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Thursday, March 30, 2006
Os últimos dias reservaram emoções fortíssimas. Mas não é que meu coração melhorou?
Acabo de sair da minha consulta anual com um cardiologista com um puta de um sorriso no rosto. É que o Dr. Ricardo Rezende foi taxativo:
- Você está mais velho e o seu coração muito melhor que no ano passado.
Então tá!
Acabo de sair da minha consulta anual com um cardiologista com um puta de um sorriso no rosto. É que o Dr. Ricardo Rezende foi taxativo:
- Você está mais velho e o seu coração muito melhor que no ano passado.
Então tá!
Tuesday, March 28, 2006
Quando fico muito triste, gosto da ilusão de que, dando-me presentes, o dia fica melhor. Foi assim no sábado. Decidir tomar café da manhã no restaurante do Bristol, o único cinco estrelas de Londrina.
Por quatorze dinheiros, vi que estrelas, na verdade, significam pouco no hotel. Apesar da funcionalidade de distribuir os ingredientes em mesas diferentes, facilitando o fluxo das pessoas, a apresentação dos quitutes fica a desejar. Sem contar que os garçons sequer olham na cara da gente.
É certo que comemos primeiro com os olhos. E tudo ali estava muito desenchabido, mal ajambrado. Parecia coisa largada, entende? Os parcos quatro tipos de pães e frios, aliados aos outros quatro tipos de frutas, bolos e tortas, não eram convincentes, embora a vitamina de abacate estivesse uma delícia e a torta de fubá, hummmm, maravilha.
Postas estas palavras, havia decidido fazer um tour por todos os “bons” hotéis de Londrina, para degustar o café da manhã, com a agradável missão de avaliar cada um deles. Talvez este périplo dure mais tempo que o previsto. Ainda, assim, vale a cotação abaixo.
O do Bristol fica com uma nota 5,0, pra começar. Não vale quanto pesa.
Por quatorze dinheiros, vi que estrelas, na verdade, significam pouco no hotel. Apesar da funcionalidade de distribuir os ingredientes em mesas diferentes, facilitando o fluxo das pessoas, a apresentação dos quitutes fica a desejar. Sem contar que os garçons sequer olham na cara da gente.
É certo que comemos primeiro com os olhos. E tudo ali estava muito desenchabido, mal ajambrado. Parecia coisa largada, entende? Os parcos quatro tipos de pães e frios, aliados aos outros quatro tipos de frutas, bolos e tortas, não eram convincentes, embora a vitamina de abacate estivesse uma delícia e a torta de fubá, hummmm, maravilha.
Postas estas palavras, havia decidido fazer um tour por todos os “bons” hotéis de Londrina, para degustar o café da manhã, com a agradável missão de avaliar cada um deles. Talvez este périplo dure mais tempo que o previsto. Ainda, assim, vale a cotação abaixo.
O do Bristol fica com uma nota 5,0, pra começar. Não vale quanto pesa.
Monday, March 20, 2006
Hoje, após ler o Folhateen, resolvi ligar para o meu amigo Jece Valadão. Queria saber a opinião dele sobre os jovens relatados na reportagem sobre Emomania (abaixo, a introdução do texto). Não é que o companheiro Valadão evocou outro companheiro aqui de Londrina, o Paulo Ubiratan, na sua análise? Pois é. Foi só eu terminar a minha pergunta, no que ele foi enfático: No cu!
Objetividade é isso aí.
Agora, o texto:
“Eles estão em todos os lugares. Nos shoppings, em escolas públicas ou particulares, em casas de show, nas baladas e nas lojas de música.
Com suas franjas compridas, colares de bolas e um ar de desencanto e melancolia com o mundo, os emos se multiplicam e, no último ano, viraram uma febre entre os adolescentes. Quem não é, tem algum amigo ou pelo menos conhece alguém que tenha aderido ao estilo.
Victor Souza tem 18 anos e se considera um emo veterano. Ele curte as músicas e adotou o visual há mais ou menos dois anos. Para ele, a atual ”febre emo“ tem seus pontos negativos. ”Tem muita gente que só se veste nesse estilo, mas não conhece o som, a história. Quando você pergunta as bandas que eles gostam, só sabem falar das mais famosas, são “posers'”, diz.
Felipe Lemos, 15, concorda. “O chato é que você acaba sendo tachado de ”modinha“. Eu não sou, porque conheço o estilo há muito tempo”, diz.
