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This is the archive for October 2005

Friday, October 28, 2005

Acabo de ler uma informação que me deixou feliz, estupefato, encasquetado. Hoje, o milésimo uruguaio acessou este blogue. Não consigo imaginar as razões de tantas pessoas do país vizinho se interessarem por estes escritos. Mas não quero, não devo, não posso deixar de fazer o meu mais sincero agradecimento ao ser que inventou a internet. Como alguém pode se sentir sozinho, sendo lido por mil, vejam bem, caros amigos, mil pessoas?

Eu sou feliz porque meu Cristo quer, felicidade não é coisa qualquer. Ainda mais quando se mil uruguaios visitando esta página.

Volta e meia e o Beto discutíamos algumas situações inverossímeis nas novelas. Um dos exemplos eram os personagens que moram em prédios, nunca avisados pelo porteiro que alguém estava subindo.

Pois bem. Hoje, no meio de uma confusão de trabalhos que eu estou envolvido, tive a luz: se o porteiro avisa, quebra o clima dramático, entendeu?

Poxa, você imagina por exemplo a Sol anunciando que está subindo no apartamento do Ed e a May também está lá? Neste intervalo, perde-se a intenção da cena. O bacana é tocar a campainha, ele abrir a porta e dar de cara com alguém inesperado. Faz toda a diferença numa novela.

Dito isso, a partir de agora, vou analisar sempre com muito cuidado antes de opinar sobre um erro de novela.

E não estou precisando de enxada, nem rua de café para derrissar, muito menos laje para encher.

Tuesday, October 25, 2005

É isso aí. Acho que em primeiríssima mão, divulgo a todos e todas que o cantor Fábio Júnior fará show em Londrina, no próximo dia 11.

De acordo com a produção, após 10 anos, ele volta à cidade para cantar alguns dos maiores sucessos, como Alma Gêmea, Enrosca, Caça e caçador, Pai e outros. “O cantor promete emocionar e fazer os corações dos seus fãs baterem acelerado”.

Bom... eu, que gosto da Baby do Brasil, do Claudinho e Buchecha, daquela uma que ganhou o primeiro Fama, que tenho aquilo roxo, que não devo nada pra vagabundo nenhum, vou ao show.

Alguém quer fazer parte da caravana?

Sunday, October 23, 2005

A ótima frase deste título não é minha, foi copiada do Beto. Tudo bem que a gente vive numa sociedade democrática, tudo bem que cada um faz da própria vida o que bem quer, tudo bem que as pessoas que fumam podem ter sérios problemas de saúde, tudo bem. Mas por que razão essas pessoas se acham no direito de fazer pinico do nariz alheio?

Eu digo mais: além de mal educado, todo fumante tem problemas com a higiene. Por exemplo: a querida da minha vizinha, não deve limpar a casa há vários dias, muito menos os cinzeiros. Neste exato momento, estou dentro do meu apartamento, com as portas – a da entrada e a do banheiro – fechadas, com tapetes nas frestas de cada uma delas para evitar o odor, e, mesmo assim, não dá pra suportar o cheiro de bituca e cinza de cigarro. Quem fuma perde o olfato? É o mesmo que ocorre com quem tem sovaqueira? A pessoa parece que tem um gambá dentro de si e não se dá conta? Fumar significa não ter necessidade de limpar a casa, jogar as cinzas no lixo?

Outra característica péssima de quem fuma: jogar a bituca em qualquer lugar. Dia desses, eu chegava à tevê onde trabalho e bem na entrada, contei exatas 18 bitucas no chão. É mole? Você acha que um convidado que chega lá pra visitar a emissora, dar entrevista, pensa o quê de TODOS os funcionários? Que somos sebentos. Certamente não há uma divisão no pensamento, do tipo, “nossa, os fumantes deste prédio são mal educados”. Quem não fuma paga o pato duas vezes.

E de que adianta tudo isso? Nada, absolutamente nada. O único alento é saber que quem fuma desocupa o lugar nesta vida mais cedo.
O texto abaixo foi publicado hoje na coluna do ombudsman da Folha de S. Paulo. Eu concordo em número, gênero e grau com o Marcelo Beraba. Criticar é sempre fácil. Difícil é sair na chuva.


