Manhã tempestuosa, fim de tarde pouco agradável. Mas entre dois extremos, sempre existe algo que merece um pouco mais de atenção. Ontem eu fui almoçar com o Marcos num restaurante chinês que fica pertinho da minha casa.
O lugar é absurdamente simples, com decoração quase franciscana e duas colunas de pratos: de cerâmica branca para quem for pagar por pessoa e transparente para quem for comer por peso.
Além da boa comida, a simpatia da anfitriã acolhe todos os clientes. Quando a gente entra no restaurante, ela dá aquele bom dia/boa tarde inspirado, sincero, com vontade. Nada que lembre aqueles apertos de mão protocolares, que a gente mal sente a mão alheia.
Já no caixa, a surpresa. Logo após passar o cartão do Marcos e depois o meu, o dono disse: “Xexé”. De início achei que fosse um resmungo qualquer, quando ele repetiu e explicou: - Xexé é obrigado em chinês!
Boquiaberto, perguntei o que a gente responde neste caso. Ele disse algo que eu não memorizei, mas enfatizou que a gente pode simplesmente responder “Xexé”. Daí eu tasquei... então Xexé pro senhor!
E dali saímos de volta ao trabalho, sem eu antes lembrar ao Marcos: - vou ligar pro Xexé e contar tudinho pra ele.
xexé miguxu!