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Thursday, April 28, 2005
Sábado, finalmente, conheci a tal da boate Fashion. Recebi convite de amigos especiais, lá encontrei a Júlia e o Fábio, depois chegou a Fabíola. No palco, a banda Set Satélite, que dispensa comentários.
No meio da madrugada Tonho Brown cantarola Billie Jean, do Michael Jackson.
A canção me levou para 1983, época que cursávamos – eu, o Keno e Juliano – a sétima série, na Escola Estadual Professor Francisco Villanueva. Foi o ano do mega sucesso Triller. No final do calendário escolar, houve uma espécie de gincana dançante. E o grupo liderado por João Flávio Balsan arrasou dançando uma das músicas mais bacanas do pop star, Wanna be starting something...
Delírio total.
Também aguardamos com imensa apreensão o lançamento de Bad, quando o tal já começara a esbranquiçar. Com esta música, inclusive, fizemos uma apresentação no Centro Comunitário, coreografados pela Oriana Gotti.
O fato é que eu tenho vários cds do Michael. Gosto de verdade das músicas. E estou com uns três volumes no carro. As músicas me acompanham cidade afora e me dá uma tristeza imensa admitir que um dos meus ídolos da adolescência pode ser um criminoso. Hoje falei sobre a perda desse tipo de ilusão. Quanto mais o tempo passa, mais a gente percebe que todas as pessoas são falíveis. E que, invariavelmente, o único jeito de conviver com isso é simplesmente aceitar e ponto final.
Talvez o Michael vá para a cadeia. Mas se este mundo for justo, os pais das crianças abusadas por ele, devem estar na cela ao lado. Até porque, conforme as notícias publicadas até aqui, em nenhum momento o pop star bateu na porta da casa dessa garotada para atacá-los. Os meninos foram para a terra do nunca levados pelas mãos dos pais. Que devem também pagar por isso.
Tuesday, April 26, 2005
Uma hora vai dar certo, eu sei. O fato é que, pela quarta vez, acertei na Lotofácil. Tudo bem que foram 11 números. Mas uma hora chego aos 15.
Saturday, April 23, 2005
Já perdi a conta das vezes que assisti Central do Brasil. Acabo de rever o filme e, novamente, as emoções se repetem. Gosto da concretização dos desejos que a obra realiza. A cena final, por exemplo, é puro amor. Após entregar o garoto aos irmãos, Dora abdica do afeto e da profunda transformação que Josué provocara. Não sem antes reconhecer que na vida, tudo, pode cair no esquecimento. O que é importante hoje pode não ser amanhã.
Sempre, no final do filme, choro de soluçar. Porque, invariavelmente, creio ser fundamental aproveitar o agora.

Lembro da última terça-feira, dia em que entreguei as provas e trabalhos para os calouros. Para algumas pessoas, felicidade pura. Creio que o esforço empreendido nas tarefas do bimestre fora recompensado. Alguns alunos são como o Josué. Procuram não um pai, talvez, mas uma luz, um futuro, um aprendizado. E manifestam isso de formas variadas.
Faz-me bem imaginar que de alguma forma modifico a vida dessas pessoas. Talvez eu faça-as acreditar que é possível ser e fazer diferente. Que talvez o “pai” idealizado possa sim existir. E do jeitinho que eles sonham.
Quando eu era garçom da Holandesa, em Rolândia, certa ocasião atendi uma garota. Ela estava de passagem e foi bebericar na então única lanchonete da cidade. De alguma forma eu a toquei. E ela me deixou um recado, escrito no guardanapo de papel. Até hoje ele está guardado na minha caixa de memórias. E diz o seguinte: “ninguém passa pela nossa vida inutilmente. Todo aquele que passa deixa um pouco de si e leva um pouco da gente”.
É bonito que seja assim.
Monday, April 18, 2005
Dia desses resolvi aparecer de surpresa para almoçar com minha mãe, no meio da semana, antes de ir para a terapia. Feliz, recebeu-me do jeito que só elas, as mães, sabem fazer. Nem tinha começado a comer, quando se sucedeu o seguinte diálogo:
- Filho, posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro. O que é?
- O que faz uma mulher feliz?
- Ahn?!
- O que faz uma mulher feliz?
- Santo Deus... essa é pergunta mais difícil de responder. E não depende de ser homem, mulher. Quem sabe o que é felicidade mãe?
- Ah, a gente sempre sabe o que é felicidade.