Quando começou a ouvir as músicas, Felipe também adotou o visual. Ele usa camisetas sobrepostas, pulseira e franja comprida com o cabelo espetado atrás. “Eu gosto de ser diferente, mas não acho legal que todo mundo fique me olhando e falando mal”, conta Felipe....
Sobre o título do post, a primeira enxada é pro editor do caderno e os personagens da matéria. A outra é pra mim mesmo. Ando meio desocupado esses dias.
Objetividade é isso aí.
Agora, o texto:
“Eles estão em todos os lugares. Nos shoppings, em escolas públicas ou particulares, em casas de show, nas baladas e nas lojas de música.
Com suas franjas compridas, colares de bolas e um ar de desencanto e melancolia com o mundo, os emos se multiplicam e, no último ano, viraram uma febre entre os adolescentes. Quem não é, tem algum amigo ou pelo menos conhece alguém que tenha aderido ao estilo.
Victor Souza tem 18 anos e se considera um emo veterano. Ele curte as músicas e adotou o visual há mais ou menos dois anos. Para ele, a atual ”febre emo“ tem seus pontos negativos. ”Tem muita gente que só se veste nesse estilo, mas não conhece o som, a história. Quando você pergunta as bandas que eles gostam, só sabem falar das mais famosas, são “posers'”, diz.
Felipe Lemos, 15, concorda. “O chato é que você acaba sendo tachado de ”modinha“. Eu não sou, porque conheço o estilo há muito tempo”, diz.
Quando começou a ouvir as músicas, Felipe também adotou o visual. Ele usa camisetas sobrepostas, pulseira e franja comprida com o cabelo espetado atrás. “Eu gosto de ser diferente, mas não acho legal que todo mundo fique me olhando e falando mal”, conta Felipe....
Sobre o título do post, a primeira enxada é pro editor do caderno e os personagens da matéria. A outra é pra mim mesmo. Ando meio desocupado esses dias.
Saturday, March 18, 2006
Hoje senti uma tristeza profunda. Caminhava pelo Calçadão e vi uma muvuca em frente ao Banco do Brasil. Tratava-se de uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher. No palco, duas garotas cometendo os mais graves erros de concordância nominal, anunciavam que cantariam um rap feito especialmente para a ocasião. Fiquei pensando em quem teria achado aquela composição digna de ser mostrada em público.
Minutos depois, a caravana do samba londrinense sobe ao palco. Além de alguns parcos integrantes da bateria da escola vencedora do Carnaval 2006, a Rainha do Carnaval, a Madrinha e a Rainha da Bateria sacolejavam o corpo, numa triste tentativa de convencer o público de que, sim, nós gostamos de samba. Se eu chegar a Presidente da República, decreto o fim do Carnaval em todas as cidades além do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda.
Pra falar bem a verdade, acho que sou mesmo um chato. As pessoas ali, divertindo-se, exibindo seus (os deles) dotes físicos e performáticos e eu baixando o rosto de tanta vergonha. Vergonha de não ter essa alegria esfuziante (desculpe o pleonasmo), esse contentamento conformista que tudo suporta e tudo aceita. Lá no fundo, acho que essas pessoas simples é que são felizes.
Certa vez travei uma “briga” com um então vereador, também professor de cursinho, que fazia campanha contra a data do vestibular da UEL sob o pretexto de dar mais oportunidades aos londrinenses. Ele escreveu-me uma carta dizendo algumas bobagens e eu retruquei argumentando que ele deveria defender melhor qualidade de ensino para os estudantes da cidade, que talvez tivessem melhores chances nas provas. A conversa rendeu e houve um dia que escrevi uma coluna para o Jornal de Londrina, onde trabalhava na época, indignado com o protesto que alunos da UEL faziam contra a proibição da venda de cerveja no campus. Escrevi que achava muito triste não se exigir qualidade de ensino, professores melhores formados - um professor da UEL com mestrado HOJE ganha igual a um porteiro de prédio - condições mais adequadas em todos os cursos. O tempo passou e algo deve ter mudado. Esta semana estudantes de jornalismo saíram às ruas por duas vezes protestando contra o descaso do governo estadual. Fizeram a reitora se mexer e já conseguiram algumas migalhas, perto de tudo o que necessitam. E não é que eu mordi a língua? E por isso mesmo, fiquei muito feliz?
