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Saturday, December 31, 2005
Falta pouco e a melancolia da triste melodia parece que também vai embora, junto com 2005. Eu gosto das datas, dos rituais, das passagens. Valorizo os detalhes e acho importante, principalmente, registrar as emoções, os afetos, os desejos. Às vezes isso é confundido com exposição pura e simples. Como tudo na vida tem um preço, corro o risco. Ter 35 anos dá a certeza daquilo que não se quer e, também, a confiança de que é preciso muito para nos tirar do prumo.
Comparando este com o ano que se passou, ganhei muito menos dinheiro, comprei poucas roupas, nenhum calçado, troquei de carro. Novamente mais um ano se passou e eu não tive a oportunidade de conhecer nenhum país da Europa. E sabe o melhor de tudo isso? Estou completamente em paz, não fui menos feliz.
Sempre que olho pra traz, vejo um monte de gente. Pessoas que cruzaram o meu caminho de alguma forma, deixaram um pouco de si, levaram um pouco de mim. E por isso, preciso agradecer.
Quantas pessoas têm o privilégio de ter amigos como o Beto e o Carlos? Há exatos 10 anos, nesta mesma época, eu conheci o Beto, que iniciava carreira de jornalista na TV Cidade. Há 15 anos, trocava cartas com o Carlos, que estava em Roma fazendo o pós-doutorado. Os dois fazem parte da minha vida desde então. Às vezes penso que isso vem de outra época, um outro tempo. Temos afinidades, amor, afeto, respeito, raríssimas divergências, além de dividirmos momentos dos mais agradáveis e de termos a certeza que sem um de nós na vida do outro, os dias seriam mais cinzas.
Dois mil e cinco foi o ano da aproximação definitiva com o Xexé. Agora já sentimos falta um do outro, ligamos para falar bobagens, rimos muito, discutimos questões importantes – como o que seria do universo se todos os micos leões dourados do mundo desaparecessem. Também indagamos se os ventos alíseos podem influenciar a cor da plumagem dos gansos selvagens da Ásia. Presentão.
Nos lugares onde trabalhei, fiz amigos leais. Na TV Mix também não foi diferente. Tornei-me amigo da Lucilene, da Vanessa, da Cleo. Aproximei-me mais e mais da Nalu, do Peterson. Voltei a conviver mais com a Sara, conheci o Rodrigo. E penso que sem eles tudo teria tido menos graça.
Este também foi o tempo de mais paciência com a minha mãe e, ainda, de dar boas gargalhadas com suas saborosas histórias. Foi preciso reconhecer novos vínculos familiares, abandonar outros, enterrar aquilo que não me convém. Faz parte.
Curti muitas baladas com a Thais, Veruska, Airam, Janaína, a Ávila transbordando de amor. Eita, foi bom demais. Dancei muito anos 70 com a banda Set Satélite, conheci o Tonho Brown, gente boníssima. Ah, ainda entrei no orkut, tenho uma imensa lista de pessoas que conheço, reencontrei amigos da oitava série, da faculdade, gente com quem eu trabalhei e hoje está do outro lado do mundo, do Brasil. Por isso, também é preciso agradecer.
Pra encerrar, quase aos 48 minutos deste segundo tempo de 2005, ouvi Vanessa da Mata com mais delicadeza e em excelente companhia, registre-se. E eu que gosto de trilhas sonoras, como nas novelas, sigo embalado nessa nova e doce melodia, certo de que uma etapa diferente está começando. Haja o que houver, venha o que vier, vou me permitir, viver tudo o que há pra viver. Com você, será muito melhor.
Em 2006, as melhores atitudes, os melhores pensamentos e as melhores intenções.
Comparando este com o ano que se passou, ganhei muito menos dinheiro, comprei poucas roupas, nenhum calçado, troquei de carro. Novamente mais um ano se passou e eu não tive a oportunidade de conhecer nenhum país da Europa. E sabe o melhor de tudo isso? Estou completamente em paz, não fui menos feliz.
Sempre que olho pra traz, vejo um monte de gente. Pessoas que cruzaram o meu caminho de alguma forma, deixaram um pouco de si, levaram um pouco de mim. E por isso, preciso agradecer.
