Toda vez que ouço as chamadas de
Laços de Família, sinto um aperto no coração. Gosto da forma como o Manoel Carlos fala dos afetos, da vida. Na versão original, tem uma cena em que a Alma (Marieta Severo), depois de uma desilusão com o Edu (Reynaldo Gianechini), fala que família não é nada além de um monte de fotografias no aparador. Talvez ela estivesse certa, talvez não, quem sabe?
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Eu tenho sentido saudades. Até de algo que ainda não vivi. É estranho. E este texto tem a ver com o que o
Beto escreveu no último post dele. Algumas relações começam na discórdia. Não. Eu também não estou apaixonado, muito menos namorando, nada disso. Mas é que estou olhando alguém com outros olhos. A gente se conhece há muito tempo, mas no início houve um desconforto e nunca imaginei que pudesse ter algum tipo de interesse. O fato é que sempre fiquei incomodado na sua presença. E alguns bons anos de análise explicam esta sensação. De uma maneira muito casual, hoje, pode ser que haja uma possibilidade. O que tem modificado os meus pensamentos antes de dormir. Agora já tenho os novos telefones, sei o jeito de encontrar. Só falta a coragem de arriscar.
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Tenho pensado muito numa das muitas geniais frases ditas pelo Beto. Na minha estada em Curitiba, volta e meia ele dizia: “você já imaginou que neste exato momento, alguém que você não imagina está pensando em você de um jeito que você não imagina, mas que se você soubesse, ficaria muito feliz?” Fale a verdade: Não é o máximo? A frase e tudo o que ela significa.