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Saturday, October 30, 2004
Vi o debate da RPC hoje à tarde. É que ontem não foi possível por conta das aulas e deixei gravando. E finalmente entendi porque o Belinati não foi no primeiro turno. Não era só por conta dos possíveis ataques dos demais candidatos. Ele se sai muito mal quando tem o tempo cronometrado e o microfone cortado quando o estoura. Não dá para encenar. E na minha modesta avaliação, ele foi pior. Não está convencendo mais ninguém. Ontem tive a impressão de que ele está meio que perdendo a razão. Espero que todos os votos também.
Friday, October 29, 2004
Ontem o dia parecia ser fadado à tristeza e melancolia. Na verdade, a semana teve uma conversa muito ruim, de absoluto desrespeito profissional. Sentia-me - na verdade a sensação ainda não passou, só ficou mais amena – inapto para o ofício de lecionar. Coloquei em dúvida anos de experiência, grande dedicação ao que acredito ser a melhor forma de encaminhar alguns jovens na sua formação profissional. Parece que estou muito só.
Mas quiseram os alunos do primeiro ano de jornalismo da Unopar que a quinta-feira terminasse de maneira diferente. Um dos grupos apresentou um trabalho sobre a BBC, a emissora de tevê inglesa. As referências, embora poucas, são importantes para que se reflita sobre o nosso modelo de televisão. Por razões óbvias, eles não puderam visitar a sede emissora, tarefa atribuída aos demais grupos. Mas a galera resolveu inovar e conseguiu.
Simularam uma visita à Londres, entrevistaram um chefe de cozinha que trabalhou na BBC e passou por Londrina. Acabaram descobrindo que no restaurante da emissora servem comida chinesa. Tchan! Ofereceram o biscoito da sorte à turma e a mim, comida chinesa, entregue pelo mais legítimo representante da raça: o André Chen, aluno do terceiro matutino.
Mas ainda tinha mais surpresas. Um show retumbante, salve, salve, de Vânia Cristina, interpretando uma música em língua inglesa. Justo ela que passa por um momento familiar muito difícil (o irmão está desaparecido há mais de dois meses), incorporou a cantora e simplesmente parou o bloco onde rolava a apresentação.
Fiquei absurdamente emocionado (na outra encarnação não quero mais ser canceriano), me sentindo um pouco o professor da Sociedade dos Poetas Mortos. Sempre digo aos alunos que aprecio muito quem tem atitude. E a Fabiane, Mariana, Gracila, Vânia, Talita e Thais, simplesmente arrasaram. Na ausência de algo “encantador”, inventaram, fizeram a diferença.
Thursday, October 28, 2004
A surra que Maria do Carmo deu em Nazaré, na última terça-feira, bombou no Ibope. O capítulo deu 58 pontos de média. Vendo a cena, estou achando que a Globo perdeu a mão. Nunca vi uma cena tão patética, mal interpretada, mal dirigida e com tantos erros de continuidade.
Pra ajudar, a confusão foi reprisada às 08h40 no Mais Você. E pode rolar um processo, devivo ao exagero na violência.
Pra ajudar, a confusão foi reprisada às 08h40 no Mais Você. E pode rolar um processo, devivo ao exagero na violência.
Wednesday, October 27, 2004
Os dias estão um pouco cinza, mas não o bastante para enxergar cenas muito bonitas. Hoje, foi na hora do almoço. Eu terminava de me servir e quem entra no restaurante? Janaína e Andrea. Ela com cabelo molhado e paz no semblante. Ele, feliz e com aquele ar de encantamento.
Apesar da minha terrível pressa, compartilhamos alguns momentos juntos. Andrea deixa o país hoje à noite. Janaína está cheia de planos. Na verdade, esta amiga querida vive a felicidade ideal. Sabe aquela que sonhamos, esperamos a vida toda? É essa. Não aquela sensação que a maturidade traz, de enxergar e acolher o possível. Divertir-se e também ficar em paz, mas pelo que efetivamente se tem ao lado.
A felicidade da Janaína tem nome, sobrenome, profissão, endereço. A felicidade da Janaína aprecia nossa comida, se delicia com descobertas, questiona as razões do sushi dele ser diferente do dela, pede um “titico” do dela, que lhe leva à boca. Não apenas com um sorriso. Principalmente com a cumplicidade dos verdadeiros amantes.

