Essa foto aí é do final da década de 80, no aniversário de um ano do Diogo. Eu e praticamente toda a turma do terceiro ano colegial, fantasiamo-nos de palhaços para animar a festa do garoto. Hoje, revendo esta relíquia, compreendo porque, naquele dia, as crianças choraram muito com a gente. A maquiagem ficou horrorosa e assustadora. Não era nada infantil. Está mais para filme de terror. Apesar da feiúra, encheu meu coração de alegria. Naquele tempo, hoje muito mais.
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Esses dias têm sido difíceis. Tenho descoberto que em grande parte das horas, somos bem palhaços. Quando isso ocorre para aliviar as tensões, é ótimo. Mas quando a gente percebe que tem sido ludibriado, desrespeitado, aí é muito dolorido.
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Em Curitiba, quando respondi ao taxista de onde eu era, ele tascou sem dó, nem piedade:
- Vocês vão ter coragem de eleger aquele cara de novo?
- Espero que não!, limitei-me a dizer.
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Me sinto palhaço ao ver o programa eleitoral e a edição mal feita e descaradamente distorcida, para ludibriar e enganar quem tem pouca informação.
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Fico envergonhado quando permito que as pessoas me desrespeitem. Mas tenho aprendido a colocar alguns limites importantes. Talvez não o suficiente para evitar aborrecimentos. Mas o necessário para me deixar em paz, embora triste.
Mas nao se preocupe, ainda assim vc ficou menos feio do que a Henriqueta.
Beijos..