Hoje fui interpelado. Pedi sinceras desculpas, sei que agi mal em deixar as pessoas esperando. Mas não dava. Simplesmente não dava.
Também hoje estive num lugar que não gostaria. Mas a política da boa vizinhança e a maturidade praticamente se impuseram e foi inevitável. No local, lembrei daquele filme “Três formas de amar”. É um triângulo amoroso que se forma entre uma garota que ama um cara que é gay, que se apaixona pelo amigo hetero que, por sua vez, interessa-se pela garota. A cena final não me sai da cabeça. Sentado na janela, o personagem gay pergunta: “Como alguém pode ser tão importante num momento e, no outro, simplesmente deixar de sê-lo? Não deveria ser para sempre?”. Ato contínuo, joga um anão de jardim janela abaixo.
Tive a mesma sensação ao perceber que no ano passado, nesta mesma época, estava com essas mesmas pessoas e com outro sentimento. Olhei firmemente o cenário, cinzento, melancólico, e percebi que tudo se perdeu. A causa é simples: deslealdade. Entre verdadeiros amigos, é um sentimento que não cabe.
A cena me entristeceu. Mesmo sabendo que o “ideal” seria não ter expectativa com ninguém, a decepção é clara. E não há absolutamente mais nada a fazer. Afinal, o pra sempre, sempre acaba!
Publicado em 13 de dezembro de 2006 às 00:56 por joao
O poeta estava errado ao dizer que "é impossivel ser feliz sozinho". No final das contas a gente so pode contar com a gente mesmo. Estamos sos neste mundao e por mais que vc tenha alguem bem grudado em vc é esta certeza que pode te manter com a cabeça no lugar. Eu acho que sei o que aconteceu... mas conversamos no "reservado" se vc quiser. As pessoas - principalmente aquelas que a gente gostava ou que a gente pensava que gostava de nos - sao dotadas de uma infinita capacidade de nos magoar. Sao as mais perigosas. Eu amo vc, isso vc sabe bem :)