página inicial do tipos

Receba por e-mail os posts de TÊMPERA, o blog do João Bernardo: RSS - Assine os feeds deste blog

Skip to main content.

Archives

This is the archive for June 2008

Friday, June 27, 2008

Acabo de conferir meus jogos de azar e ganhei exatos R$ 56,13, acertando a quadra da Dupla Sena.

Será que o próximo passo é a quina e depois a Mega Sena acumulada?

Já lancei o pedido para o universo. Agora é aguardar!

Friday, June 20, 2008

Em pouco mais de 48 horas, completo 38 anos. Há duas décadas, nesta mesma época, esperava tão ansiosa data para comprar o meu primeiro carro, um Passat metálico, com teto solar e tudo mais que um jovem poderia desejar.

Era um tempo com angústias diferentes, admito que mais simples, com menos contornos sofisticados. Com o possante veículo, viajei sem os meus pais pela primeira vez, na companhia de dois amigos, o Keno e o Jonas (o Juliano estava cumprindo o serviço militar). Caiobá pareceu o paraíso. Nem mesmo os diversos problemas mecânicos, elétricos e que tais do automóvel foram suficientes para desanimar.

Olhe o orgulho, o shorts ordinário, a "botina" nada a ver. Olhe nos olhos e veja a alegria. Ter 18 anos é tudo de bom!


Vivi a ilusão de que o tempo se encarregaria de deixar tudo mais sereno, que a tão saudada experiência, ou ainda a maturidade, compactaria as dores, redimensionaria os aprendizados, afagaria a alma. Não foi exatamente assim que se sucedeu.

E hoje lembrei do Paulo Armando Ribas Júnior, meu afilhado de casamento. Certa vez ele escreveu, aqui mesmo no Tipos, que nem mesmo os muitos tropeços, nem mesmo os maiores desafios se esgotam com o tempo. E que dia após dia, estamos aprendendo. E a razão, segundo ele, é, aparentemente, simples. “Não é o ‘aprendizado’ que é lento. É que ele nunca acaba”, escreveu.

Eu também pensara que apenas as dores eram vivências únicas, irremediavelmente exclusivas, pois ninguém – por mais próximo que seja – é capaz de vivê-las em nosso lugar. Agora percebo que mesmo ela, a tal felicidade, os momentos de alegria, também são absolutamente individuais.

Será que tudo isso pode mudar? E mudando, será melhor? Ir, não ir, ficar, partir?


Cada um dimensiona as conquistas de acordo com o investimento nelas depositado. E uma vez realizadas, mesmo as pessoas mais importantes estando próximas, o gosto da meta atingida é saboreado solitariamente. Só a mente de quem cruzou a linha de chegada sabe exatamente o valor de cada centímetro percorrido.

Admitir este fato tira um pouco do colorido da vida. Torna as pessoas ao redor um pouco cinzentas. Mas, por mais paradoxal que seja, deixa-nos mais fortes, menos dependentes, talvez até mais preparados para um novo aprendizado, aquele que nunca, nunca mesmo, se esgota.

Embora eu ainda insista em brigar com os fatos, embora eu ainda continue acreditando nas pessoas, embora eu ainda pense que o certo é o fazer o certo, de vez em quando dá um desânimo, uma descrença, uma desesperança.

As respostas são mais lentas, o corpo já apresenta reflexos mais retardados, o cansaço, sim, é mais rápido. Assim como as marcas do tempo estampadas na face, nos fios de cabelo branco na cabeça, no peito, naquele lugar e, pasmem, dentro do nariz.

Eis o melhor de tudo... arriscar-se sem medo. Se a dor será inevitável, então vamos viver!


E quando tudo isso acontece, quando se percebe tudo isso, também não há muito a fazer. Não tem receita para retirar toneladas do peito. Talvez o melhor desses quase 38 anos é saber que depois deste post, talvez amanhã, ou ainda no sábado, eu consiga olhar pra tudo isso, dar um discreto sorriso, me encantar com algo inesperado e, assim, continuar acreditando que viver é uma grande dádiva, que as pessoas valem a pena e esta foi apenas mais uma morte que aconteceu, mas que não se encerrou em si mesma.

Sunday, June 15, 2008

O texto abaixo foi escrito pela Bárbara Gancia, colunista da Folha de S. Paulo e publicado na última sexta, dia 13 de junho.
Eu gostei muito. E você?

Foi feita justiça?

