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Friday, January 27, 2006
Nada como retornar ao lar, abrir o jornal e descobrir que a Globo vai reprisar, mais uma vez, A Viagem, a novela mais maravilhosa de todos os tempos, de todo o universo. Agora só falta saber como vou arrumar tempo pra assisti-la novamente.
Wednesday, January 25, 2006
Em poucas horas, encerram-se as férias deste ano. Amanhã, mais ou menos neste horário, embarcarei para Londrina, depois de escalas em Salvador e São Paulo. E hoje, eu e o Carlos fechamos com chave de ouro a estada aqui em Recife. Fomos almoçar em Olinda, num restaurante excepcional, o Oficina do Sabor. Comida espetacular, vinho excelente, sobremesa perfeita, companhia agradabilíssima. Mais um marco nesta minha existência.
Férias são como sexo: fundamentais. Revigoram as energias, reanimam o espírito, reforçam a esperança de que nem tudo está perdido e que há muito a ser feito e vivido. Justamente por serem tão boas, gosto quando as férias terminam. Eu gosto de voltar pra casa, pros meus afetos.
Hoje à tarde, na hora da sobremesa,liguei para três pessoas da minha mais alta consideração. Para celebrar com eles, ainda que por telefone, aquele momento especial. Quando caminhava pelas areias de Boa Viagem, volta e meia vinha a lembrança daqueles que me são importantes. Recordava do privilégio que é estar cercado de gente tão especial. E a maior parte dessas figuras impagáveis está em Londrina, a minha casa. Por isso o prazer de regressar.
Quase ao final da visita à Olinda, estava de frente para a capela do mosteiro São Bento. Lá dentro, padres entoavam canto gregoriano. Na igreja adornada em filetes de ouro, agradeci por tantos privilégios. Ter um trabalho, querer bem a tanta gente, ser bem quisto por amigos tão leais e singulares, poder conhecer um pouco dos contrastes deste imenso país, ter razões para voltar. Viver não é bom. É espetacular!
Sexta-feira vou levar o carro pra revisão, vou cortar o cabelo, rever o Xexé, almoçar com a Cleo, sair à noite, reencontar os meus afetos, a minha mãe, os meus irmãos, os meus amigos. E retomar com a maior alegria a vida inteira que tenho para viver. Na maior serenidade, e também por isso, felicidade!
Férias são como sexo: fundamentais. Revigoram as energias, reanimam o espírito, reforçam a esperança de que nem tudo está perdido e que há muito a ser feito e vivido. Justamente por serem tão boas, gosto quando as férias terminam. Eu gosto de voltar pra casa, pros meus afetos.
Hoje à tarde, na hora da sobremesa,liguei para três pessoas da minha mais alta consideração. Para celebrar com eles, ainda que por telefone, aquele momento especial. Quando caminhava pelas areias de Boa Viagem, volta e meia vinha a lembrança daqueles que me são importantes. Recordava do privilégio que é estar cercado de gente tão especial. E a maior parte dessas figuras impagáveis está em Londrina, a minha casa. Por isso o prazer de regressar.
Quase ao final da visita à Olinda, estava de frente para a capela do mosteiro São Bento. Lá dentro, padres entoavam canto gregoriano. Na igreja adornada em filetes de ouro, agradeci por tantos privilégios. Ter um trabalho, querer bem a tanta gente, ser bem quisto por amigos tão leais e singulares, poder conhecer um pouco dos contrastes deste imenso país, ter razões para voltar. Viver não é bom. É espetacular!
Sexta-feira vou levar o carro pra revisão, vou cortar o cabelo, rever o Xexé, almoçar com a Cleo, sair à noite, reencontar os meus afetos, a minha mãe, os meus irmãos, os meus amigos. E retomar com a maior alegria a vida inteira que tenho para viver. Na maior serenidade, e também por isso, felicidade!
Saturday, January 21, 2006
Rosinéia, a atendente da TAM em Londrina, até foi simpática e engraçada, quando brinquei com a hipótese das malas não chegarem à Fortaleza.
- Só tenho um livro na bagagem de mão. E você não acha que ficará agradável eu sair com uma folha tampa sexo por Fortaleza, certo?
- O senhor pode confiar na TAM.
