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Saturday, September 24, 2005
Sexta à noite, camarote no show de Ivete Sangalo. Um ligeiro movimento e eis que entra o ex-prefeito cassado, o filho, ex-deputado - e uma entourage. Vi a cena, senti um pouco de nojo - principalmente dos que ficam em torno - e desejei: - espero que os senhores vivam muitos anos para que tenham o dia de Paulo e Flávio Maluf.
Friday, September 16, 2005
Daqui a pouco embarco para Curitiba. Vou rever pessoas que eu amo. E de uns tempos pra cá, toda vez que isso ocorre, fico com a sensação de estar voltando pra casa. Em breve, espero, em definitivo.
Wednesday, September 14, 2005
Quer dizer então que existe mesmo um cheque de R$ 7.500,00? E que no verso dele existe a assinatura da secretária do presidente da Câmara, Severino Cavalcanti?
É o que eu digo, de vez em quando: até pra ser mau caráter é preciso ter talento!
É o que eu digo, de vez em quando: até pra ser mau caráter é preciso ter talento!
Sunday, September 11, 2005
Certa vez uma trupe de teatro mambembe fez parada em Rolândia, no meio da praça da rodoviária. Eu pedalava minha Barra Forte da Caloi, devia ter uns 10, 11 anos. Num determinado momento do espetáculo, o mestre de cerimônias anunciou que os atores traziam uma cobra cascavel, a Adelaide, numa cesta. Que a cobra era muito sensitiva e geralmente perseguia os garotos mais safados do grupo. Adivinhe atrás de quem a cobra rastejou? Saí em disparada, morrendo de medo de levar uma picada e com a certeza de que a partir daquele dia, minha vida não seria mais a mesma. E não foi.
Desde então sou alguém das exceções. Se há algo que fuja à regra, a probabilidade de ocorrer comigo é forte. Tanto que já caí na malha fina do IR, já tive o capô levantado com o carro em pleno movimento, já perdi a roda da Brasília em plena avenida JK. Mas também já ganhei muitos prêmios em rifas, por exemplo. E já perdi a conta das vezes que ganhei dois reais na Lotofácil.
Bom, todo este preâmbulo para contar o que me sucedeu esta madrugada. Nunca fui fã de motel, mas não me furto de freqüentá-lo se a situação assim exigir. Ontem fui à Luz comemorar o aniversário de uma amiga. Um pouco de álcool na cabeça, saí da boate crente que acharia a minha alma gêmea. Pátio San Miguel foi a primeira opção. Nada. Valentino, a segunda: bingo.
A alma gêmea queria apenas uma carona. Mas no meio do caminho, rolou um clima. Rolou um clima, então, no meio do caminho. Voltar para casa estava longe, de modo que um motel praticamente apareceu na nossa frente. Estava tudo muito bom até a hora de sair.
De longe avistei que alguém estava pagando a conta na saída. Por razões óbvias, baixei a luz e fiquei bem longe, para nem perceber a placa. Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac. Quando comecei a ficar impaciente, mais um carro faz fila, bem longe, mas enfim, estava atrás do meu automóvel. E nada do cidadão da frente desaparecer.
Eis então que surgem dois homens, funcionários do motel. E chegam até mim, pedindo que afastasse porque havia dois carros para sair. E um deles entrou com uma pessoa, mas estava saindo sozinho. Pensei: estou fodido!
Como bom jornalista, perguntei o que ocorrera. O funcionário disse que a mulher estava desmaiada no quarto e que o homem teria que levá-la embora de qualquer jeito.
– E agora?
- Agora o senhor entre neste apartamento aqui e espere que a gente vai resolver isso.
- Você tem certeza que ela está desmaiada?
- Sim.
- Já jogou um balde de água na cara dela pra ver se está mesmo desmaiada?
- Não.