Quero saber se quem mentiu no caso do padre Júlio receberá o mesmo tratamento de quem disse a verdade

NÃO É POSSÍVEL SABER os pormenores do julgamento, uma vez que o processo correu em segredo de Justiça. Mas ainda há algumas dúvidas antigas por esclarecer no caso do padre Júlio Lancelotti, famoso por defender os direitos dos adolescentes, que no ano passado acusou de extorsão o ex-interno da Febem, Anderson Marcos Batista, a mulher dele, Conceição Eletério, e os irmãos Evandro e Everson Guimarães.
Detidos desde outubro de 2007, o ex-interno, a mulher e os dois irmãos acabaram absolvidos e soltos.
Na saída da Penitenciária Feminina do Estado, onde passou os últimos sete meses sem receber visitas, Conceição Eletério afirmou que foi feita justiça no seu caso.
Não sei, não. Ser inocente e passar sete meses como inquilina de uma penitenciária tapuia não é exatamente minha idéia de eqüidade. E o padre Júlio não quis se manifestar sobre o veredicto, mas eu quero, sim, voltar a falar no assunto.
Quero saber se a história fica por isso mesmo. Quero saber se quem mentiu neste caso receberá o mesmo tratamento de quem disse a verdade e, enxerida que sou, quero saber também de onde vieram os tais R$ 700 mil que o padre teria dado ao antigo protegido.
Se essas perguntas básicas não forem respondidas o quanto antes, o que terá prevalecido neste caso será um tipo de justiça nossa velha conhecida, do quem pode mais, chora menos. Quem tem poder, dinheiro ou prestígio, contrata estrelas para fazer a sua defesa. E quem não tem, vai preso e, na hora de ir embora para casa, ainda agradece pelo tratamento dispensado.




A mãe de uma das adolescentes que desapareceram dizendo que iam ao cinema (e foram encontradas em Curitibanos, Santa Catarina) desabafou aos jornalistas depois da volta da pimpolha: "Eu sou uma mãe superlegal, dou liberdade; ao mesmo tempo, levo e busco no colégio, converso, aí ela vai e desaparece". Não tenho filhos, mas ouso dizer que também sumiria se minha mãe fosse tão despreparada.
Eu pergunto: não está na hora de pai e mãe saírem dessa camisa-de-força de ser "superlegal" com os filhos? Desde quando os pais têm de ser melhores amigos e confidentes?
Quem faça isso, está cheio por aí, mas para estabelecer limites, orientar e impor disciplina, só mesmo os chatos do papai e da mamãe.
Acontece que a minha geração, que acha normal beber, fumar cigarro e até o cigarrinho (ilegal) do diabo na frente da filharada, tem horror de passar por cricri. Claro, dá muito mais trabalho dizer "não" do que ceder às pressões dos filhos. E minha geração, não podemos esquecer, também foi ultramimada pelos pais.
Quem disse que gostamos de fazer esforço? É muito mais fácil deixar como está. Até a hora em que o filho revela ser um Alexandre Nardoni, daí a gente vê como lida com o problema, não é mesmo?
Pois eu digo que somos um país de desleixados que educa seus filhos malíssimo. Basta ver, nas noites de domingo, a criançada correndo e gritando nas pizzarias. Ou fazendo fita, batendo o pé e dando piti nos caixas de supermercado porque os pais não compraram isso ou aquilo que eles queriam.
A ruína total está a um passo.

Thursday, June 12, 2008

Tenho contradições, admito. Ao mesmo tempo que acho que todo o dia é dia de ser feliz, de amar, de dizer que ama, de cuidar, de dar presente, eu gosto das datas. Tenho boa memória e isso costuma facilitar muito as diversas situações.

No ano passado, por exemplo, nesta mesma data, fui à Unopar, dei uma engabelada na aula daquele dia, saí mais cedo da Universidade, corri pro restaurante buscar a encomenda do nosso primeiro Dia dos Namorados juntos. Havia flores, havia taças, havia espumante, havia a paixão, havia o desejo, havia o amor.

Há um vilarejo ali, onde areja um vento bom...


Hoje você está aí em Londrina, eu aqui em Curitiba. Não há flores, nem taças, nem espumante. Mas há paixão, há desejo, há amor, há a certeza de que sua presença fez os meus dias – que já eram muito bons – ainda melhores, mais coloridos.

É confortante saber que nesse um ano e 49 dias, nós soubemos desenvolver a nossa história, às vezes como uma novela dramática, às vezes com o humor mais descarado, mas sempre com o afeto que nos une e o amor que nos acolhe.

... pra acalmar o coração, lá o mundo tem razão...


Eu escolhi você, você me escolheu e agora não existe mais futuro. Existe o aqui, o agora – e ele não é um programa de televisão de baixa audiência, pelo contrário.

Você chegou e, como numa das belas – e raras – canções da Simone, iluminou o meu olhar. E isso é mais que suficiente para eu celebrar a felicidade e a paz que esse encontro me proporciona.

portas e janelas ficam sempre abertas pra vc entrar. Um verdadeiro amor para quando e onde vc for


Eu amo você. Hoje um pouco mais que ontem e, certamente, um pouco menos que amanhã.

