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This is the archive for August 2006

Monday, August 21, 2006

Faz alguns dias que estou com anotações tiradas do capítulo decisivo de Páginas da Vida, quando a Nanda morre após complicações do parto. Marta, a mãe taxada de cruel, chega ao lado do corpo da filha, apenas com expressões faciais, "pensa" o seguinte texto:

"Talvez Nanda, eu tenha sido injusta com você. E dura. Excessivamente dura. Mas minha filha, foi como eu aprendi a ser durante toda a minha vida. Nada foi fácil para mim. Eu também quis uma vida boa, lutei por isso. Mas tudo que eu quis para mim, quem teve foi a minha irmã, que não lutou para conseguir nada, recebeu tudo de mão beijada. O que eu sonhei pra você, foi o que toda mãe sonha pros seus filhos. Muitas conseguem. Eu não consegui. Falhei. Ou melhor, falhamos. Descanse em paz".

 

De vez em quando, só bem de vez em quando, é bom ter alguém para segurar a mão.  

 

Tuesday, August 15, 2006

Neste exato momento, terminei de montar o set list da minha primeira noite à frente de uma discotecagem. Por volta das 21h30, você já pode ir pro Valentino. "Ata-me, música latina e outros ritmos", promete. Além de um repertório bem eclético, teremos camiseta com logomarca exclusiva e o drink Ata-me. Nele tem uma "frescurinha bem fresca", também para marcar a noite.

Enfim, a casa está quase pronta. Muita gente bacana está dando a maior força, nem sei como agradecer. Mas o melhor mesmo será contar com a sua presença e o seu gingado nas pistas do Valentino.

Eu se fosse você, iria. E com muita vontade de pecar. Lerê, lerê!!!!!!

Wednesday, August 09, 2006

Poema Transitório

(...) é preciso partir
é preciso chegar
é preciso partir é preciso chegar... Ah, como esta vida é urgente!

... no entanto
eu gostava mesmo era de partir...
e - até hoje - quando acaso embarco
para alguma parte
acomodo-me no meu lugar
fecho os olhos e sonho:
viajar, viajar
mas para parte nenhuma...
viajar indefinidamente...
como uma nave espacial perdida entre as estrelas.

Mário Quintana

Wednesday, August 02, 2006

Nesta tarde participei de uma reunião bem lazarenta. Saí do local uma pilha, bufando. Liguei pro Beto porque precisava desabafar e ele certamente iria me compreender mais que qualquer outra pessoa. E assim foi.

Na verdade eu tenho um repertório de palavrões para serem escritos. Mas vou me conter, até porque estou mais calmo.

Hoje ficou muito claro que fui vítima de deslealdade. É pior que traição. E de uma pessoa que eu pensava ser especial. As pessoas têm defeitos. Resta saber quais podemos, ou conseguimos, tolerar.

Dia desses liguei para um amigo e quem atendeu foi a namorada dele, que não me conhece. Fez um interrogatório daqueles, no meu ponto de vista, sem nenhuma necessidade.

Semana passada, estava levantando uma pauta e liguei para uma garota. Quem atendeu foi o namorado dela e ouvi, enquanto passava o aparelho, ele rosnando qualquer bobagem. Ela explicou que se tratava de trabalho e parece que tudo se ajeitou.

Agora, vem cá: que tipo de relação as pessoas estabelecem para que um se ache no direito de atender o celular do outro, fazer interrogatórios e achar que isso é amor? Francamente.

Homens deveriam pagar menos imposto. Se quiser saber a razão, fale comigo pessoalmente.