Nosso diálogo ainda é problemático, visto meu francês estar enferrujado, esquecido, sem contar o nervosismo que sinto quando estou com o casal. Comentei que o romance estava sendo compartilhado com muita gente. Talvez tenha um pouco de “alguri” nessa novela da vida real. O fato é que a felicidade da Janaína me deixa muito feliz. E como os amigos, felizmente, não têm a terrível sensação de posse, o desejo é que este romance não acabe nunca. Que ele transponha o oceano e, oxalá, em 2.006 eu a visite lá no norte da Itália.
No final do rápido encontro, me despedi de Andrea desejando-lhe toda a felicidade do mundo. Ele me beijou. De maneira tão espontânea, que fiquei ainda mais feliz. A vida providenciou benesses para a Janaína. E é muito, muito bom estar por perto e poder compartilhar.
Tuesday, October 26, 2004
- Vanessa (a recepcionista da tv), me conte uma boa notícia!
- O Nedson está na frente.
- Sério? Quanto?
- 46 a 41.
- E onde você ficou sabendo disso?
- Ouvi hoje cedo na Paiquerê.
- O Nedson está na frente.
- Sério? Quanto?
- 46 a 41.
- E onde você ficou sabendo disso?
- Ouvi hoje cedo na Paiquerê.

Essa foto aí é do final da década de 80, no aniversário de um ano do Diogo. Eu e praticamente toda a turma do terceiro ano colegial, fantasiamo-nos de palhaços para animar a festa do garoto. Hoje, revendo esta relíquia, compreendo porque, naquele dia, as crianças choraram muito com a gente. A maquiagem ficou horrorosa e assustadora. Não era nada infantil. Está mais para filme de terror. Apesar da feiúra, encheu meu coração de alegria. Naquele tempo, hoje muito mais.
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Esses dias têm sido difíceis. Tenho descoberto que em grande parte das horas, somos bem palhaços. Quando isso ocorre para aliviar as tensões, é ótimo. Mas quando a gente percebe que tem sido ludibriado, desrespeitado, aí é muito dolorido.
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Em Curitiba, quando respondi ao taxista de onde eu era, ele tascou sem dó, nem piedade:
- Vocês vão ter coragem de eleger aquele cara de novo?
- Espero que não!, limitei-me a dizer.
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Me sinto palhaço ao ver o programa eleitoral e a edição mal feita e descaradamente distorcida, para ludibriar e enganar quem tem pouca informação.
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Fico envergonhado quando permito que as pessoas me desrespeitem. Mas tenho aprendido a colocar alguns limites importantes. Talvez não o suficiente para evitar aborrecimentos. Mas o necessário para me deixar em paz, embora triste.
Monday, October 25, 2004
Saturday, October 23, 2004
Olá... sentiram a minha falta? Tive uma semana pra lá de tumultuada, que ficou um pouco mais complicada depois da convocação oficial pra vir à Curitiba, onde estou agora, orientar alunos de pós-graduação.
Depois do périplo de entrevistar Belinati e Nedson, convencer os meus três chefes londrinenses de que eu precisava estar aqui, de agendar uma aula de reposição, o que acontece com os alunos curitibanos? um esquece o trabalho e pergunta se pode me enviar por e-mail. O outro tem um problema de saúde e diz que também vai me mandar por e-mail. Humpf! (não vou falar palavrão na casa da Simone e da Sílvia)
Ainda bem que há amigos mais que especiais aqui. Mas que deu uma raiva, ah, isso deu.
####
Assim como a Simone, eu tomei uma decisão definitiva na minha vida. Tempos atrás eu fui ler as cartas, e o vidente me disse que eu vou viver até os 92 anos de idade. Isso significa que em 2.062 partirei dessa para melhor. O fato é que tenho ainda mais 58 anos de vida. E fiz um juramento: a partir de agora, toda vez que eu me envolver com alguém, e passados uns 20, 30 dias de “relação”, e a pessoa me dispensar “porque eu sou um cara muito legal”, vou dar um murro bem grande no meio da cara. E tenho dito.
####
Pra completar, tive a dolorosa conversa com minha mãe. Claro, ela me perdoou. Mas de uma maneira tão sábia, que fiquei me sentindo o último grão de areia do deserto.
####
Agora vou divertir nessa terra que faz um frio danado.