- Pois então vá lá e jogue a água. E se ela não estiver desmaiada, chame a polícia. Mas antes me deixe sair daqui imediatamente. (já nervoso) Eu não tenho, nem quero ter nada a ver com isso.
Daí que o carro que estava na minha frente entrou numa das suítes e o outro com o automóvel sem a mulher deu passagem para que ele fosse pagar a conta. Ufa! Mas antes de eu então deixar a discrição de lado e emparelhar na traseira do que iria sair, o solitário queria mesmo sair sozinho e colou no carro da frente. O raciocínio era óbvio: quando o carro sair, ele também cairia fora. – Isso vai virar merda, pensei, mais nervoso ainda.
Os funcionários do motel já estavam a postos para impedir que o cara saísse sozinho de lá. Colocaram-se na frente do Uno vinho dele (que vontade de colocar a placa aqui...), antes de abrir o portão, de modo que o primeiro carro saiu, mas o cidadão não conseguiu. Nisso, óbvio, mais gente já estava na fila para sair, sem entender nada. Eram quatro carros.
O recepcionista veio novamente explicar o ocorrido e disse-lhe:
- Meu, isso não tem cabimento. Olha o constrangimento de todo mundo aqui. Vocês precisam resolver isso imediatamente. Eu quero ir embora.
- O que o senhor sugere que a gente faça?
- Que você junte os funcionários do motel, jogue água na mulher e acorde-a. Se ela não acordar, você deve imaginar o que ocorreu, certo? Então você pede para os seguranças amarrarem o cidadão de alguma forma, libera todos nós e chama a polícia. Assim, bem simples.
Sucedeu-se então que o lazarento do homem deve ter caído em si e pediu para voltar ao quarto buscar a mulher. Todos os cinco dando ré nos carros em fila, entrando nas suítes para dar passagem ao bonito.
Ficamos mais tempo pra pagar do que exatamente para trepar.Ainda bem que o sexo teve certificado Iso 9000. E depois de muitos anos, fui dormir às sete da manhã de um domingo.
Amanhã saberei do resto da história em algum jornal, espero.
Desde então sou alguém das exceções. Se há algo que fuja à regra, a probabilidade de ocorrer comigo é forte. Tanto que já caí na malha fina do IR, já tive o capô levantado com o carro em pleno movimento, já perdi a roda da Brasília em plena avenida JK. Mas também já ganhei muitos prêmios em rifas, por exemplo. E já perdi a conta das vezes que ganhei dois reais na Lotofácil.
Bom, todo este preâmbulo para contar o que me sucedeu esta madrugada. Nunca fui fã de motel, mas não me furto de freqüentá-lo se a situação assim exigir. Ontem fui à Luz comemorar o aniversário de uma amiga. Um pouco de álcool na cabeça, saí da boate crente que acharia a minha alma gêmea. Pátio San Miguel foi a primeira opção. Nada. Valentino, a segunda: bingo.
A alma gêmea queria apenas uma carona. Mas no meio do caminho, rolou um clima. Rolou um clima, então, no meio do caminho. Voltar para casa estava longe, de modo que um motel praticamente apareceu na nossa frente. Estava tudo muito bom até a hora de sair.
De longe avistei que alguém estava pagando a conta na saída. Por razões óbvias, baixei a luz e fiquei bem longe, para nem perceber a placa. Tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac, tic tac. Quando comecei a ficar impaciente, mais um carro faz fila, bem longe, mas enfim, estava atrás do meu automóvel. E nada do cidadão da frente desaparecer.
Eis então que surgem dois homens, funcionários do motel. E chegam até mim, pedindo que afastasse porque havia dois carros para sair. E um deles entrou com uma pessoa, mas estava saindo sozinho. Pensei: estou fodido!
Como bom jornalista, perguntei o que ocorrera. O funcionário disse que a mulher estava desmaiada no quarto e que o homem teria que levá-la embora de qualquer jeito.
– E agora?
- Agora o senhor entre neste apartamento aqui e espere que a gente vai resolver isso.