Quantas pessoas têm o privilégio de ter amigos como o Beto e o Carlos? Há exatos 10 anos, nesta mesma época, eu conheci o Beto, que iniciava carreira de jornalista na TV Cidade. Há 15 anos, trocava cartas com o Carlos, que estava em Roma fazendo o pós-doutorado. Os dois fazem parte da minha vida desde então. Às vezes penso que isso vem de outra época, um outro tempo. Temos afinidades, amor, afeto, respeito, raríssimas divergências, além de dividirmos momentos dos mais agradáveis e de termos a certeza que sem um de nós na vida do outro, os dias seriam mais cinzas.
Dois mil e cinco foi o ano da aproximação definitiva com o Xexé. Agora já sentimos falta um do outro, ligamos para falar bobagens, rimos muito, discutimos questões importantes – como o que seria do universo se todos os micos leões dourados do mundo desaparecessem. Também indagamos se os ventos alíseos podem influenciar a cor da plumagem dos gansos selvagens da Ásia. Presentão.
Nos lugares onde trabalhei, fiz amigos leais. Na TV Mix também não foi diferente. Tornei-me amigo da Lucilene, da Vanessa, da Cleo. Aproximei-me mais e mais da Nalu, do Peterson. Voltei a conviver mais com a Sara, conheci o Rodrigo. E penso que sem eles tudo teria tido menos graça.
Este também foi o tempo de mais paciência com a minha mãe e, ainda, de dar boas gargalhadas com suas saborosas histórias. Foi preciso reconhecer novos vínculos familiares, abandonar outros, enterrar aquilo que não me convém. Faz parte.
Curti muitas baladas com a Thais, Veruska, Airam, Janaína, a Ávila transbordando de amor. Eita, foi bom demais. Dancei muito anos 70 com a banda Set Satélite, conheci o Tonho Brown, gente boníssima. Ah, ainda entrei no orkut, tenho uma imensa lista de pessoas que conheço, reencontrei amigos da oitava série, da faculdade, gente com quem eu trabalhei e hoje está do outro lado do mundo, do Brasil. Por isso, também é preciso agradecer.
Pra encerrar, quase aos 48 minutos deste segundo tempo de 2005, ouvi Vanessa da Mata com mais delicadeza e em excelente companhia, registre-se. E eu que gosto de trilhas sonoras, como nas novelas, sigo embalado nessa nova e doce melodia, certo de que uma etapa diferente está começando. Haja o que houver, venha o que vier, vou me permitir, viver tudo o que há pra viver. Com você, será muito melhor.
Em 2006, as melhores atitudes, os melhores pensamentos e as melhores intenções.
Saturday, December 24, 2005
Saiu hoje na coluna Gente Boa, d'O Globo:
Emoções capilares
Amigos e parentes de Roberto Carlos têm pedido ao cantor para complementar o visual marombado com um novo corte de cabelo para 2006. Acham que os “mullets” do Rei já deram o que tinha que dar. Antes do tratamento contra o TOC, Roberto estava irredutível. Mas agora ficou de pensar no assunto com carinho.
Emoções capilares
Amigos e parentes de Roberto Carlos têm pedido ao cantor para complementar o visual marombado com um novo corte de cabelo para 2006. Acham que os “mullets” do Rei já deram o que tinha que dar. Antes do tratamento contra o TOC, Roberto estava irredutível. Mas agora ficou de pensar no assunto com carinho.
Thursday, December 22, 2005
Sim, eu fui ao show do Fábio Júnior. E um pouco antes de cantar a minha música preferida, Pai, ele relembrou uma passagem da sua (dele) vida com o pai, já falecido. Era o jeito deles orarem, fazerem preces. Sempre que se colocavam diante de suas (as deles) crenças, pediam três coisas muito simples: livrai-me dos maus pensamentos, das más intenções e das más atitudes.
É exatamente isso que eu lhe desejo neste Natal e no ano que em breve se inicia.
É exatamente isso que eu lhe desejo neste Natal e no ano que em breve se inicia.
Tuesday, December 20, 2005
Se tudo saísse como o combinado, que graça teria a vida? Se no exato momento em que a Ann é oferecida ao Kong no ritual daquela tribo,ele a devorasse, o filme faria algum sentido? Foi preciso uma paixão para mudar o rumo da história.
Se você tivesse aceito o meu convite, será que teríamos tido a excelente conversa de quase uma hora ao telefone?
