Se eu não estiver enganado, a Rachel de Queiroz afirmava viver sem esperar nada de ninguém, da vida, de tudo. É aquela máxima de fugir do sofrimento, ou melhor, da decepção de ver algum projeto não dar certo ou não sair exatamente como se planejou.
Não acredito que alguém consiga viver assim. E embora ache que seja um jeito mais cinza de encarar a própria trajetória, admito, sim, que zerar expectativa é sinônimo de menos sofrimento.
Neste Carnaval, planejei com o André de ir para Florianópolis. Os dias que antecederam à festa foram de muita chuva, queda de barreiras nas estradas catarinenses. Na sexta-feira, todas as pessoas pareciam ter um comentário negativo para fazer sobre a viagem.
Antes disso, eu mesmo já havia “alertado” o André sobre a muvuca que Florianópolis se torna em datas como esta, imaginando que passaríamos horas e horas a fio em fatídicos congestionamentos.
Saímos de Curitiba por volta das 18 horas, com o céu pouco amistoso, chuviscos aqui e ali. De fato o trânsito estava lento, mas em momento algum cheguei a ficar com o carro literalmente parado.
Já na Pousada, combinamos de ir bem cedo à praia. E daí, então, a surpresa: não pegamos um segundo de congestionamento. A explicação foi bem simples: quem vai à capital catarinense procura muitas baladas. Logo, ninguém madruga para ir à praia.
Eu e o André levamos o sol para Florianópolis. No sábado, o céu estava completamente azul, sem nenhuma nuvem, sol estralando mamona. E este bom tempo durou literalmente até terça-feira, quando deixamos a Praia Mole por volta das 18 horas.
No retorno à Curitiba, trânsito agitado, mas foi possível manter a velocidade em torno de cem quilômetros por hora. Tudo absolutamente normal.
Por si, a viagem seria muito boa. Não ter enfrentado longos congestionamentos, ter visto o sol todos os dias, voltado para Curitiba na maior tranqüilidade, encontrado amigos londrinenses na praia, ter ido a uma excelente festa no domingo, fez deste Carnaval o melhor de muitos e muitos anos.
E serviu também para confirmar que esperar demais da vida, mesmo que sejam coisas ruins, é realmente uma grande furada. O ideal - olha a expectativa aí outra vez - é simplesmente viver.
foi muito bom, o sol não nos abandonou, e quando a chuva caiu, a galera já era toda animação.
:D