- Você tem certeza que ela está desmaiada?
- Sim.
- Já jogou um balde de água na cara dela pra ver se está mesmo desmaiada?
- Não.
- Pois então vá lá e jogue a água. E se ela não estiver desmaiada, chame a polícia. Mas antes me deixe sair daqui imediatamente. (já nervoso) Eu não tenho, nem quero ter nada a ver com isso.
Daí que o carro que estava na minha frente entrou numa das suítes e o outro com o automóvel sem a mulher deu passagem para que ele fosse pagar a conta. Ufa! Mas antes de eu então deixar a discrição de lado e emparelhar na traseira do que iria sair, o solitário queria mesmo sair sozinho e colou no carro da frente. O raciocínio era óbvio: quando o carro sair, ele também cairia fora. – Isso vai virar merda, pensei, mais nervoso ainda.
Os funcionários do motel já estavam a postos para impedir que o cara saísse sozinho de lá. Colocaram-se na frente do Uno vinho dele (que vontade de colocar a placa aqui...), antes de abrir o portão, de modo que o primeiro carro saiu, mas o cidadão não conseguiu. Nisso, óbvio, mais gente já estava na fila para sair, sem entender nada. Eram quatro carros.
O recepcionista veio novamente explicar o ocorrido e disse-lhe:
- Meu, isso não tem cabimento. Olha o constrangimento de todo mundo aqui. Vocês precisam resolver isso imediatamente. Eu quero ir embora.
- O que o senhor sugere que a gente faça?
- Que você junte os funcionários do motel, jogue água na mulher e acorde-a. Se ela não acordar, você deve imaginar o que ocorreu, certo? Então você pede para os seguranças amarrarem o cidadão de alguma forma, libera todos nós e chama a polícia. Assim, bem simples.
Sucedeu-se então que o lazarento do homem deve ter caído em si e pediu para voltar ao quarto buscar a mulher. Todos os cinco dando ré nos carros em fila, entrando nas suítes para dar passagem ao bonito.
Ficamos mais tempo pra pagar do que exatamente para trepar.Ainda bem que o sexo teve certificado Iso 9000. E depois de muitos anos, fui dormir às sete da manhã de um domingo.
Amanhã saberei do resto da história em algum jornal, espero.
Saturday, September 10, 2005
Estou sentindo uma alegria indescritível neste momento. Ver Paulo Maluf e o filho dele sendo presos faz-me acreditar que, talvez, o Brasil tenha jeito. Não sei se viverei pra ver a grande mudança. Mas um dia ela chega, ah, chega.
Thursday, September 08, 2005
Hoje, por volta das 09h30, tive a sensação de que o telefone tocaria com a notícia do falecimento do meu pai. Faz exatos quatro anos. Neste tempo, só a saudade aumentou. Volta e meia fico com a impressão de que vou reencontrá-lo no quintal da nossa casa em Rolândia. A vida sem o seo João ficou mais besta!
Wednesday, September 07, 2005
Viver é estar em constante mudança. Um dos repórteres da MIX ficou doente e não conseguiram ninguém que o substituísse por alguns dias. Olharam para os lados, viram-me por ali dando sopa e propuseram-me o desafio de voltar às ruas por três dias. Considerando que no mínimo seria curioso, decidi aceitar.
E ontem estive em contato direto com a miséria, algo que não ocorria desde que saí do Jornal de Londrina há três anos. Era uma matéria sobre a caminhada cívica que a Escola Oficina Pestalozzi promoveu nas ruas do Jardim Perobal. Fiquei com pena daqueles brasileiros. E muito triste por perceber que aquelas pessoas nunca terão chance de ascensão social.