Bem, viver é muito bom. Justamente pelas surpresas que este emaranhado de situações nos reserva. Contrariando qualquer estatística, é o improvável que colore cada uma das situações.
Eu já roubei você pra mim.
Se você tivesse aceito o meu convite, será que teríamos tido a excelente conversa de quase uma hora ao telefone?
Bem, viver é muito bom. Justamente pelas surpresas que este emaranhado de situações nos reserva. Contrariando qualquer estatística, é o improvável que colore cada uma das situações.
Eu já roubei você pra mim.
Monday, December 19, 2005
Vi, de novo, Closer. Os últimos dias têm me feito refletir sobre os encontros e desencontros amorosos. E este filme, para mim, fala justamente das impossibilidades que criamos. Tenho a impressão que as pessoas gostam de se enganar. Querem uma coisa, dizem e agem como se desejassem outra. E assim vagam solitárias noite adentro.

Hoje saí com o Xexé e a Luciana Canesin. Conversamos muito sobre isso e, principalmente, como participar deste pérfido jogo que é estar de fato com alguém. Se o interesse é mútuo e óbvio, por que, afinal, as coisas se complicam?
No filme, num determinado momento da conversa, uma vez descoberta a traição, Alice pergunta: “por que só o amor não basta?”.

Estou querendo namorar e já faz tempo. Só percebo que a paciência e disposição para o jogo diminuem a cada dia. E entre decepções e expectativas, a gente vai levando, caminhando, tentando se arranjar aqui e ali.
Ontem deixei de lado alguns princípios. Fiz o que queria, mas que a razão, num outro momento impediria. Agora não adianta lamentar. Está feito, ponto final. A bola está comigo, a vantagem é minha. Só não sei se dou um saque jornada nas estrelas, um saque por cima ou um saque por baixo. O que eu desejo, na verdade, é que a bola vá para o lado de lá, seja bem recepcionada e mandada de volta para cá. E assim a gente faria uma boa partida e, talvez, ficaríamos um cadinho mais feliz.
Você está comigo.
Tuesday, December 13, 2005
Tenho engolido alguns sapos desde sexta-feira e isso preocupa. Em algum momento vou vomitar e coitado de quem estiver por perto. Sim, eu tenho defeitos.
Decidi inscrever meu curta metragem no Programa Municipal de Incentivo à Cultura. Não por minha vontade, estou em cima do prazo e numa correria danada para dar conta da burocracia exigida.
Hoje de manhã fui à Receita Federal e já estava fechado para o almoço. (eu tentei tirar a certidão negativa na internet e o sistema esteve indisponível, sugerindo que eu recorresse à agência mais próxima). No cartaz na porta, o aviso do atendimento iria até às 16h30. Cheguei ao local às 16h16 cravados. Sucedeu-se o seguinte diálogo:
- Eu preciso tirar a certidão negativa de pessoa física.
- Qual o motivo?
- Inscrição no Promic.
- É que hoje as senhas já acabaram.
- Como assim?
- Como tem muita gente para ser atendida, não estamos distribuindo mais senhas.
- Ali naquele cartaz está escrito que o atendimento vai até às 16h30.
- É verdade. Mas hoje não tem mais senha.
- Tem sim.
- Estou dizendo que não tem.
- Tem sim. Alguém aqui vai ter que me atender. São 16h20, estou dentro do prazo e vou ser atendido.
- Veja bem...
- Não vejo nada. O cartaz é claro: 16h30. Faltam 10 minutos para o prazo.
(neste momento um ex-aluno que trabalha no local me viu e aproximou-se)
- Algum problema professor?
- Nenhum problema.
- O moço aqui está dizendo que não tem senha, mas ele vai dar um jeito de eu ser atendido porque está dentro do prazo.
- Eu posso ajudar o senhor?
- Pode. Fique em silêncio sobre minha profissão. Estou aqui como cidadão e exijo ser atendido.
(neste momento, o atendente desliga o telefone)
- Realmente senhor, não tem mais senha.
- Eu quero falar com quem manda aqui.
- O gerente?
- É ele quem manda?
- Tem o delegado.
- Isso, o delegado é muito melhor.
Subo até o último andar, na ante-sala:
- Pois não.
- Eu quero uma certidão negativa.
- Hoje não tem mais senha.
- Eu sou um cidadão brasileiro e exijo ser atendido.
