Desculpem, mas vou dizer alguns palavrões. É que a fdp da garota que tentou desencravar minhas unhas aí em Londrina, um dia antes da viagem, só fez ferrar o meu pé. Eu cheguei a São Luis com três dedos inchados.
Passei uma pomada em todos os eles, de modo que dois sararam rapidamente. O dedão do pé direito zangou total. Ontem latejava a tal ponto que fui obrigado a achar uma podóloga aqui em Recife.
Luciene era o nome da fada. Que arrancou metade da minha unha, e junto com ela, a dor lancinante que sentia.
Bom. Ela fez um curativo imenso.
- Moça, amanhã eu vou pra Porto de Galinhas. Posso molhar o pé?
- Não pode.
- Ahn? Como assim?
- Você não pode molhar o pé. Seu dedo está muito inflamado e você tem que cuidar.
- Mas moça, se eu não for pra Porto de Galinhas amanhã, nunca mais nessa minha existência eu poderei conhecer aquele lugar. Ou é amanhã ou é nunca.
- Bom, nesse caso, só tem uma solução.
- Qual?
- Coloque uma camisinha no seu dedo e passe esparadrapo na base.
Obviamente que eu segui o conselho da Luciene. E hoje, em Porto de Galinhas, todas as pessoas do universo resolveram olhar para o meu pé. E era só sorriso maroto pra todos os lados.
No restaurante, no almoço, nem bem um grupo de quatro pessoas sentou-se à mesa e a garota já tascou o olho no meu pé e caiu na risada.
- Hehehe... Está engraçado, né?
- Muito...
- Sabe o que é? Eu estou com o dedo muito inflamado. Ou era a camisinha ou era o quarto de hotel.
- Com este calor de rachar mamona?
- O que você faria no meu lugar?
- Com certeza poria a camisinha.
Publicado em 17 de janeiro de 2005 às 22:46 por joao