Depois do périplo de entrevistar Belinati e Nedson, convencer os meus três chefes londrinenses de que eu precisava estar aqui, de agendar uma aula de reposição, o que acontece com os alunos curitibanos? um esquece o trabalho e pergunta se pode me enviar por e-mail. O outro tem um problema de saúde e diz que também vai me mandar por e-mail. Humpf! (não vou falar palavrão na casa da Simone e da Sílvia)
Ainda bem que há amigos mais que especiais aqui. Mas que deu uma raiva, ah, isso deu.
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Assim como a Simone, eu tomei uma decisão definitiva na minha vida. Tempos atrás eu fui ler as cartas, e o vidente me disse que eu vou viver até os 92 anos de idade. Isso significa que em 2.062 partirei dessa para melhor. O fato é que tenho ainda mais 58 anos de vida. E fiz um juramento: a partir de agora, toda vez que eu me envolver com alguém, e passados uns 20, 30 dias de “relação”, e a pessoa me dispensar “porque eu sou um cara muito legal”, vou dar um murro bem grande no meio da cara. E tenho dito.
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Pra completar, tive a dolorosa conversa com minha mãe. Claro, ela me perdoou. Mas de uma maneira tão sábia, que fiquei me sentindo o último grão de areia do deserto.
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Agora vou divertir nessa terra que faz um frio danado.
Tuesday, October 19, 2004
Foi sem querer, mas eu magoei minha mãe. E de um jeito terrível. O assunto do último domingo foi o túmulo do meu pai. A família quer fazer acabamento em granito, arrumar o lugar de uma maneira mais “apresentável”. O fato real é que eu não concordo com isso. Não acredito que possamos medir os sentimentos em função dos ornamentos colocados para fazer vista a quem transita por cemitérios.
Mas vá lá. Orçamento feito, teremos um gasto de mais de mil reais. O lado bom é que agora toda a família terá um jazigo para morrer tranquilo, considerando que as pessoas façam isso em intervalo mínimo de três anos e meio. É isso aí. Caso você não saiba, a legislação determina que apenas uma pessoa ocupe a cova por um período de sete anos. Nessa “reforma”, o túmulo do meu pai terá condições de abrigar dois corpos. Lá, inclusive, estão o meu avô, de onde tirei o Bernardo, e minha Tia Conceição, além do seo João.
Bom, deu pra sacar o assunto super legal para domingo. E o caldo entornou quando minha mãe pediu para arrumarmos o túmulo de um dos meus irmãos, assassinado por envolvimento com drogas. Passamos maus bocados com ele. E nem mesmo a sua (a dele) morte foi capaz de aplacar algumas mágoas, muito menos minimizar as dores e sofrimentos provocados por ele.
Mas mãe é mãe. Ela não compreendeu as minhas razões, se é que elas existem. E isso me deixou profundamente triste. Uma qualidade que tenho é não fingir sentimentos. Mas isso vira defeito numa situação como essas. Amanhã vou pedir perdão a ela. Mas sei que isso significa muito pouco.
Monday, October 18, 2004
Saiu hoje no jornal Agora:
“Começou mal
Symony foi a única que deu trabalho ao fazer teste para a nova novela do SBT. Errou o texto e bateu o pé que queria refazer a gravação. Para evitar barraco, deixaram a cantora repetir.”
“Começou mal
Symony foi a única que deu trabalho ao fazer teste para a nova novela do SBT. Errou o texto e bateu o pé que queria refazer a gravação. Para evitar barraco, deixaram a cantora repetir.”
Duas boas notícias no domingo:
1) finalmente o comitê do Nedson resolveu bater no Belinati com vontade. E tem que fazer durante a programação mesmo. No horário eleitoral, nem todo mundo vê. Agora só falta responder à velhinha da Frente de Trabalho.
2) uma fonte me contou que o Belinati precisou fugir de dois comícios nesse fim de semana. Um deles no João Turquino e outro no Cafezal. Os moradores quiseram dar-lhe uma camaçada (ou será camassada) de pau. Dá pra explorar isso no programa de tevê?
1) finalmente o comitê do Nedson resolveu bater no Belinati com vontade. E tem que fazer durante a programação mesmo. No horário eleitoral, nem todo mundo vê. Agora só falta responder à velhinha da Frente de Trabalho.
