Acabo de chegar da minha última banca de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) – foram 10 ao todo – desta vez como convidado da Universidade Estadual de Londrina, para avaliar o projeto experimental do
Guilherme Costa. Na platéia, os pais, a irmã, um amigo, a namorada e a mãe dela. Sempre fico emocionado nessas ocasiões e pedi aos meus orientandos, cujos trabalhos estavam bons, que trouxessem a família para assistir à apresentação.
Os pais vêem esse momento de forma muito especial. Quando fui cumprimentar a mãe do Guilherme, parabenizando-a pela conquista, os olhos daquela senhora marejaram. Disse-lhe que a vitória do Guilherme era também dos pais, que sempre – quer a gente admita ou não – empenham-se muito para que a gente consiga ser alguém na vida.
Muitos deles não tiveram as oportunidades que nos foram oferecidas. E ver o filho subir um degrau, independentemente do que será a carreira a partir deste momento, enche-lhes o coração de uma alegria imensa. Tenho a sensação que eles vivem para isso. Os meus pais, por exemplo, nunca entenderam o que significa o mestrado, nem tinham noção alguma do que representava ser aprovado numa instituição como a USP. Mas estavam lá, religiosamente, torcendo, perguntando todas as semanas, o que eu tinha feito em São Paulo, o que tinha aprendido.
Não tenho filhos, nem sei se os terei. Sinto-me incompetente para educar, orientar, mostrar os caminhos. Talvez faça isso com os alunos, de uma maneira genérica com muitos, mais específica com alguns. Por isso estou tão compungido. É muito gratificante perceber o empenho, esforço e dedicação que eles dedicaram aos trabalhos. Não serei hipócrita de dizer que esteve tudo excelente. Mas nos momentos que o orientador apontou caminhos, eles foram atrás do prejuízo. Mostraram ter atitude, o que, num mundo tão competitivo, pode fazer toda diferença.
Esse post é uma homenagem aos pais do Guilherme Costa e da Adriana Fiorani Pennabel, da UEL, do Marcos Sanches Alves, Luciene Roberta Barbosa e Levy Lisboa Neto, da Metropolitana, e dos pais da Ana Carolina Von Hertwig, Aline Felga, Andréa Manella Vieira, André Gonçalves, Danilo Melo, Keity Alaver, Kelsen Sato e Muriel Amaral, todos da Unopar. A vitória dos seus filhos é uma vitória também de vocês.