Wednesday, June 11, 2008

Ontem foi uma terça-feira daquelas. Mesmo a minha companheira de 15 anos tendo passado mal e eu ter que pedir ajuda às 8 da manhã. Sim, a boa e prestativa máquina de lavar roupas Mondial teve um “piripaque” e com 280 dinheiros, ficará novinha em folha, pronta para qualquer desafio.

Na rua, céu azul, maravilhoso, vento frio e temperatura de 11 graus em pleno meio-dia, quando fui almoçar com o Beto e a Carminha. Atividade seguinte, uma boa e produtiva reunião de trabalho, edição do belo documentário sobre a imigração japonesa, fechado pelo Marcos Martins e regresso à minha singela e acolhedora residência.

Na portaria, Deise avisa que tinha bastante correspondência. Estranhei o grande envelope cinza, já que não encomendara nada pela internet. Rasguei o plástico com determinação. Dentro, a caixa abaixo:



Dentro da caixa de papel reciclado, um livro de fotografias da Amazônia. Foi meu primeiro presente de aniversário. As fotos são tão lindas, mas tão lindas, mas tão lindas, que nem me importei de lembrar que em 11 dias completarei 38 anos de existência. Uma idade tão bacana, tão bonita, a melhor que tive até agora. Que espero renda outros 38 e, quem sabe, mais uns 20 de lambuja. Viver 96 anos seria de bom tamanho, não? Claro que... em plena atividade sexual, né?

Além das belas fotos, o texto também é muito bom!

Tuesday, June 10, 2008

Depois da anunciada aposentadoria, o Homem do Baú voltou à baila no SBT e, claro, elevou a audiência dominical.

Muito entusiasmado com os números, pregou o maior susto em quem assistia ao SBT Brasil, ontem, segunda-feira, 09 de junho de 2008. Na primeira chamada do intervalo comercial, uma mensagem bombástica, em formato de alerta geral, bem ameaçadora. “Arma secreta”... Aguarde, Daqui a pouco, logo após o SBT Brasil.

A tal arma secreta era a novela Pantanal que a emissora estreou sem nenhum alarde. A trama de Benedito Ruy Barbosa fora exibida pela primeira vez na extinta TV Manchete, em 1990, e abalou a audiência da Globo, que na mesma época exibia Rainha da Sucata.

Para concorrer com a nudez da bela Cristiana Oliveira, que interpretava a Juma Marruá, a mulher onça, foi um tal de tirar a roupa da Cláudia Raia, que no folhetim de Silvio de Abreu, fazia a obesa Adriana, uma bailarina bem atrapalhada.

Sem dúvida, Pantanal está entre as mais belas novelas brasileiras. O capítulo final foi de uma emoção à toda prova, já que Benedito sabe conduzir muito bem uma trama, principalmente quando é preciso falar das emoções e laços familiares.

Lá nas fazendas do Mato Grosso, desfilaram a bela Guta, a desajeitada Maria Bruaca, o “Véio” do Rio e muitas outras figuras marcantes, sob a batuta do melodramático “maestro” Marcus Viana. Eu tenho a trilha sonora em vinil e garanto: é das mais bonitas.

Naqueles idos de 1990, uma explicação para o sucesso de Pantanal eram as belas imagens de um dos recantos naturais do Brasil. Famoso pelas “barrigas” nas obras que escreve, Benedito sempre propunha cenas muito longas, como a “decolagem” de um tuiuiú, que cruzava todo o pantanal ao som de uma bela música instrumental.

Será que vai fazer sucesso? Numa época de tv digital, dvd’s, melhor resolução de imagens, as pessoas terão paciência de ver imagens tão toscas, tiradas de um arquivo de fitas mal guardadas?

A acompanhar.

Veja se vc consegue reconhecer essas imagens. Elas pararam o Brasil em 1990!

Tuesday, June 03, 2008

Hoje, a caminho de uma reunião, eu e o Zero falávamos sobre este apagão do Tipos. Ainda bem que a gente viajou um pouco na maionese. Foi só uma explosão lá pelas bandas do Texas. Agora estamos de volta, ufa.

Ele também lembrou que há exatos cinco anos, nós e o Paulo Briguet estreávamos aqui. E que este espaço passou a fazer parte da nossa vida de maneira muito especial. Por alguns instantes, questionamos se não escreveríamos mais o que bem entendêssemos, principalmente quando desejássemos.

Tudo não passou de mais um atrapalho dessa tal de informática e este site vai continuar firme e forte, abrigando os mais variados tipos, personalidades e estilos de escrita.

Como é bom saber que tudo está bem de novo!