2) uma fonte me contou que o Belinati precisou fugir de dois comícios nesse fim de semana. Um deles no João Turquino e outro no Cafezal. Os moradores quiseram dar-lhe uma camaçada (ou será camassada) de pau. Dá pra explorar isso no programa de tevê?
Saturday, October 16, 2004
E se ainda não deu, é porque não é o fim. O título desse post foi roubado de uma das obras de Fernando Sabino, morto esta semana. Remexendo em fotos e textos antigos, encontrei um trecho do prefácio de “O Encontro Marcado”, o marco da carreira do escritor. Fiquei novamente tão surpreso, que levei o escrito para a sessão de análise. Veja que beleza:
“O homem, quando jovem, é só, apesar de suas múltiplas experiências. Ele pretende, nessa época, conformar a realidade com suas mãos; servindo-se dela, pois acredita que, ganhando o mundo, conseguirá ganhar-se a si próprio. Acontece, entretanto, que nascemos para o encontro com o outro, e não o seu domínio. Encontrá-lo é perdê-lo, é contemplá-lo na sua libérrima existência, é respeitá-lo e amá-lo na sua total e gratuita inutilidade. O começo da sabedoria consiste em perceber que temos e teremos as mãos vazias, na medida em que tenhamos ganho ou pretendamos ganhar o mundo. Neste momento, a solidão nos atravessa como um dardo. É meio-dia em nossa vida, e a face do outro nos contempla como um enigma. Feliz daquele que, ao meio-dia, se percebe em plena treva, pobre e nu. Este é o preço do encontro, do possível encontro com o outro. A construção de tal possibilidade passa a ser, desde então, o trabalho do homem que merece o seu nome.”
Thursday, October 14, 2004
Eu não estou mais com medo. Eu estou em pânico.
Hoje, na fisioterapia, três fisioterapeutas ficaram de queixo caído quando eu disse-lhes que a Frente de Trabalho acabou porque era ilegal. Que o Ministério Público fez um acordo com a prefeitura para regularizar a situação daqueles milhares de miseráveis. Eles não sabiam que era ilegal. Será que a direção da campanha do Nedson não está agindo errado? E aquela tia dizendo que vai varrer o Nedson da prefeitura, do mesmo jeito que ele fez com a FT?
O programa de hoje foi a demonstração clara do pragmatismo petista contra a emoção do tio Bila, como o próprio candidato se denomina. Entre alguém que lhe prova matematicamente que é bom, que é honesto, que te ama, desde que você cumpra com a sua parte e um outro alguém que lhe pega no colo, que fala que vai dar uma casa só para você, que te ama de qualquer jeito, que vai deixá-lo pagar suas dívidas do jeitinho que você puder, que olha dentro do seu olho e promete cuidar de você, quem o coração lhe manda escolher?
Lembram que a Maria Lúcia Victor Barbosa disse que o londrinense costuma votar com o coração?
Falei com alguns jornalistas. Me deu ainda mais desespero. Ninguém vai cobrar nada? Ou será que os veículos já vislumbram os anúncios significativos em seus orçamentos miseráveis? Cadê o movimento da Moralidade?
O que você prefere ouvir:
a) que o hip hop mudou sua vida?
b) que o tio vai construir uma casa para o seu papai não pagar mais aluguel?
É muito difícil conseguir que o companheiro Nedson olhe no olho do vídeo, ops, do telespectador, no teleprompter?
Do jeito que está, estou achando que nem ajuda divina resolve a pendenga!
Wednesday, October 13, 2004
Ei, chega me dar coceira quando eu vejo aquelas três crianças “cagando” as três primeiras palavras do jingle do Nedson. Tirem isso do ar já. Imediatamente. Na sequência entra uma propaganda do tio Bila com a criança no colo, na maior conversa de avô e neto. A equipe do Nedson vai continuar nesse lenga-lenga até quando?
Que tal ir atrás do Tribunal de Contas e checar como é o lance das contas da prefeitura reprovadas no mandato anterior?
Que tal convidar os promotores explicando sobre as ações cíveis e criminais?
Hoje uma fonte me disse que o Hauly prefere entregar a prefeitura pro Belinati a pedir votos para o Nedson. Pelamordideus! Picuinha e rancor agora? E a cidade? E os cidadãos de bem?
E mais, o movimento pés vermelhos mãos limpas também não está querendo tomar partido, em solidariedade à terceira derrota do Hauly.
