Por enquanto está quase tudo diferente, embora este mesmo quase tudo seja muito igual. A vida, afinal, se repete em ciclos.
E por falar nisso, há 17 anos, tive o primeiro melhor ano de minha vida. Na minha memória, 1987 terá momentos “felomenais”.
Agora, 2004, 17 anos depois, idem. Eita ano bom demais. Por isso, só tenho a agradecer. Ainda não fiz as providenciais ligações de fim de ano e até agora não chorei uma lágrima sequer. Bom sinal.
No meu aniversário deste ano, disse aos amigos reunidos que sempre ficava muito feliz de ver gente nova se agregando à minha vida. Agora, isso ainda tem mais valor.
O ano que quase se encerra é o ano da Ester e do Xexé, da Fabíola e da Veruska, das turmas de primeiro ano da Unopar, da presença diferente da Lara, do Vítor, da Lucilene, Cléo, Simone, Nalu, Neusinha e Vanessa. Do Peterson, do Fábio, Douglas, Carlos, Jr. e Eduardo.
Também 2004 ficará marcado pelo sexo da melhor qualidade. E isso, vixe, foi bom demais.
Hoje, por volta de 13 horas, Lucas, meu sobrinho, encasquetou que devíamos fazer amigo secreto. Assim, de última hora, saímos todos correndo já que as lojas, na grande Palotina, deveriam ter fechado as portas ao meio-dia. Isso depois da minha mãe já ter aberto a mala e dado uma lembrancinha para cada uma das pessoas. Na viagem, ela confidenciou: - Ah, é tão gostoso dar uma lembrancinha para as pessoas, né filho? Nem que seja algo bem simples, eu gosto de dar presentes.
Lá fora, agora, 18h39, minha mãe simula alguns movimentos de hidroginástica na piscina. Dá algumas dicas para a tia Irene, que também tem problemas de coluna e artrose e, também, emagreceu mais de 15 quilos. Minha irmã cuida dos pratos, a Laiza arruma as mesas, a Laira ajuda a minha mãe e a tia e o meu cunhado joga o Lucas na piscina. E ele, o cunhado, quer que eu engorde de todo jeito. Acaba de deixar uma porção de salada de frutas e a minha sobrinha insiste que eu devo comê-la com sorvete. Assim não dá! Assim não pode ser!
É assim que espero que seja 2005. Uma seqüência de bons, repetidos e novos encontros, de acontecimentos afetuosos e ternos. Eu acho que só assim vale a pena viver.
E sabe o que eu desejo pra você? Sabedoria e humildade para reconhecer os momentos de felicidade que, certamente, a vida vai lhe oferecer.
Beijo do tamanho do universo.
Publicado em 24 de dezembro de 2004 às 18:52 por joao