- Mas por que a senhora está me perguntando isso?
- Por causa da ... (por razões óbvias, não revelarei o nome, visto que o diálogo é verídico)
- A senhora perguntou se ela era feliz?
- Perguntei.
- E o que ela respondeu?
- Ela começou a chorar.
- Alguma razão pra isso?
- Eu acho que ela é muito triste.
- E certamente disse isso pra ela.
- Claro. Do jeito que uma mãe diria para uma filha.
- Como a senhora tocou nesse assunto com ela mãe?
- Eu falei assim. “..., você me desculpa, mas posso te fazer uma pergunta de mãe para filha?”
- Ela disse que sim, claro.
- Pois é. Daí eu perguntei se ela era feliz e ela desabou a chorar.
- E certamente a senhora não ficou quieta.
- Não. Ela é muito triste filho!
- E daí?
- Eu perguntei se ela era feliz com o marido?
- Mãe...
- Perguntei porque eu estava incomodada.
- E ela?
- Disse que não.
- E falou o por quê?
- Não. Mas eu desconfio.
- Do que?
- Que ela não transa com o marido.
- Eu não acredito que a senhora falou isso pra ela.
- Falei e perguntei mais...
- Mãe... isso não se faz...
- Claro que faz. Perguntei quantas vezes ela transa com o marido numa semana.
- Eu não acredito...
- Sabe o que ela respondeu?
- Nem imagino.
- Que faz mais de dois meses que eles não transam.
- E a senhora?
- Bem, eu falei pra ela que isso não está certo. Filho, ela é nova, tem uns 30 anos. Ele também. Isso não é normal.
- Eu não acredito que a senhora fez isso.
- Eu fiz e não me arrependo. Fiz como uma mãe faria para uma filha.
- A senhora acha que é por isso que ela é triste.
- Claro. Um casal jovem, cheio de vida, ficando mais de dois meses sem transar? Ah, não. Isso não está certo.
- Filho, posso lhe fazer uma pergunta?
- Claro. O que é?
- O que faz uma mulher feliz?
- Ahn?!
- O que faz uma mulher feliz?
- Santo Deus... essa é pergunta mais difícil de responder. E não depende de ser homem, mulher. Quem sabe o que é felicidade mãe?
- Ah, a gente sempre sabe o que é felicidade.
- Mas por que a senhora está me perguntando isso?
- Por causa da ... (por razões óbvias, não revelarei o nome, visto que o diálogo é verídico)
- A senhora perguntou se ela era feliz?
- Perguntei.
- E o que ela respondeu?
- Ela começou a chorar.
- Alguma razão pra isso?
- Eu acho que ela é muito triste.
- E certamente disse isso pra ela.
- Claro. Do jeito que uma mãe diria para uma filha.
- Como a senhora tocou nesse assunto com ela mãe?
- Eu falei assim. “..., você me desculpa, mas posso te fazer uma pergunta de mãe para filha?”
- Ela disse que sim, claro.
- Pois é. Daí eu perguntei se ela era feliz e ela desabou a chorar.
- E certamente a senhora não ficou quieta.
- Não. Ela é muito triste filho!
- E daí?
- Eu perguntei se ela era feliz com o marido?
- Mãe...
- Perguntei porque eu estava incomodada.
- E ela?
- Disse que não.
- E falou o por quê?
- Não. Mas eu desconfio.
- Do que?
- Que ela não transa com o marido.
- Eu não acredito que a senhora falou isso pra ela.
- Falei e perguntei mais...
- Mãe... isso não se faz...
- Claro que faz. Perguntei quantas vezes ela transa com o marido numa semana.
- Eu não acredito...
- Sabe o que ela respondeu?
- Nem imagino.
- Que faz mais de dois meses que eles não transam.
- E a senhora?
- Bem, eu falei pra ela que isso não está certo. Filho, ela é nova, tem uns 30 anos. Ele também. Isso não é normal.
- Eu não acredito que a senhora fez isso.
- Eu fiz e não me arrependo. Fiz como uma mãe faria para uma filha.
- A senhora acha que é por isso que ela é triste.
- Claro. Um casal jovem, cheio de vida, ficando mais de dois meses sem transar? Ah, não. Isso não está certo.

Saturday, April 16, 2005
Consta que mesmo depois de todos os dissabores terrenos, Michael Jackson conseguiu ser absolvido no julgamento final e foi escolhido para sentar à direita de Deus Pai Todo Poderoso.