Sobre jornalismo

Os jornais noticiaram no sábado, dia 15, o assassinato do estudante de jornalismo Rafael Azevedo Fortes Alves, de 21 anos, no campus da USP, por um colega de curso da Escola de Comunicações e Artes (ECA). Rafael foi morto com uma facada no peito por Fábio Le Senechal Nanni, também de 21 anos.

Um horror. Um daqueles dramas que marcam indelevelmente as famílias, os amigos e os colegas. Um daqueles casos que nenhum jornalista gosta de fazer. Mas é um crime e assim deve ser tratado, com todos os cuidados que nem sempre temos com os dramas alheios.

O “Jornal do Campus”, da USP, escolheu não fazer a cobertura jornalística do fato. Abalados com as circunstâncias da morte de Rafael, os estudantes que fazem o jornal prefeririam publicar apenas um registro (“ECA em luto pela morte de estudante de jornalismo”) e um editorial (“Sobre meninos e lobos”) em que fazem uma dura crítica ao trabalho da imprensa.

Reproduzo os trechos mais fortes do editorial por achar que é um bom caso para a reflexão nossa e desses jovens jornalistas que ainda não chegaram ao mercado.
“Naquele dia, dezenas de jornalistas da grande mídia nos abordaram e ligaram em nossos celulares, como lobos ávidos pelas fotos e por depoimentos exclusivos que havíamos conseguido enquanto Fábio era preso, e usaram os meios mais baixos possíveis para tentar obtê-los.

Presenciamos o trabalho desses profissionais e pudemos constatar que o que lhes interessava era buscar títulos fortes e matérias carregadas de drama nem que para isso tivessem que constranger alunos a dar entrevistas ou explorar a imagem dos que sofriam. Muitos veículos, principalmente da internet, publicaram matérias tendenciosas, sensacionalistas, maniqueístas e mal apuradas.

Cremos que a divulgação de nossos documentos só teria um objetivo: alimentar uma imprensa ávida por sangue. Em respeito à fonte e à ética, o ”JC“ não divulgará seu material de apuração. Decidimos também por não publicar reportagens sobre o caso, visto que o fato foi explorado à exaustão pela mídia. A forma mais respeitosa de lidar com o acontecido, diante da dor dos outros e da nossa própria, é publicar este editorial, um símbolo de luto.”

Entendo e respeito a dor desses estudantes. Mas estou convencido de que fizeram a escolha errada ao abdicar do jornalismo. Não vou entrar no mérito da avaliação que fizeram dos repórteres escalados para a cobertura do caso. Mas a melhor resposta que poderiam ter dado ao sensacionalismo teria sido uma cobertura bem-feita no “JC”. Uma cobertura como a que gostariam de ter lido na imprensa.

Saturday, October 22, 2005

Numa conversa com o Zero dia desses, ele me disse que votaria SIM no referendo, mas achava que todo mundo teria opção contrária. De acordo com o Datafolha de hoje ele está certo. Segundo a pesquisa, 81% dos sulistas brasileiros votarão NÃO. E se a tese dele estiver correta, a região se auto destruirá assim que o resultado do referendo for publicado no Diário Oficial.

Thursday, October 20, 2005

Quase morri engasgado hoje na hora do almoço. É que eu comia e via televisão ao mesmo tempo - sim, eu consigo fazer isso com maestria - quando a Sandra Anemberg chamou um “vivo” sobre o retrato falado de umas figuras de boa índole que a polícia estava acusando de bandidagem.

Tudo seria muito comum e não estaria no Jornal Hoje, exceto pelo fato de que os acusados em questão são, nada mais, na menos, suspeitos de sequestrar um dos ladrões que participaram do maior assalto a um banco brasileiros, o Banco Central em Fortaleza (CE). E agora estava exigindo um resgate de R$ 20 milhões.

É mole ou quer mais?

Hoje gravei um Mix Cidadania sobre delação premiada. Como até este recurso também está sendo alvo de corrupção - alguém estaria cobrando para “dar” o benefício a algum acusado que deveria trair seus ex-comparsas - perguntei à socióloga se a corrupção era algo que faz parte da essência do brasileiro. “Do brasileiro não”, respondeu. “Nós somos gente boa. A corrupção existe em qualquer lugar. Não é privilégio do brasileiro”, defendeu.

