A inveja feminina e o desprezo masculino foram o mote para Flora matar Marcelo. E agora A Favorita tem uma vilã bem definida e com todos os arquétipos e uma mocinha que vai penar até o último capítulo, como manda todo bom folhetim.
Nos mais de 40 anos da Rede Globo, nunca uma novela das oito (ou nove, não importa) teve audiência tão baixa. Mas isso não significa insucesso. Flora e Donatela eram a dúvida na boca do povo até ontem, quando a dissimulada, magistralmente interpretada pela Patrícia Pillar, revelou a verdadeira face.
Na técnica de roteiro, o que houve na novela foi um ponto de virada. A partir de agora a trama ganha novo rumo e ainda serão muitos capítulos até a agora emergente vilã ser de fato desmascarada.
João Emanuel Carneiro, o autor, demonstra boa inspiração e conta com o apoio de um elenco afinado, exceto pela songa monga vivida pela Deborah Secco e o insípido Murilo Benício. Cláudia Raia, de quem sou fã, perde até para o Tarcísio Meira na canastrice. Não achou o tom da personagem e resvala no patético. Mas isso tudo é frescura minha.
A Globo moveu mundos e fundos e deu a cartada final. Recomeça A Favorita a partir de hoje. Resta saber se o público vai responder com audiência ou apenas boca a boca.
Publicado em 06 de agosto de 2008 às 00:02 por joao
Ops...
Tem mais "gente" que vai ser "matada" depois deste comentário.