O tempo vai passando e nunca perdemos a capacidade de nos surpreender. Nos momentos mais difíceis, naqueles em que o desespero parece querer quebrar tudo, a ajuda vem de onde menos se espera.
Fui ver Vôo 93 no cinema. Saí da sala catatônico. Os passageiros do único avião que não atingiu o alvo naquele fatídico setembro de 2001, indistintamente, tiveram a mesma atitude: com a proximidade da morte, só havia tempo de algumas poucas e últimas palavras. Eles pegaram o telefone, ligaram para quem amavam. E, invariavelmente, disseram... eu te amo.
O avião caindo, eles tentaram até o último segundo deter os terroristas. Mas antes de salvar a própria vida, o último ato foi dizer... eu te amo.
Talvez não devêssemos esperar tanto. Saímos para trabalhar sem a certeza de voltar. Acordamos todos os dias sem nenhuma garantia de que vamos retornar ao leito de descanso.
Por isso é preciso ter pressa. Faça a hora, diga agora tudo o que há pra dizer.
Posted by joao at 12:35 AM. Filed under: Geral
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Eis a dúvida cruel de um cidadão, publicada no Folhateen da semana passada:
"Preciso transar com mulheres"
"Tenho 19, sempre fiquei com garotas, mas não consigo ter relações sexuais com elas. Meu pênis simplesmente não fica ereto. Saí com um cara e tudo rolou normalmente. Só que me senti muito mal por isso. Não quero ser homossexual e preciso ter relações com mulheres. Remédios para ereção podem me ajudar?"
Posted by joao at 02:15 PM. Filed under: Geral
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Num dia tumultuado, com vários itens da agenda dando errado, uma luta contra o tempo para gravar dois programas inteiros e toca o celular. Uma vez, duas vezes. Eram mensagens de um número desconhecido, mas o conteúdo atiçou minha curiosidade.
“Oi Êdi (assim, com acento circunflexo, só os muitos íntimos me chamam), tudo bem? Lembra da nossa turma de sétima e oitava série? Faz tempo, mas às vezes sinto muita saudade”.
“Sabe, já fui tão longe, já se passaram tantos anos, mas as boas recordações permanecem”.
Encerradas as gravações, liguei imediatamente:
- Alô.
- Alô.
- Quem está falando?
- Com quem você gostaria de falar?
- É que eu recebi duas mensagens deste número e...
- Êdi?
- Sim.
- É a Gisele.
- Qual delas?
- Tinha alguma outra?
- A Gisele de Cássia Pegorin?
- Eu mesma.
- A minha primeira namorada? (não eu não disse isso, mas pensei imediatamente). Puxa vida... que surpresa agradável...
Sucedeu-se então a conversa básica de atualizar as informações. Ela se casara com o Serginho, logo que terminou o segundo grau. Mudaram-se para a Itália, tiveram dois filhos e agora ela está de volta. Ele, em dezembro.
Num dia de muita melancolia, foi uma surpresa das mais agradáveis. Gisele foi a minha primeira namorada. Estávamos em 1984, na oitava série, curtíamos Blitz, Barão Vermelho, ela era apaixonada pelo Mennudo. Brigávamos muito, até que um dia ela me agrediu fisicamente. Não levei desaforo pra casa e partimos para a ignorância. Fomos separados pela dona Rena, professora de português:
- Ai, ai, ai... Isso ainda vai dar em casamento.
Íamos e voltávamos todos os dias para a Escola Estadual Professor Francisco Villanueva. À tarde, após a Educação Física, eu a acompanhava até perto da casa dela. O primeiro beijo foi singelo, puro, lento. Paixão juvenil, daquelas que a gente não sente mais os pés.
Eu tivera uma torsão no joelho e engessei a perna. Mas isso não impediu que fôssemos ao cinema ver Beth Balanço. Na primeira sessão, não vimos absolutamente nada, pois nos beijamos o filme inteiro. Voltei outro dia, sozinho, para conferir a Débora Bloch, o Lauro Corona e todas as músicas do Barão.
No aniversário, fomos numa turma à casa dela. Os pais não podiam saber que namorávamos. Dei-lhe de presente um pôster do Mennudo, com destaque para o Roby, o galã da época. Aquilo sim foi uma prova de amor.
Terminou a oitava série, ela foi fazer magistério, eu contabilidade. Separamo-nos. Certo dia, descobri a sala dela – que estudava de manhã – e deixei um recado apaixonado no quadro. Causou espécie e ensaiamos uma volta.
A infantilidade e a inconseqüência impediram que continuássemos. Cada um seguiu seu rumo, passaram-se 22 anos e no meio da tarde de hoje, esta agradável surpresa. Que remeteu a todo este relato e fez a vida passar num pequeno filme e me forçou a avaliar e reavaliar as minhas escolhas e constatar que viver é muito bom e é uma grande alegria ter histórias para contar.
Posted by joao at 02:40 AM. Filed under: Geral
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Só ontem consegui ver o vídeo da Daniela Cicarelli. Bacanas as cenas, não?
Um detalhe me chamou a atenção. Não li nem meia vírgula sobre o (não) uso da camisinha.
Acho que sou mesmo meio besta. E ontem, numa conversa com um amigo, descobri que pouca gente acredita ser possível pegar Aids. Falamos até de um estudante de farmácia que divulga a informação: só se pega Aids se transar com quatro infectados. Bacana, né?
Tempos atrás, uma amiga me ligou, desesperada, para contar que estava grávida. Eu fiquei exultante e cumprimentei-a. Ela ainda me deu um passa-fora. Retruquei dizendo que gravidez era uma benção.
- Não estou te entendendo?!?!
- Você poderia ter pego Aids.
Silêncio total e absoluto. E mais não digo porque acho desnecessário.
Posted by joao at 04:12 PM. Filed under: Geral
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É nesta quarta-feira a hora da gente se atar de novo. Está todo mundo comentando, muita gente se divertindo. Confira e não se arrependerás.
Ata-me, música latina e outros ritmos - 04/10, 22h30, Bar Valentino.

Posted by joao at 12:10 AM. Filed under: Geral
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- Vai ter segundo turno no Paraná;
- Tomara que o eleitor tenha desejado que haja segundo turno também para presidente;
- A Narjara Tureta entrou em Páginas da Vida;
- Eu tenho uma fragmentadora de papel. Hoje retirei o primeiro saco de papel picado;
- Amanhã e terça-feira vou largar tudo e irei ao cinema;
- Ser feliz é mesmo uma questão de escolha.
- Quarta-feira tem Ata-me.
Posted by joao at 06:52 PM. Filed under: Geral
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