Nunca uma relação esteve tão próxima da perfeição quanto a que vivo com os alunos do sétimo período da Metropolitana. Nos três anos e meio do curso, ficamos juntos por dois e meio. Hoje, quarta-feira, dia 24, é praticamente nossa despedida. Eles vão apresentar os quatro documentários que fizeram para a minha disciplina neste semestre.
Muito mais que aprendizado técnico e teórico, vivemos aquele tipo de casamento onde o casal briga, se desentende, mas no fundo, acaba fazendo filhos bem engraçadinhos. Sempre que fico em dúvida sobre minha capacidade de ensinar da maneira correta, lembro de tudo que este pessoal conseguiu realizar. No semestre passado, foram oito telejornais. Neste, quatro “minis” documentários, mais duas edições de um programa sobre culinária com um novo formato.
Sempre digo aos alunos que a atitude faz toda diferença. É preciso acreditar e se dispor a realizar coisas. Os resultados, naturalmente aparecem. Para vocês terem idéia, no semestre passado a nossa aula era sexta-feira. Sabem o que é isso numa faculdade particular? Chega o intervalo, mais da metade da turma vai embora. Em Telejornalismo II não foi assim. Não foi uma, mas várias às vezes em que saímos da Metropolitana depois das 23h30. Todos lá, empenhados em fazer o melhor possível.
Com eles, pude desempenhar o que acredito ser o papel do professor. Orientar, apontar caminhos. Eles seguiram a trilha. Óbvio que houve muitos desentendimentos, troca de ofensas, estranharam-se. Eu tenho certeza que as exigências, os zeros atribuídos, o rigor com os prazos estabelecidos e a experiência de ficar em exame, terão significado importante nas suas carreiras. Tudo para que no fim, o resultado aparecesse. Em tevê, é o que importa.
Hoje, às 19 horas, eles mostrarão os quatro documentários. Cada um tem, em média, 15 minutos. É no auditório da Metropolitana lá perto do Catuaí Shopping. Estão todos convidados. Espero que, na apresentação, não pague muito pico de ficar lambendo a cria.
Este ciclo está praticamente encerrado. E como a vida continua, tive o prazer de encontrar três novas turmas super bacanas, com gente interessada. São os alunos do primeiro ano, noturno e diurno, e do segundo noturno, da Unopar. Parece que nosso “romance” terá momentos de extrema felicidade. Como deve ser a vida, sempre.
Ana Paula, Arlete, Beto, Bruno, Célio, Diego, Gerson, Hugo, Kellen, Leonardo, Luciana, Gisele, Marivone, Roberta, Thayana e Sara (que trancou a matrícula, mas no afeto, pertence à turma): um poeta disse, certa vez, que o fim de um ciclo não representa quase nada porque é a estrada que importa. Espero que estas palavras dêem a dimensão exata de tudo o que vocês significaram para mim. Provamos que somos capazes de tudo. Desejo que vocês consigam reconhecer os momentos de felicidade que a vida certamente vai lhes proporcionar.
Eu vejo flores em vocês!
Nossa prof..fiquei emocionada, com essa chuva de sentimentos. A vida é tão engraçada, qdo estamos nos acostumando com algo, nos separamos dele...demoramos tempo para adaptar e no fim, é cada um seguindo o seu caminho.
Vc vai ver as turmas da Unopar vão te dar muito orgulho...ñ quero nos comparar, nem ser melhor q os da metropolitana....mas vamos ser nós mesmo...dando sempre o melhor.
Bjos