- É que tem muita gente.
- Então vocês coloquem um cartaz bem grande lá na porta, anúncio no jornal, out door, mas avisem as pessoas que existe um limite para senhas. Ainda assim seria uma vergonha, mas ao menos ninguém seria enganado. (Ela interfona para o delegado, que vem pessoalmente ver o que estava ocorrendo).
- Eu te conheço de algum lugar?
- Sério?
- Você é jornalista?
- Sim. Mas estou aqui como cidadão. E acabo de ser afrontado.
- O que houve? (expliquei-lhe toda a novela).
- Venha aqui comigo que a gente vai resolver isso.
Resultado: a dona Denise foi me atender pessoalmente e resolveu tudo o que eu precisava. Ao final...
- Sérgio, fico grato pelo atendimento, mas preciso fazer uma ressalva.
- Claro.
- Vou acreditar que qualquer cidadão que estivesse aqui falando com você receberia o mesmo tratamento. Eu não vim aqui como jornalista. E o comportamento de vocês foi lamentável.
- Você tem razão. Desculpe qualquer coisa.
- Se vocês têm um limite de senhas, avise ao público. Seria vergonhoso de qualquer jeito, mas ao menos mais honesto.
Monday, December 12, 2005
Quando eu era criança, costumava assistir ao Namoro na TV junto com minha irmã, a Madalena. Lembro que ela torcia para alguns dos casais e a gente ficava firme esperando o final do ano para saber quem casou, quem ficou com quem.
Neste momento, estou assistindo ao Casamento à Moda Antiga, onde tudo aquilo foi deixado de lado e, dentro dos parâmetros atuais, colocado à prova na busca do tão sonhado verdadeiro amor.
Silvio Santos consegue deixar tudo muito pior, falso, superficial. Agora, a família vem junto e em parceira com as colegas de auditório decidem se o casal pode ou não ter o direito de se conhecer. Uma moça disse que tinha obrigação, o dever de buscar a felicidade. E que ela, a tal felicidade, estaria ali, no corpo do rapaz com quem vai passar 21 dias, como bem frisou o dono do Baú. Baú, de onde virão uns bons trocados – 10 mil reais, se não entendi errado – para ajudar na vida a dois. Claro que por julgamento da platéia, o casal terá uma oportunidade.
O programa já está todo gravado. Notas em jornais e sites já adiantaram que rolou muito, muito, muito sexo, a ponto da edição ter problemas para fazer os devidos cortes. Não quero ser moralista, até porque acho que casais devem mesmo transar antes de tomarem qualquer decisão de ficar juntos para sempre. O que me chama atenção é a necessidade de fazer tudo isso em nível nacional, com milhões de espectadores. Se já é complicado descobrir afinidades e resolver diferenças sozinho, imagine com platéia.
Certa vez, produzi e editei um Paraná Repórter sobre casamento. E um casal de Ibiporã, que completara bodas de diamante, afirmou que o amor verdadeiro estava dentro do coração. E de lá não poderia sair. A frase dos velhinhos me marcou para sempre. Desde então, cada vez aprecio menos excessos de demonstração de afeto. Acho que não precisa, não tem necessidade, não é o caminho.
O novo programa do SBT põe por terra tudo o que pode haver de mais singular e especial numa relação. Mas durante algum tempo vai iludir parte deste Brasil de ignorantes.
Saturday, December 10, 2005
A foto abaixo retrata bem o clima da última Noite Latina 2005. Como sempre, bons amigos, gente bacana e interessante, música excelente, mojito na medida e a vontade que a noite não termine nunca. Candidato-me, inclusive, a ser o seu (seu mesmo Janaína) herdeiro.

Thursday, December 08, 2005
Chega esta época e é inevitável refletir sobre o que se passou. Estou na fase da limpeza. Comecei pelo MSN, deletando algumas pessoas. Depois fui para a caixa de e-mails. Ainda têm as gavetas, os documentos, os armários, o guarda-roupa.
E apesar da tristeza que provoca, também vou excluir algumas pessoas da minha vida. Cancerianos relutam em fazer isso. Mas quando decidem, é definitivo.
E apesar da tristeza que provoca, também vou excluir algumas pessoas da minha vida. Cancerianos relutam em fazer isso. Mas quando decidem, é definitivo.