito mais sofisticado e moderno que o meu.
A DJ Residente, Suddy, deu as dicas, mas alertou que o público da casa estranharia o meu set list. “Aconselhou-me” abrir a casa para, uma hora e meia depois, passar-lhe o bastão. Aceitei.
Comecei com Thalia, depois Café Tacuba, Célia Cruz, Bacilos, Orishas, Jon Secada. O fato concreto foi que depois da quarta música, as pessoas estavam atentas, alguns arriscavam uns passos, o requebro começou pra valer.
Fazia tempo que não me sentia tão bem. Estava ali, com pouquíssimos conhecidos, numa cidade cuja maioria das pessoas desconhece a palavra acolhedor, dentro de uma boate com estilo próprio e reconhecido pelo público. As pessoas se mexeram, sacolejaram pra lá e pra cá, alguns até se ataram de fato.
Mesmo sem ter mostrado toda a proposta do Ata-me, fiquei aliviado. Afinal, era de se esperar ranger de dentes caso as músicas não agradassem os ouvidos da capital. Saí da picape com uma vontade imensa de procurar algumas casas da cidade e mostrar que os ritmos latinos podem ser muito interessantes.
Por onde começo?
Publicado em 26 de agosto de 2008 às 00:01 por joao
Muehehehehe.
Não curto muito música eletrônica, nem música dançante... sei lá, prefiro o belo e bom duo que é voz e violão... calmos, aconchegantes...