Entrevistei umas dez crianças para saber o que se comemorava no dia 07 de setembro. Nenhuma delas sabia. Todas usavam roupas muito velhas, algumas rasgadas, no pé, chinelos quase sem a sola, de tão gastos. Após a caminhada, uma garota ainda fez uma prece aos céus, rogando bênçãos para este país. E a Letícia, menina de dentes podres, olhos azuis faiscantes, parece ter aprendido a mensagem deste (des) governo do presidente Luis Inácio Lula da Silva. Disse-me que o melhor do Brasil era o brasileiro, este ser que enche o país de tanta alegria.
Entrei no carro me sentindo a pessoa mais rica do mundo. Fiquei com aquela sensação de que tenho uma vida maravilhosa, que qualquer reclamação perde o sentido diante da pobreza. Será que um dia melhora?
Sunday, September 04, 2005
Certa vez eu participei de um debate com o diretor do filme O Invasor, Beto Brant. E perguntei-lhe se a crítica brasileira era conivente com os filmes nacionais. Ele disse que sim, de uma maneira geral, costumavam ser benevolentes, até como forma de incentivar as produções.
Eu fui ver Gaijin 2, ama-me como sou ontem à noite. E o filme é muito, muito, muito ruim. Especialmente a partir da segunda metade. Claro que os londrinenses ficam emocionados, afinal é o início da nossa cidade, sem contar a diversão de ficar procurando conhecidos entre uma cena e outra, já que são muitos os figurantes.
Precisamente até o momento em que é feito o anúncio do Plano Collor – numa ponta do Leandro Costa, o apresentador do Jornal da MIX – o filme é bem interessante. Os personagens têm força, são bem interpretados, os diálogos são legais, a fotografia exuberante. Quando entra para a última geração, a que originou os dekasseguis que fazem o caminho de volta ao Japão, o filme vira um show de horrores. Se conselho servir para alguma coisa, depois de ver a participação do Leandro, caia fora do cinema.
Tizuka Yamazaki parece ter bebido nos clássicos folhetins mexicanos. Na metade final de Gaijin 2, praticamente não há um diálogo que não seja o clichê mais barato e repetido em novelas de péssima categoria. Textos como os de Manoel Carlos, Gilberto Braga, Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa são infinitamente superiores. O casal protagonista da última fase deste “épico” é dublado, o que aumenta ainda mais a má impressão. E a atriz que interpreta a moderna japonesa que vai trabalhar no Japão com a mãe é de uma fragilidade interpretativa que talvez nem a mãe dela goste do que vê na tela. E a moça é a mesma que na festa do elenco promovida no Iate Clube, enche tanto a cara que vomita até as tripas na frente de todo mundo. Eu estava lá, vi e contei tudo isso no Jornal de Londrina.
No quintal da Batyan interpretada pela simpática Aya Ono, estão nada menos, caro leitor, que as cataratas do Iguaçu. Tudo bem que uma obra de arte pode se dar ao luxo de algumas licenças poéticas. Mas a cena que tenta simular uma angústia do homem que viu sua fortuna ser encampada pelo governo Collor é apenas risível. E quem sabe que a única queda d’água que temos em Londrina é o Salto do Apucaraninha, simplesmente baixa a cabeça de vergonha. Sem contar a linda e charmosa chaleira italiana, onde se serve café na década de 70 e a camioneta dos anos 60 que a família usa para ir para o Aeroporto depois que o Collor lança o cruzado novo.
Eu tive a oportunidade de ler várias entrevistas com Aya Ono. Ela é encantadora, uma figura adorável. Mas se ela foi a melhor atriz do Festival de Gramado, não quero imaginar o que as demais concorrentes mostraram na tela. Há apenas dois momentos de genuína emoção. No restante, ela está mal dirigida, robotizada, decoradinha como cabe bem nos jograis escolares.
Quando eu escrevia minha coluna sobre tevê no Jornal de Londrina, era muito comum os televisivos londrinenses acharem que deveriam ser “perdoados” por toda bobagem que colocavam no ar, pois a produção era pífia. Eu acho que isso é discurso de derrotado. Quem está na chuva é para se molhar e pronto.