Mais não digo porque a indignação não deixa.

Thursday, October 13, 2005

Saiu na Folha On Line de ontem:

“Bang Bang” reforçou a nostalgia dos anos 80. A abertura da novela das sete mostra bonecos animados que lembram o clássico alemão Playmobil. Com o sucesso do brinquedo, uma empresa catarinense informa que vai produzir os bonecos no ano que vem. Eles andavam sumidos das prateleiras brasileiras desde o fim dos anos 90, quando a Estrela suspendeu a produção.

O bestão aqui tinha uns cinco exemplares do bonequinho e quando “cresci” resolvi dá-los aos meus sobrinhos. Perderam-se todos eles. E eu fique na mão. Mas é só encontrá-los em alguma prateleira e tudo ficará resolvido.

Sunday, October 09, 2005

As horas cinzentas provocam-me uma espécie de nostalgia. Dia desses lembrei dos pequenos afetos de minha mãe, ainda quando eu era criança. Eu mamei no peito até os dois anos de idade. Na mamadeira, até os oito. E em praticamente 99% de todas as vezes, era minha mãe quem preparava o leite com Nescau. O leite era o mesmo, o Nescau o mesmo, a mamadeira a mesma. Mas toda vez que outra pessoa seguia este ritual, eu sentia o sabor diferente.

Hoje os afetos são outros. Coxinha, eu só como a que a dona Alice faz. Bolo de milho e sopa também. E de comida em comida - mamãe fez tudo isso nos últimos 15 dias - percebe-se que as mães também nos prendem pela boca.

É cada vez mais agradável conversar com dona Alice, que agora anda rindo das coisas, o que acho muito bom.

A nostalgia também me levou à Baby Consuelo e ao Pepeu Gomes. Lembro que numa das primeiras vezes que a minha mãe os viu na tevê, disse: - é coisa do satanás. Evangélica, era demais pra cabeça dela ver tantas cores e adereços numa só pessoa.

Eu nunca entendi porque gosto do casal. Confesso até que fiquei triste quando se separaram. O fato é que dia desses uma coletânea em cd da dupla me chamou a atenção. E desde então, tenho andado cidade afora ouvindo “Sem pecado e sem juízo”, “Mil e uma noites de amor”, “Força do olhar”, “Que delícia”. O único lamento é não ter “Menino do Rio”, gravação definitiva da música composta por Caetano Veloso.

Ouvindo o cd até o fim, pensei no absurdo que foi o casal ter sido barrado na Disneylândia. Como alguém pode algum dia pensar que eles tinham algum laço de maldade. Será que alguém que compõe os versos abaixo tem ruindade no coração?

“Tudo azul, Adão e Eva e o paraíso
Tudo azul, sem pecado e sem juízo
E todo dia livres, dois passarinhos,
cantar pra esse amor super esta
r
sempre com tudo azul”


Ou ainda...

“Tem a força de Sansão, seu coração
para lutar com essa Dalila que é viver”


Para todo o sempre fica determinado que a Baby e o Pepeu sempre foram do bem, do astral, da energia. Não podem nunca ter sido coisa do satanás como minha mãe falou.

Hah!

- 0 -

Quando você entra no msn, o coração dispara. Falar com você muda o tom do dia. Pena haver tanto acaso nesse encontro. O fato é que a cada dia, confirmo a inegável certeza de que seria muito bom namorar você. Por que você não vem ficar comigo?

Wednesday, October 05, 2005


----- Original Message -----
From: ombudsman
To: Edenilson de Almeida
Sent: Wednesday, October 05, 2005 4:26 PM
Subject: Re: Folhateen

Caro Edenilson,

creio que você tem razão. Sugeri avaliação do colunista.
Atenciosamente,

Marcelo Beraba
Ombudsman - Folha de S.Paulo
Al. Barão de Limeira, 425 - 8o. andar
01202-900 - São Paulo - SP
Telefone: 0800 159000
Fax: (11) 3224-3895
ombudsma@uol.com.br

----- Original Message -----
From: Edenilson de Almeida
To: ombudsman@uol.com.br
Sent: Monday, October 03, 2005 11:55 AM
Subject: Folhateen


Oi Marcelo,

Como vai, tudo bem? Sou jornalista e professor universitário. E estou lhe escrevendo porque estou “espantado” com as dúvidas apresentadas ao Jairo Bouer, no Folhateen.