Desse jeito, simplesmente, não dá!
Que tal ir atrás do Tribunal de Contas e checar como é o lance das contas da prefeitura reprovadas no mandato anterior?
Que tal convidar os promotores explicando sobre as ações cíveis e criminais?
Hoje uma fonte me disse que o Hauly prefere entregar a prefeitura pro Belinati a pedir votos para o Nedson. Pelamordideus! Picuinha e rancor agora? E a cidade? E os cidadãos de bem?
E mais, o movimento pés vermelhos mãos limpas também não está querendo tomar partido, em solidariedade à terceira derrota do Hauly.
Desse jeito, simplesmente, não dá!
Eu estreei no teatro londrinense no dia 11 de junho de 1992. Era um dia especial, eu estava apaixonado. E fazia três personagens no espetáculo “Perfidamente Teu”. O primeiro deles se matava logo na abertura da peça. Era o que chamávamos de suicídio das ilusões, já que, abandonado pela mulher amada, restava-lhe comer as flores do buquê recusado por ela. Modéstia a parte, a cena era lindíssima. De um desespero absoluto. Num canto, Cíntia Helena fazia uma mulher misteriosa, que ao longo da peça fazia algumas intervenções. Remexendo no baú, encontrei o texto. Chama-se Votos Partidos, cujo autor é desconhecido. Um dos mais tristes e doloridos que eu já li.
“Era tarde ontem à noite.
O cão falava de você.
O pássaro cantava no pântano
e falava de você.
Você é o pássaro solitário. Na floresta
que você fique sem companhia.
Até achar-me. (era aqui que eu me jogava de um penhasco)
Você prometeu e mentiu.
Disse que estaria junto de mim
quando os carneiros fossem arrebanhados.
Eu assoviei e gritei cem vezes
e não achei nada lá.
A não ser uma ovelha balindo.
Prometeu-me algo difícil.
Um navio de ouro sob um mastro prateado.
Doze cidades e um mercado em todas elas.
E uma branca e bela praça a beira mar.
Você prometeu algo impossível.
Que me daria luvas de pele de peixe
e sapatos de aves.
E roupa da melhor seda da Irlanda.
Minha mãe me disse para não falar com você.
Nem hoje, nem amanhã, nem domingo.
Foi um mal momento pra dizer-me isso.
Foi como trancar a porta após a casa arrombada.
Você tirou o leste de mim.
Tirou o oeste de mim.
Tirou o que existe a minha frente.
Tirou o que há atrás.
Tirou a lua, tirou o sol de mim.
E o meu medo é grande.
Você tirou Deus de mim.”
Ei, foi nessa montagem que eu conheci a Janaína. Eba, Janaína, Janaína, Janaína...
Tuesday, October 12, 2004
Acabei de ver o programa eleitoral de ontem. O.K., muitas verdades foram ditas pelo lado do bem. Mas o lado do mal, que tem o diabinho mais criativo do mundo, sabe falar com as pessoas. Portanto, vamos fazer endomarketing.
1. Está provado. As pessoas querem carinho, amor e atenção. E sem falso moralismo, não importa a embalagem que ele se apresente. Portanto, se o lado do bem tem equipe e um pouco de grana, faça essas cabeças estourarem os miolos. E tratem de vender um pouco mais de emoção genuína. Não é difícil. É só ter um pouco de paciência e se cercar de gente bem informada.
2. As divagações filosóficas do Grota devem ser postas em prática agora, imediatamente. Vire-se, mas arrume um jeito de se comunicar melhor. Nem sei o que você está fazendo na campanha. Mas tire tudo do ideal e coloque no real, você que gosta tanto das palavras. O seu desafio agora é: convencer a dona Maria, da Região Norte, e o seo Francisco, da Região Sul.
3. O Nedson é amigo das crianças? Então joguem fora todos esses comerciais com as crianças robôs acompanhando com os olhos a ordem do produtor. Carpam uma data, derricem uma rua de café, encham uma laje. Mas encontrem crianças espontâneas. E bonitas, por favor.
4. E luz, minha gente. Iluminação para deixar as pessoas bonitas no vídeo. O lado do mal já percebeu que até os pobres gostam do belo. Quem gosta de pobre e feio é intelectual. Mas a formação de vocês pode ficar engavetada até dia 31 de outubro, sem nenhum problema.