Mas o homem que nasceu negro e ficou branco por conta de uma doença de pele, não se conteve. Ao entrar no reino dos céus, encontrou-se imediatamente com Deus. E tascou?
- Deus, afinal onde está o menino Jesus?!?!?!
Mas o homem que nasceu negro e ficou branco por conta de uma doença de pele, não se conteve. Ao entrar no reino dos céus, encontrou-se imediatamente com Deus. E tascou?
- Deus, afinal onde está o menino Jesus?!?!?!
Thursday, April 14, 2005
Tuesday, April 12, 2005
E se você estiver pensando em mim nesse momento, exatamente do jeito que eu imagino? Sim, eu ficaria muito, muito feliz.
- 0 -
E se de repente o amor da minha vida resolve aparecer assim, bem no meio da minha vida?
- 0 -
E se de repente o amor da minha vida resolve aparecer assim, bem no meio da minha vida?
Monday, April 11, 2005
- Filho, você está assistindo alguma novela?
- Agora não, mãe... quer dizer... estou vendo alguns capítulos da Xica. Por que?
- A Esmeralda é tão linda.
- A novela ou a personagem.
- Tudo, tudo.
- A senhora está assistindo a Xica?
- Não. Tem muita besteira e muito sofrimento.
- O que por exemplo?
- Aqueles escravos sofrendo. Coitadinhos.
- E de besteira?
- Aquelas sem vergonha mostrando os peitos. E a América?
- Não estou vendo. Não gosto.
- Eu também não.
- Por que?
- Tudo a mesma coisa. Parece O Clone.
- A senhora acha? O que por exemplo?
- No Clone tinha aquele palácio daquele véio que faz a Carga Pesada, onde só tinha festa e dança. Agora é na pensão daquela que era empregada naquele programa de domingo.
- Ah, tá... E a senhora não gosta?
- Não. É tudo a mesma coisa.
- Agora não, mãe... quer dizer... estou vendo alguns capítulos da Xica. Por que?
- A Esmeralda é tão linda.
- A novela ou a personagem.
- Tudo, tudo.
- A senhora está assistindo a Xica?
- Não. Tem muita besteira e muito sofrimento.
- O que por exemplo?
- Aqueles escravos sofrendo. Coitadinhos.
- E de besteira?
- Aquelas sem vergonha mostrando os peitos. E a América?
- Não estou vendo. Não gosto.
- Eu também não.
- Por que?
- Tudo a mesma coisa. Parece O Clone.
- A senhora acha? O que por exemplo?
- No Clone tinha aquele palácio daquele véio que faz a Carga Pesada, onde só tinha festa e dança. Agora é na pensão daquela que era empregada naquele programa de domingo.
- Ah, tá... E a senhora não gosta?
- Não. É tudo a mesma coisa.
Wednesday, April 06, 2005
Esta matéria estava no site da Persis, empresa que administra o provedor londrina.net:
Pesquisa aponta os 7 pecados capitais do e-mail
Estudo da fabricante americana de Handhelds PalmOne, elaborado pelo Dynamic Markets, com 750 funcionários de empresas em cinco países da Europa, concluiu que o uso do e-mail é fonte de muitos conflitos e que ele apresenta sete pecados capitais.
De acordo com o levantamento, 61 % dos entrevistados disseram, por exemplo, que as mensagens não respondidas imediatamente retardam decisões comerciais. A PalmOne apurou também que os e-mails com textos confusos provocam mal entendidos e podem impedir a concretização de bons negócios.
Eis os sete pecados capitais cometidos pelos usuários de e-mail, segundo a PalmOne:
1. Sem resposta – Um em cada dez entrevistados se queixa de que não tem tempo para responder a e-mails. Mais de uma quinta parte deles, teme voltar ao trabalho, depois de um período de férias, em razão da montanha de mensagens que os esperam, A situação é mais grave na Itália, onde os e-mails sem resposta atingem 70%;
2. Negação – Grande número de pesquisados nega ter recebido e-mails e por essa razão não retorna nenhuma resposta;
3. Suposição – A maioria diz que nem sempre os e-mail urgentes são respondidos porque eles não são acompanhados de avisos neste sentido – um alerta no campo de assunto ou um telefonema;
4. Textos longos demais – E-mails muito extensos, irritam os destinatários. Um terço dos entrevistados acha que as mensagens devem ser objetivas:
5. Para Todos – Enviar cópias de um e-mail para quem não tem nada a ver com o assunto é causa de desconforto e frustração;
6. Erros Gramaticais – Mais de 81% dos entrevistados acham que e-mails com erros de ortografia e gramática denotam uma falta de respeito para quem os recebe, principalmente quando o destinatário é um diretor de alto nível;
7. Falta de Tato – E-mails que não têm o tom correto ou são objetos de má interpretação podem afetar uma relação comercial.
