Se você não gosta de saber o final de filme antecipadamente, pare de ler este texto agora. Vou adiantar o que aconteceu em “Mar Aberto”, produção independente que está faturando muito mundo afora.
Baseado em fatos reais, a trama gira em torno de um casal que resolve tirar férias e sai para um passeio mar aberto, onde os dois vão mergulhar. Num grupo grande, pela mais imbecil das razões, eles simplesmente são “esquecidos” no fundo do mar. Quando emergem, se dão conta que estão perdidos no meio do oceano.
O filme é curto, algo que aprecio muito, e apenas 24 horas depois alguém da empresa organizadora do passeio se dá conta que o casal não retornou. Um grupo de barcos, helicópteros e aviões sai em busca dos dois. Não dá tempo. Ele é mordido por um tubarão e morre nos braços da mulher. Ela simplesmente abre mão de continuar vivendo. Pelo menos foi essa a minha leitura.
O público da última sessão de Finados ficou puto. Na verdade, putíssimo. O que mais ouvimos (eu e a Thaís) foram reclamações.
Eu achei o final ótimo. Era muito improvável que alguém sobrevivesse em meio a tantos tubarões. Com uns quinze deles rodeando o casal, só em filme besta que eles não seriam mordidos.
Talvez a raiva aconteça porque a gente tem essa mania de achar que no fim tudo dá certo. Nem sempre é assim, como bem ocorre na vida real.