TÊMPERA, o blog do João Bernardo

Diário de Bordo - São Luis

Este lugar é lindo de verdade. Não foi mera ilusão o que foi mostrado na novela Da cor do pecado. Com um atraso de 1h00 no vôo, cheguei à capital do Maranhão às 3h00, contando que aqui não há horário de verão. Venta muito, o que diminui a sensação térmica dos 32 graus médios. Haja protetor solar.
Detalhe: as pessoas, no geral, são muito feias. É preciso se desprover de todos os conceitos sulistas para começar, de leve, a achar alguém interessante.

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Os nomes são muito bacanas. Fui atendido pelo Maikoflan. Pedimos algumas informações turísticas, que foram respondidas pela Gleisseane. Eu gosto de imaginar o que pensaram os pais na hora de escolher o modo de chamar os pimpolhos. Sentiram alegria? Acharam-no sonoro? Prometi que vou andar com papel e caneta para anotar tudo o que encontrar pela frente.

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Aqui há muita pobreza. Exceto nos lugares públicos, perto do poder. Os palácios dos governos municipal e estadual são belíssimos. No entorno, tudo restaurado. Nas ruas, porém, desdentados esmolam por turistas. E mais: certamente estamos sendo confundidos com estrangeiros. Vários já nos abordaram em outra língua.

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O estranhamento começou no avião, quando o comandante fez um alerta sobre prostituição infantil. Aqui é muito forte mesmo. E com tolerância social bastante clara. No restaurante onde almoçamos, um senhor com mais de 50 anos, estava com duas garotas. Mais que beijá-las, ele as lambia. Os demais turistas que estavam no local, assim como nós, ficaram constrangidos. Mas ninguém moveu uma palha. Na praia, duas garotas - pela aparência, menores de idade - fizeram sinal para que nos aproximássemos. Nas ruas da região histórica, patrimônio cultural da humanidade, elas estão sentadas nos bancos da praça. Parecem tranquilas. Mas o olhar e o movimento do corpo, revelam uma grande tristeza, um vazio profundo.

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Estou em excelente companhia. Além do meu amigo Carlos, a Lígia Fagundes Telles, o José Saramago e a Hilda Hilst.

Publicado em 05 de janeiro de 2005 às 18:53 por joao

Comentários

    • o governador daí é ladrão, segundo a revista veja.
      e ooooooooolhaaaaaaaaaaaa! qui bunítuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!!!
    • por zero
    • 05.Jan.2005 às 19:10 - Permalink - Reportar
    zero
    • ladrão??? quê isso...
      o pior (ou melhor pra vc) é que são luis é grande, “rica”... quando fui pra balsas, no sul do estado, percebi como a coisa é séria. ruas sem asfalto, casas de barro... e, no meio da miséria, fui a uma festa de 15 anos, se duvidar a mais luxuosa das que participei, numa casa que era praticamente um palacete. miséria e luxo separados por um muro. triste!

      e, realmente, não se encontra pessoas bonitas. nem altas. nem branco-leite como eu. tão diferente do sul, mas tem seu charme!!! he.
    • por alemoura
    • 05.Jan.2005 às 20:10 - Permalink - Reportar
    alemoura
    • ei, hilda hilst já não morreu?
      e é mesmo, o pessoal daí chega junto em inglês pedindo esmola. já fui abordado em fortaleza por um mendigo que só sabia dizer três palavras. 'monei', 'plis' e 'fud'.
    • por marcio leijoto
    • 06.Jan.2005 às 12:47 - Permalink - Reportar
    marcio leijoto
  1. caehummig
    • Os nomes também têm uma influência americana...Fica mais chique, imponente... Vê se não tem Washingtons , Wellingtons...Consultaremos nossa amiga Glória! Conta mais ...
    • por giane c
    • 09.Jan.2005 às 02:23 - Permalink - Reportar
    giane c
    • vai toma no cu vaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!! filho duma rapariga
    • por Carlos Frederico
    • 18.Dez.2007 às 13:22 - Permalink - Reportar
    Carlos Frederico
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