5. O Boticário vende amor. O Belinati vende amor. O Nedson vende o que? Isso precisa ficar claro, claríssimo.
Monday, October 11, 2004
Eu continuo com medo. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket nos dias 07 e 08, em Londrina, Antonio Belinati tem 44,1% das intenções de voto. Nedson estaria com 36,9%. A margem de erro é de 4,1%. Foram ouvidos 605 eleitores.
O Cláudio Chiusoli, que participou da cobertura das eleições feita pela TV Mix, alertou para pesquisas cuja margem de erro seja superior a 3%.
O que mais me intriga é que o líder nas pesquisas é um candidato dos extremos. Os ricos também votam nele. Basta uma passeada pelo principal shopping da cidade para ver a quantidade de adesivos nos peitos. Siliconados, registre-se.
O Cláudio Chiusoli, que participou da cobertura das eleições feita pela TV Mix, alertou para pesquisas cuja margem de erro seja superior a 3%.
O que mais me intriga é que o líder nas pesquisas é um candidato dos extremos. Os ricos também votam nele. Basta uma passeada pelo principal shopping da cidade para ver a quantidade de adesivos nos peitos. Siliconados, registre-se.
Sunday, October 10, 2004
Uma chuva fina cai sobre Londrina. Um vento razoavelmente frio também corta a cidade. E o meu coração está do mesmo jeito.
Desde sexta-feira, tenho vivido um turbilhão de emoções. Falei com as pessoas que amo. Beijei a sua boca.
Ontem, almocei sozinho. Pedi um champanhe para comemorar e a comida demorou tanto que eu zanzava pelo shopping, um pouco sôfrego. Às 14h30, sim, eu estava bêbado. E pensando em você.
A Dona da História me encheu os olhos de lágrimas em vários momentos. Peguei a mão da Fabíola, acariciei suas pernas. Entendemos que na vida, o que vale a pena mesmo é o Luiz Cláudio.
Eu pensei no Beto. O Beto pensou em mim.

No lugar mais insólito, descobri o tema da minha vida. Principalmente deste momento. Na Porto, de bate pronto, encontrei o CD. E você vai ouvi-lo de maneira especial. Só comigo.
Amanhã é um grande dia para uma amiga especial. E eu vou dormir com o desejo ardente de que aconteça o melhor para ela.
Liguei pra Raquel e ela estava com a voz doce. Som de felicidade. E ela não percebeu o quanto meu coração estava apertado. E a tecnologia mostrou-se incapaz de mostrar a ela, meus olhos marejados.
Eu liguei pra você. E você não me reconheceu.
A Vanusa Macarini fez uma entrevista muito especial para o Factual. Falou com o sexto médico a desembarcar em Londrina, lá pelos idos de 1954. Aqui em Londrina, ele construiu a sua (dele) vida. Depois de 26 minutos de conversa, a Vanusa agradeceu-o. E ele chamou-lhe a atenção:
- Mas está faltando um detalhe.
- O que é seo João?
- Eu só cheguei até aqui por causa da minha esposa. Ela foi o esteio disso tudo.
A fala termina com a voz dele embargada.
Eu estou tentando... mas está difícil ficar longe de você!
Desde sexta-feira, tenho vivido um turbilhão de emoções. Falei com as pessoas que amo. Beijei a sua boca.
Ontem, almocei sozinho. Pedi um champanhe para comemorar e a comida demorou tanto que eu zanzava pelo shopping, um pouco sôfrego. Às 14h30, sim, eu estava bêbado. E pensando em você.
A Dona da História me encheu os olhos de lágrimas em vários momentos. Peguei a mão da Fabíola, acariciei suas pernas. Entendemos que na vida, o que vale a pena mesmo é o Luiz Cláudio.
Eu pensei no Beto. O Beto pensou em mim.

No lugar mais insólito, descobri o tema da minha vida. Principalmente deste momento. Na Porto, de bate pronto, encontrei o CD. E você vai ouvi-lo de maneira especial. Só comigo.
Amanhã é um grande dia para uma amiga especial. E eu vou dormir com o desejo ardente de que aconteça o melhor para ela.
Liguei pra Raquel e ela estava com a voz doce. Som de felicidade. E ela não percebeu o quanto meu coração estava apertado. E a tecnologia mostrou-se incapaz de mostrar a ela, meus olhos marejados.
