Acabo de ver uma daquelas cenas que, para mim, vão entrar para a história da teledramaturgia brasileira. Na minissérie Queridos Amigos, a cumplicidade entre pai e filha, vividos por Juca de Oliveira e Deborah Bloch, é simplesmente encantador.
Lena (Deborah) não teve muita sorte no casamento, separou-se e vive às turras com a filha. O pai está sempre ao lado, dando apoio moral. Hoje ele (Juca) fitou-a com aquele carinho e afeto que só os pais conseguem ter. E disse-lhe, olho no olho:
- Eu fui um péssimo pai. Mas você é uma excelente filha. Quando você decidiu se separar do seu marido, eu senti o maior orgulho. Porque eu sou um covarde. E você foi à luta.
É o tipo de momento que nunca é esquecido. Quando tudo está ruim, nebuloso, o que a gente mais deseja é ser acolhido. Faz toda a diferença.
Depois da cena, lembrei também do filme As invasões bárbaras, que mostrou a mais linda e singela declaração de amor. O pai, quase à morte, disse clara e cristalinamente ao filho:
- Eu espero que você tenha um filho igualzinho a você.
Pronto. Não precisa de absolutamente mais nada.
Publicado em 14 de março de 2008 às 00:01 por joao