Sei que os jornais são lidos pelas classes A e B. Portanto, imaginam-se leitores com um certo nível de informação. Como é que jovens têm dúvidas como estas, em pleno século 21?

“Tenho 22 anos e confio no meu parceiro. Tomo anticoncepcional e queria saber se sexo oral pode causar um parto prematuro em uma eventual gravidez.”

“Transei com uma mulher e usei camisinha. Cheguei a passar a mão na superfície da vagina dela e, depois, encostei no pênis. Posso pegar Aids?”

“Se o pênis ficar só na parte externa, sem penetrar na vagina, há risco de gravidez? Se a garota estiver de calcinha ou calça, há perigo de o espermatozóide chegar lá?”

Não seria o caso de divulgar ao menos as iniciais e cidade de onde o cidadão faz questionamentos? Será que esta galera não está zoando com o jornal?


abs

Edenilson

Monday, October 03, 2005

Hoje, novamente três mentecaptos fizeram o favor de expor suas dúvidas na Folha de S. Paulo. Ei-las:

“Tenho 22 anos e confio no meu parceiro. Tomo anticoncepcional e queria saber se sexo oral pode causar um parto prematuro em uma eventual gravidez.”

“Transei com uma mulher e usei camisinha. Cheguei a passar a mão na superfície da vagina dela e, depois, encostei no pênis. Posso pegar Aids?”

“Se o pênis ficar só na parte externa, sem penetrar na vagina, há risco de gravidez? Se a garota estiver de calcinha ou calça, há perigo de o espermatozóide chegar lá?”

Estou mandando um e-mail ao ombudsman pra saber se isso é um fato mesmo. Considerando que os jornais são lidos pelas classes A e B, tenho dó de imaginar o que será deste país se os jovens têm esse tipo de dúvida.

Bom, eu também estou reclamando à toa. Certa vez, um aluno escreveu SÉQUISSO (deveria ser SEXO) e HAJUDALA (ajudá-la) num texto. E não era gozação. Ele achava que estava correto. Há ou não há mais degraus da descer?

Saturday, October 01, 2005

Minutos atrás o Eduardo perguntou se eu continuava escrevendo no blog. Já faz alguns dias que não tenho nada a dizer, expliquei-lhe. Ato contínuo visitei o Tipos e fui conferir o que o Beto desejou contar. E pensei como é bom tê-lo como amigo, além da pontada de inveja branca de escrever tão bonito quanto ele.

Ato contínuo dois, constatei de fato que isso é uma grande bobagem. Cada qual segue caminho, estilo, desejo que melhor lhe convier. E isso basta. Não consigo identificar exatamente o que se passa. Sinto saudades de algo que não defino, mas que me acalenta o coração. Tenho vontade de ver uma certa pessoa, mas o silêncio dela explica tudo. E de constatação em constatação, percebo que viver, de qualquer forma, continua sendo muito bom.

Hoje teve churrasco dos jornalistas, organizado pela Janaína Ávila e a Karla Matida. Conversei com gente muito legal e conheci a Valéria. Sabe a tal da química? Foram duas horas de excelente, madura e inteligente conversa. Debatemos que a idade, ao menos, nos traz a certeza daquilo que não se quer. – Mas daí voltamos ao mesmo princípio e continuamos perdidos, constatou questionando Rosângela Vale.

Alguns amigos não namoram mais, fato que descobri sendo inconveniente de perguntar pelos respectivos parceiros. A vida muda. E tudo que parecia certo, definitivo, para sempre, passa a ser duvidoso, passageiro, inconstante. Não adianta chorar, espernear, negar. É assim e pronto.

De concreto mesmo, neste momento, o vício em coca cola light e azeitonas verdes e pretas. E o prazer de sentir o perfume dos sabonetes especiais. Mas até isso, muito em breve, também vai passar. Em algum tempo perdido, a paixão fulminante não era pelo pão de mel?

Só não passa a vontade de viver uma vida inteira ao seu lado.

Sei que a Vanessa e a Cleo são dois presentes, desses bem valiosos, que volta e meia a vida nos oferece. O click é de outra amiga especial, a Thais, no show da Denorex.