Sou viciado em sabonetes. Se houver uma guerra, pode me ligar ou vir tomar banho em casa. Mesmo que neste e no próximo ano eu não compre mais nenhuma unidade, tenho uma vasta coleção que deve durar ao menos uns dois anos. E hoje cedo não resisti a uma promoção da Natura e comprei só mais 15.
Viver é muito bom. Cheiroso, melhor ainda.
- 0 –
Minutos depois, a caravana do samba londrinense sobe ao palco. Além de alguns parcos integrantes da bateria da escola vencedora do Carnaval 2006, a Rainha do Carnaval, a Madrinha e a Rainha da Bateria sacolejavam o corpo, numa triste tentativa de convencer o público de que, sim, nós gostamos de samba. Se eu chegar a Presidente da República, decreto o fim do Carnaval em todas as cidades além do Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Olinda.
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Pra falar bem a verdade, acho que sou mesmo um chato. As pessoas ali, divertindo-se, exibindo seus (os deles) dotes físicos e performáticos e eu baixando o rosto de tanta vergonha. Vergonha de não ter essa alegria esfuziante (desculpe o pleonasmo), esse contentamento conformista que tudo suporta e tudo aceita. Lá no fundo, acho que essas pessoas simples é que são felizes.
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Certa vez travei uma “briga” com um então vereador, também professor de cursinho, que fazia campanha contra a data do vestibular da UEL sob o pretexto de dar mais oportunidades aos londrinenses. Ele escreveu-me uma carta dizendo algumas bobagens e eu retruquei argumentando que ele deveria defender melhor qualidade de ensino para os estudantes da cidade, que talvez tivessem melhores chances nas provas. A conversa rendeu e houve um dia que escrevi uma coluna para o Jornal de Londrina, onde trabalhava na época, indignado com o protesto que alunos da UEL faziam contra a proibição da venda de cerveja no campus. Escrevi que achava muito triste não se exigir qualidade de ensino, professores melhores formados - um professor da UEL com mestrado HOJE ganha igual a um porteiro de prédio - condições mais adequadas em todos os cursos. O tempo passou e algo deve ter mudado. Esta semana estudantes de jornalismo saíram às ruas por duas vezes protestando contra o descaso do governo estadual. Fizeram a reitora se mexer e já conseguiram algumas migalhas, perto de tudo o que necessitam. E não é que eu mordi a língua? E por isso mesmo, fiquei muito feliz?
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Sou viciado em sabonetes. Se houver uma guerra, pode me ligar ou vir tomar banho em casa. Mesmo que neste e no próximo ano eu não compre mais nenhuma unidade, tenho uma vasta coleção que deve durar ao menos uns dois anos. E hoje cedo não resisti a uma promoção da Natura e comprei só mais 15.
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Viver é muito bom. Cheiroso, melhor ainda.
Monday, March 13, 2006
Assim como o filme, a trilha sonora – exceto pelas músicas country – de Brokeback Mountain é de uma tristeza cortante, quase melancólica. Tenho ouvido-a nesses últimos dias. E pensado nesta droga de razão, nesta eterna mania que temos de deixar tudo para amanhã, no medo que temos de nos arriscarmos a viver tudo o que há pra viver, neste tempo e nesta hora.
Talvez Enis tenha acreditado num mundo diferente, numa possibilidade qualquer, uma hora dessas as coisas mudam e tudo pode ser melhor, quem sabe. Não foi. E na impossibilidade da vivência, resta o conforto do sonho. Ele, mesmo que às vezes interrompido, fica no plano do ideal, do impossível. E o objeto deste sonho se torna então maravilhoso, perfeito porque inatingível.
A novela das seis que terminou na semana passada bateu recordes de audiência. Fechou com números de trama do horário nobre. E tudo bem, era um pastelão às vezes sofrível, com incongruências e cenas bem toscas. Mas creio ter sido o mote principal, mesmo com a frágil interpretação do casal protagonista, a razão de tanto sucesso.
Quem não quer acreditar que existe alguém perfeito para si? Que nesta e em muitas outras vidas, praticamente você não precisa fazer quase nada, já que o destino está traçado e, em algum momento, não mais que de repente, a sua alma gêmea vai aparecer? E vai lutar por você contra tudo e todos, inclusive a finitude, já que para além dela, também existe a possibilidade de um amor eterno?

É bonito morrer de amor, pois a morte, de certa forma, encerra qualquer possibilidade concreta de maior sofrimento. Difícil mesmo é lidar com o real, com as imperfeições, com as diferenças. Desafiador é reconhecer-se como individual, ainda que se busque o todo.
