Os últimos dias não têm sido fáceis, como tenho confessado nos posts. Mas hoje meu coração amoleceu. Fiquei triste com a saída da Pink do Big Brother Brasil. A produção deu conta de modificar a regra básica do programa, conseguindo criar Marias do Carmo e Nazarés. Agora que só os mocinhos estão na casa, que o último capítulo da novela está se prolongando, é uma pena o principal casal do programa se desfazer.
Ali, Jean e Pink vivenciaram muito do que as profundas relações têm de melhor e pior, excluindo aí qualquer questão de gênero. Talvez a qualidade do encontro a dois exclua o sexo. Por melhor que seja o contato íntimo, ele sempre traz muita posse. Nem sempre é fácil lidar com isso.
Até a dor corrosiva do ciúme eles experimentaram. Numa triangulação só provável numa mente feminina, Pink ficou irritada com a aproximação fraterna de Alan e Jean. E mostrou ser de carne e osso, o que é sempre muito bom. No fim, fizeram as pazes.
Admito: foi o paredão mais triste. Por tudo de grotesco, baixo nível ou qualquer outra definição acadêmica baseada nos tais princípios da indústria cultural. Com todas as mesquinharias que cercam as relações humanas. E que por isso mesmo, se tornam francas, reais.
Estou mais feliz do que ontem. E agora torcendo pra grande final ser entre o Jean e a Grazieli.
Publicado em 23 de março de 2005 às 00:01 por joao
E, também me emocionei com o paredão Pink X Jean.
Concordo em gênero, número e grau com o seu texto.
Fico feliz que hoje você esteja mais feliz que ontem e espero que esses dias difíceis passem logo e voltem a dar lugar a “essa tal felicidade”.
Abraço apertado.