A vida inteira por ser vivida começa amanhã, pragmaticamente. O tempo do descanso, da espera, terminou hoje junto com os ritmos cadenciados de cuícas e repiques. Agora é tirar os livros da estante, rever conceitos, preparar aulas, reencontrar pessoas.
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Na quinta-feira, recomeçam as aulas na Metropolitana, onde não mais lecionarei. Faz-se necessário, porém, registrar aqui a importância de ter vivido essa experiência. O que houve de menor será colocado no limbo do esquecimento. “Ninguém passa pela nossa vida inutilmente...”, escreveu certa vez uma cliente que atendi na lanchonete Holandesa, onde fui garçom. Já escrevi aqui do apreço que tenho pelos alunos que agora vão para o oitavo período. Mas esta faculdade tem outros afetos.
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Conhecer a Fernanda, Débora, Fabiana, Karila, Julio, Junot, Rodrigo, Carolina Roncarati, Patty, Michele Aligleri, Angélica, Susan, Primo, Lúcio, Isabella, Paula Carolina e Paula Botelho, Anderson Hanz, Flávia Bespalhok, Julce, foi um presente.
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Por todas as razões, deferência à Thais, amiga de momentos muito especiais.
Nesta época de mudanças, penso no que determina o afeto. Creio que ele surge por nossa decisão. A gente olha para uma pessoa, troca algumas palavras e escolhe um sentimento especial para destinar a quem está chegando. Assim vamos estabelecendo nossas relações.
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O ano que se inicia talvez seja o tempo das urgências. De não protelar mais nada. Na última vez que vi minha mãe, no domingo, percebi-a profundamente triste. E me deu vontade de parar os relógios para que seja possível fazer tudo o que é necessário. Não gostaria que imprevistos modificassem o rumo das coisas. O presente urge.
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Se puder, veja o filme “Entre umas e outras”. Simplesmente excelente.