Viver não é nada fácil. Mas é muito bom.
Talvez Enis tenha acreditado num mundo diferente, numa possibilidade qualquer, uma hora dessas as coisas mudam e tudo pode ser melhor, quem sabe. Não foi. E na impossibilidade da vivência, resta o conforto do sonho. Ele, mesmo que às vezes interrompido, fica no plano do ideal, do impossível. E o objeto deste sonho se torna então maravilhoso, perfeito porque inatingível.
A novela das seis que terminou na semana passada bateu recordes de audiência. Fechou com números de trama do horário nobre. E tudo bem, era um pastelão às vezes sofrível, com incongruências e cenas bem toscas. Mas creio ter sido o mote principal, mesmo com a frágil interpretação do casal protagonista, a razão de tanto sucesso.
Quem não quer acreditar que existe alguém perfeito para si? Que nesta e em muitas outras vidas, praticamente você não precisa fazer quase nada, já que o destino está traçado e, em algum momento, não mais que de repente, a sua alma gêmea vai aparecer? E vai lutar por você contra tudo e todos, inclusive a finitude, já que para além dela, também existe a possibilidade de um amor eterno?

É bonito morrer de amor, pois a morte, de certa forma, encerra qualquer possibilidade concreta de maior sofrimento. Difícil mesmo é lidar com o real, com as imperfeições, com as diferenças. Desafiador é reconhecer-se como individual, ainda que se busque o todo.
Viver não é nada fácil. Mas é muito bom.
Saturday, March 11, 2006
Bom... não tenho o mesmo afinco do Beto consumidor que gosta de ser bem tratado. Mas volta e meia faço minhas reclamações. A última foi contra a Reebok. Comprei um par de tênis por uns trezentos dinheiros. Após três meses de uso, o tecido interno que protege o calcanhar rasgou-se. Fiz uma carta educada, expondo minha indignação com a qualidade do material usado. O resultado chegou ontem via Sedex. Estou com um par de tênis novinho, igual ao que eu comprei.
Monday, March 06, 2006
Alguém já escreveu por aqui que às vezes baixa uma tremenda falta de vontade de postar. Aconteceu comigo, do nada. Resolvi aparecer para dizer que estou vivo, vivíssimo, embora ausente com algumas pessoas bem especiais.
Creio estar deixando o meu lado Cemil de ser um pouco de lado e me permitindo até ser politicamente incorreto. Também é boa a sensação de um pouco de desleixo. Nem tudo precisa ser certo, no tempo exato, todas as horas.
E tem rolado tanta coisa bacana. Novos alunos, gente entusiasmada, aprendizados diferentes. Tenho curtido também perceber que consegui passar algumas dicas importantes para futuros profissionais.
Mas entrei aqui para falar do Kadu Moliterno. Sim, sempre fui fã dele, principalmente por causa da Armação Ilimitada. E não é que o gente boa desferiu um grande soco na mulher? Saiu em todos os jornais, ele está sendo processado, a mulher vai se separar. Hoje, n' O Globo, ele se rendeu:
“O que ele diz
De Kadu Moliterno: 'Estou vivendo um momento muito difícil e delicado de foro íntimo e, para preservar e proteger meus filhos, reservo-me o direito de me calar. No momento oportuno, se e quando for necessário, esclarecerei a verdade'.”
Nem sempre é bom ser famoso.
Creio estar deixando o meu lado Cemil de ser um pouco de lado e me permitindo até ser politicamente incorreto. Também é boa a sensação de um pouco de desleixo. Nem tudo precisa ser certo, no tempo exato, todas as horas.
E tem rolado tanta coisa bacana. Novos alunos, gente entusiasmada, aprendizados diferentes. Tenho curtido também perceber que consegui passar algumas dicas importantes para futuros profissionais.
Mas entrei aqui para falar do Kadu Moliterno. Sim, sempre fui fã dele, principalmente por causa da Armação Ilimitada. E não é que o gente boa desferiu um grande soco na mulher? Saiu em todos os jornais, ele está sendo processado, a mulher vai se separar. Hoje, n' O Globo, ele se rendeu:
“O que ele diz
De Kadu Moliterno: 'Estou vivendo um momento muito difícil e delicado de foro íntimo e, para preservar e proteger meus filhos, reservo-me o direito de me calar. No momento oportuno, se e quando for necessário, esclarecerei a verdade'.”
Nem sempre é bom ser famoso.