Hoje recomeçaram as aulas na Unopar. Primeiro recebemos os veteranos, e na semana que vem os calouros. Consta que serão 60 e poucos à noite e outros tantos pela manhã. E remexendo nas minhas memórias, encontrei a foto abaixo, tirada no dia 28 de julho de 1988, data da divulgação do vestibular de inverno da UEL.
Eu sempre estudei em escola pública e não consegui passar no primeiro vestibular. Isso foi uma grande decepção para mim. Mas muito mais para os amigos e familiares, por uma razão bastante simples: eu fora o melhor aluno dos terceiros anos de todos os colégios de Rolândia. Recebi homenagens na escola e até uma placa, entregue pelo digníssimo prefeito da cidade. Daí, tento uma vaga na UEL e não passo? Francamente!
Graças aos meus queridos amigos, tive um trote espetacular. O resultado saiu às 16 horas e logo no início da noite, eles chegaram em bando. O Keno, Juliano, Jonas, Fernando, Fernando Zampa, Adriana, Vamberto e outros mais. Não tive nem oportunidade de espernear e já estava preso, com a cabeça começando a ser raspada. Foi a primeira e única vez que coloquei pinga na boca. Nesse primeiro porre, não demorou mais que dez minutos para que eu estivesse completamente bêbado.
Eles tomaram conta de mim, que falei um monte de bobagem, tudo registrado num gravador. O meu pai, o seo João, com sua hospitalidade habitual, tratou de comprar “umas carninhas” e logo entabularam um churrasco. Coisa simples, para alegrar os amigos.
A minha colação de grau foi no dia 08 de agosto de 1992. Reuni os amigos mais queridos numa festa e comemoramos pra valer.
De lá pra cá, foram sete anos no SBT, quase três no Jornal de Londrina, colaborações para a Folha de Londrina, passagens temporárias pela TV Coroados e TV Paranaense, colaboração para as revistas Cláudia, Viva Mais e Viagem e Turismo, assessoria de imprensa bastante significativas, especialização em propaganda e marketing, mestrado na USP.
Nos últimos quatro dias, tenho vivido para o retorno às aulas. Comprei vários livros, reli todos os artigos e matérias que vou colecionando ao longo do ano e tenho passado horas a fio revisando as disciplinas.
Embora eu viva negando, talvez o magistério seja mesmo uma vocação. Algo que nunca sonhei, muito menos planejei. Mas que agora procuro fazer o melhor que posso. Nem sempre compreendido, às vezes amado, muitas odiado. Hoje, de qualquer forma, não me sinto refém da aprovação alheia. Não dá para agradar todo mundo. Só torço para não perder a noção de justiça e coerência.
bjo, edi!