Dias atrás, os visitantes deste blogue fizeram uma lista de atitudes de pobre.
Ontem, li na Folha de S. Paulo, que a venda de celulares no mundo cresceu 29,3% no ano passado, em comparação com 2003.
Durante minhas férias lá no Nordeste, vi no jornal que os celulares foram campeões, de novo, de vendas no natal e que, aqui no Brasil, país de primeiríssimo mundo, o aumento, em relação a 2003, foi de 40%.
O que uma coisa tem a ver com a outra? Pobre não pode ter telefone celular. É simples, bem simples.
Eu tenho celular, mas vivi pelo menos bons 28 anos da minha vida sem ele. Além de toda espécie de inconveniência que o aparelho provoca, do tipo aquele monte de vaca gorda burra e vadia conversando com seus (delas) pares no cinema, ou ainda tocar durante a missa e, oxalá, durante a minha aula, nada é mais grave do que esta porra que muita gente resolveu fazer: o “toquinho”.
Vem cá. Conte de cabeça quantos amigos seus já deram um “toquinho” no seu celular? Quer dizer que o cidadão quer ir pra balada, torra um monte de grana em cerveja, outro tanto em maconha e afins, tomara que invista um pouco em motel e camisinha, enche o rabo de um monte de porcaria, mas dinheiro pra pagar a conta do próprio telefone, não tem? Ah, vão carpir uma data, derriçar uma rua de café, encher uma laje.
Quer saber? Vão todos tomar no cu. A partir de hoje, comigo, acabou essa festa. Se não puder pagar a conta, sinto muito. É a vida te dizendo que não é pra gente conversar. E mais: quando me ligar no celular, e pelas milhares de razões eu não puder lhe atender, se não deixar recado na caixa postal, não tem retorno de ligação, falou?
Publicado em 02 de fevereiro de 2005 às 14:46 por joao