O resultado foi que as malas do Carlos chegaram e a minha não. Nem tive tempo de ter um ataque de fúria no aeroporto. O seo Pereira explicou-me todos os procedimentos e a única coisa a fazer, de fato, era aguardar.
No Hotel, o Carlos questionou sobre os pertences que estavam na mala, no caso de um real extravio da bagagem. Fizemos as contas e eu deveria ter uns cinco mil reais em roupas e afins. Aos poucos fui percebendo: havia mais que alguns dinheiros naquela mala. Presentes de amigos queridos, presentes que eu me proporcionei. Para essas coisas não há real que tenha valor compatível. Antes de encerrarmos a lista, o seo Pereira ligou explicando que a minha mala ficara em São Paulo e às três da madrugada estaria no hotel, ufa.
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Fortaleza é uma cidade muito legal, onde se venta muito, sempre. Praticamente não conservou nada de sua parte histórica. Dá a impressão que é um lugar mais “novo” que Londrina, principalmente pela arquitetura ultra contemporânea. Nas praias há poucos ambulantes e os que existem são educados. Há excelentes restaurantes e os taxistas também não são malas, nem cobram exageradamente caro. Portanto, uma cidade para voltar sempre. Ah, a prostituição feminina é tão comum quanto lugares vendendo água de côco.
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Em Recife, ontem fui jantar no Azucar, restaurante situado na parte antiga da Cidade, com um cardápio e carta de vinhos pra lá de excelentes. Na praia de Boa Viagem, equipes fazem a limpeza e estranhamente não há barracas vendendo comida. Uma amiga do Carlos, professora da Federal, explicou que é lei municipal, para evitar mais sujeira no cartão postal da cidade. As pessoas aqui são bonitas. O turismo sexual parece uma praga de fato. Hoje à tarde havia um grupo de seis homens – todos muito brancos, aparentando serem alemães – com exatamente seis meninas, todas quase negras. Isso se repete a cada dez metros e todo mundo faz cara de paisagem.
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Praia é o lugar mais democrático do mundo. Há espaço para gordos e magros, corpos esculturais e barangas de toda espécie. Há quem se divirta com frescobol, outros que rasgam frango no dente, gente que come queijo coalho assado, além dos indefectíveis caldinhos – de feijão, de peixe, de camarão. E todo mundo é feliz, sem tirar nem por.
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Aqui concluo que a ignorância é de fato meio caminho para a felicidade. Quem nunca experimentou um espumante Chandon Brut fica muito feliz com uma Cidra qualquer.
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Eu estou feliz.
Friday, January 20, 2006
Estou tão cansado de me preocupar com o restaurante onde vou almoçar, que passeio vou fazer, se vou à praia de Boa Viagem ou à de Pina, que duas dúvidas estão me atormentando:
1) O Ancelmo Góis é gay?
2) O Fagner é gay?
1) O Ancelmo Góis é gay?
2) O Fagner é gay?
Saturday, January 07, 2006
Há pouco, na banca de jornais.
- O senhor tem as figurinhas do Harry Potter?
- Sim. Quantos pacotinhos?
- Quanto é cada um?
- Sessenta centavos.
- Quero dez.
- Desculpe, as figurinhas são pro seu filho?
- Não, pra mim mesmo.
- (sorriso no canto da boca) Ah...
- É incomum adultos colecionarem figurinhas?
- Bem... sim. Mas não tem problema. Se tiver figurinha repetida, pode voltar aqui que eu tenho um monte pra trocar.
- O senhor também coleciona?
- (embaraçado) Não. São do meu filho.
- Ok. Obrigado por avisar.
- O senhor tem as figurinhas do Harry Potter?
- Sim. Quantos pacotinhos?
- Quanto é cada um?
- Sessenta centavos.
- Quero dez.
- Desculpe, as figurinhas são pro seu filho?
- Não, pra mim mesmo.
- (sorriso no canto da boca) Ah...
- É incomum adultos colecionarem figurinhas?
- Bem... sim. Mas não tem problema. Se tiver figurinha repetida, pode voltar aqui que eu tenho um monte pra trocar.
- O senhor também coleciona?
- (embaraçado) Não. São do meu filho.
- Ok. Obrigado por avisar.