Dinheiro não foi problema para Gaijin, considerando os padrões do cinema nacional. Faltaram um bom roteiro, uma direção mais firme e interpretações mais vigorosas. A gente se emociona sim vendo as Casas Pernambucanas, o Domingos Pelegrini, a Emília Myazaki, a dona Aya, o Poka e o Leandro Costa. Mas sai do cinema com uma sensação incrível de vazio. O orçamento foi polpudo. O que faltou então?
Eu fui ver Gaijin 2, ama-me como sou ontem à noite. E o filme é muito, muito, muito ruim. Especialmente a partir da segunda metade. Claro que os londrinenses ficam emocionados, afinal é o início da nossa cidade, sem contar a diversão de ficar procurando conhecidos entre uma cena e outra, já que são muitos os figurantes.
Precisamente até o momento em que é feito o anúncio do Plano Collor – numa ponta do Leandro Costa, o apresentador do Jornal da MIX – o filme é bem interessante. Os personagens têm força, são bem interpretados, os diálogos são legais, a fotografia exuberante. Quando entra para a última geração, a que originou os dekasseguis que fazem o caminho de volta ao Japão, o filme vira um show de horrores. Se conselho servir para alguma coisa, depois de ver a participação do Leandro, caia fora do cinema.
Tizuka Yamazaki parece ter bebido nos clássicos folhetins mexicanos. Na metade final de Gaijin 2, praticamente não há um diálogo que não seja o clichê mais barato e repetido em novelas de péssima categoria. Textos como os de Manoel Carlos, Gilberto Braga, Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa são infinitamente superiores. O casal protagonista da última fase deste “épico” é dublado, o que aumenta ainda mais a má impressão. E a atriz que interpreta a moderna japonesa que vai trabalhar no Japão com a mãe é de uma fragilidade interpretativa que talvez nem a mãe dela goste do que vê na tela. E a moça é a mesma que na festa do elenco promovida no Iate Clube, enche tanto a cara que vomita até as tripas na frente de todo mundo. Eu estava lá, vi e contei tudo isso no Jornal de Londrina.
No quintal da Batyan interpretada pela simpática Aya Ono, estão nada menos, caro leitor, que as cataratas do Iguaçu. Tudo bem que uma obra de arte pode se dar ao luxo de algumas licenças poéticas. Mas a cena que tenta simular uma angústia do homem que viu sua fortuna ser encampada pelo governo Collor é apenas risível. E quem sabe que a única queda d’água que temos em Londrina é o Salto do Apucaraninha, simplesmente baixa a cabeça de vergonha. Sem contar a linda e charmosa chaleira italiana, onde se serve café na década de 70 e a camioneta dos anos 60 que a família usa para ir para o Aeroporto depois que o Collor lança o cruzado novo.
Eu tive a oportunidade de ler várias entrevistas com Aya Ono. Ela é encantadora, uma figura adorável. Mas se ela foi a melhor atriz do Festival de Gramado, não quero imaginar o que as demais concorrentes mostraram na tela. Há apenas dois momentos de genuína emoção. No restante, ela está mal dirigida, robotizada, decoradinha como cabe bem nos jograis escolares.
Quando eu escrevia minha coluna sobre tevê no Jornal de Londrina, era muito comum os televisivos londrinenses acharem que deveriam ser “perdoados” por toda bobagem que colocavam no ar, pois a produção era pífia. Eu acho que isso é discurso de derrotado. Quem está na chuva é para se molhar e pronto.
Dinheiro não foi problema para Gaijin, considerando os padrões do cinema nacional. Faltaram um bom roteiro, uma direção mais firme e interpretações mais vigorosas. A gente se emociona sim vendo as Casas Pernambucanas, o Domingos Pelegrini, a Emília Myazaki, a dona Aya, o Poka e o Leandro Costa. Mas sai do cinema com uma sensação incrível de vazio. O orçamento foi polpudo. O que faltou então?