João Magalhães
Pesquisa aponta os 7 pecados capitais do e-mail
Estudo da fabricante americana de Handhelds PalmOne, elaborado pelo Dynamic Markets, com 750 funcionários de empresas em cinco países da Europa, concluiu que o uso do e-mail é fonte de muitos conflitos e que ele apresenta sete pecados capitais.
De acordo com o levantamento, 61 % dos entrevistados disseram, por exemplo, que as mensagens não respondidas imediatamente retardam decisões comerciais. A PalmOne apurou também que os e-mails com textos confusos provocam mal entendidos e podem impedir a concretização de bons negócios.
Eis os sete pecados capitais cometidos pelos usuários de e-mail, segundo a PalmOne:
1. Sem resposta – Um em cada dez entrevistados se queixa de que não tem tempo para responder a e-mails. Mais de uma quinta parte deles, teme voltar ao trabalho, depois de um período de férias, em razão da montanha de mensagens que os esperam, A situação é mais grave na Itália, onde os e-mails sem resposta atingem 70%;
2. Negação – Grande número de pesquisados nega ter recebido e-mails e por essa razão não retorna nenhuma resposta;
3. Suposição – A maioria diz que nem sempre os e-mail urgentes são respondidos porque eles não são acompanhados de avisos neste sentido – um alerta no campo de assunto ou um telefonema;
4. Textos longos demais – E-mails muito extensos, irritam os destinatários. Um terço dos entrevistados acha que as mensagens devem ser objetivas:
5. Para Todos – Enviar cópias de um e-mail para quem não tem nada a ver com o assunto é causa de desconforto e frustração;
6. Erros Gramaticais – Mais de 81% dos entrevistados acham que e-mails com erros de ortografia e gramática denotam uma falta de respeito para quem os recebe, principalmente quando o destinatário é um diretor de alto nível;
7. Falta de Tato – E-mails que não têm o tom correto ou são objetos de má interpretação podem afetar uma relação comercial.
João Magalhães
Monday, April 04, 2005
Sala de embarque dos aeroportos. O funcionário da companhia aérea inicia o procedimento de embarque. Avisa que a prioridade é para os idosos, grávidas e pessoas com crianças e ainda aqueles que precisam de atendimento especial.
Mal o cidadão acaba de fazer as explicações, todos os passageiros se levantam e formam uma puta fila, e não dão a menor bola para o que o funcionário pediu.
Nessas ocasiões eu sempre penso que a pessoa que entrar primeiro no avião imagina que chegará primeiro ao destino. E que se ela não correr e não respeitar as pessoas em situações especiais, ela pode perder o assento, talvez não sobre “comida” pra ela, talvez não haja espaço para acomodar a bagagem de mão, e ainda, quem sabe, o avião possa partir antes que ela esteja bem instalada.
Admito que ter uma metralhadora numa hora dessas não seria uma má idéia.
Mal o cidadão acaba de fazer as explicações, todos os passageiros se levantam e formam uma puta fila, e não dão a menor bola para o que o funcionário pediu.
Nessas ocasiões eu sempre penso que a pessoa que entrar primeiro no avião imagina que chegará primeiro ao destino. E que se ela não correr e não respeitar as pessoas em situações especiais, ela pode perder o assento, talvez não sobre “comida” pra ela, talvez não haja espaço para acomodar a bagagem de mão, e ainda, quem sabe, o avião possa partir antes que ela esteja bem instalada.
Admito que ter uma metralhadora numa hora dessas não seria uma má idéia.
Hoje, em Curitiba, assisti ao documentário Ônibus 174. Eu estava na redação do Jornal Nacional fazendo pesquisa para minha dissertação de mestrado naquele fatídico dia em que a professora Geísa e o ex-menino de rua Sandro Nascimento foram morto. Depois de ver atentamente cada cena, cheguei à conclusão de que tenho uma tese de doutorado para ser desenvolvida: foi a televisão que matou Sandro. Alguém duvida? Veja o documentário e depois conversamos.