Eu liguei pra você. E você não me reconheceu.
A Vanusa Macarini fez uma entrevista muito especial para o Factual. Falou com o sexto médico a desembarcar em Londrina, lá pelos idos de 1954. Aqui em Londrina, ele construiu a sua (dele) vida. Depois de 26 minutos de conversa, a Vanusa agradeceu-o. E ele chamou-lhe a atenção:
- Mas está faltando um detalhe.
- O que é seo João?
- Eu só cheguei até aqui por causa da minha esposa. Ela foi o esteio disso tudo.
A fala termina com a voz dele embargada.
Eu estou tentando... mas está difícil ficar longe de você!
Saturday, October 09, 2004
Uma amiga especial está vivendo um romance. Daqueles que ela procurara por um longo tempo.
E agora, uma outra amiga, também muito especial, está vivendo nas nuvens. E muito próxima da hora em que tudo pode se concretizar.
Dia desses, almoçamos juntos e lhe desejei “algure”. Consta que se trata de boas vibrações, algo como um desejo forte de que o amor encontrado seja para sempre. Eu não consegui confirmar o significado, mas na minha memória isso está muito bem gravado, da época da novela A Próxima Vítima. Algure era a palavra de ordem das irmãs Ferreto, quando elas se aproximavam do amor.
Portanto, quero desejar que os momentos da Janaína, que está em contagem regressiva, sejam de completo algure!
E agora, uma outra amiga, também muito especial, está vivendo nas nuvens. E muito próxima da hora em que tudo pode se concretizar.
Dia desses, almoçamos juntos e lhe desejei “algure”. Consta que se trata de boas vibrações, algo como um desejo forte de que o amor encontrado seja para sempre. Eu não consegui confirmar o significado, mas na minha memória isso está muito bem gravado, da época da novela A Próxima Vítima. Algure era a palavra de ordem das irmãs Ferreto, quando elas se aproximavam do amor.
Portanto, quero desejar que os momentos da Janaína, que está em contagem regressiva, sejam de completo algure!
Friday, October 08, 2004
Eu tenho medo!
Hoje o presidente Luis Inácio Lula da Silva está em Londrina. Veio inaugurar uma obra do prefeito Nedson Micheleti. É um Centro Odontológico Municipal. Ocorre que o ex-prefeito cassado Antonio Belinati colocou um anúncio de um quarto de página na Folha de Londrina. Vou citar apenas alguns pontos:
“A população de Londrina agradece a presença de Vossa Excelência na reinauguração do antigo Posto de Saúde José Belinati, construído por mim quando prefeito. (...) As novas instalações do Posto de Saúde José Belinati, (...) estão ao lado do PAI – Pronto Atendimento Infantil. O Pai, que também é iniciativa minha, é modelo para todo o Brasil! (...) Imagine, Presidente Lula, uma mesma obra cassar dois políticos? Estamos preocupados, pois os gastos que Vossa Excelência terá, possivelmente serão imensamente maiores do que aqueles pelos quais fui cassado. Sr. Presidente, estou preocupado com a sua vinda a Londrina para reinaugurar uma obra que construí e inaugurei, fatos estes que levaram à cassação do meu mandato, por despesas bem inferiores às que o senhor terá. Espero que Vossa Excelência não seja cassado por esta reinauguração, como eu fui. (...)”
No último domingo, quando entrevistei o deputado estadual Barbosa Neto, ele atribuiu a sua (dele) derrota nas eleições, às mentiras que contam sobre as parcerias políticas que ele teria feito, fato negado veemente pelo deputado. Questionei a razão desses “boatos” ganharem força. Ele respondeu que uma mentira bem contada e repetida várias vezes, se transforma em verdade. Repliquei, lembrando-o que todas as vezes que surgem os tais “boatos” ele aparece com a sua (dele) verdade e a repete sucessivas vezes. Perguntei-lhe, então, se uma verdade também repetida várias vezes, não deveria sim, se transformar numa verdade? Ele respondeu que isso não ocorre porque grande parte da população é iletrada.
É ou não é para se ter muito medo?
Hoje o presidente Luis Inácio Lula da Silva está em Londrina. Veio inaugurar uma obra do prefeito Nedson Micheleti. É um Centro Odontológico Municipal. Ocorre que o ex-prefeito cassado Antonio Belinati colocou um anúncio de um quarto de página na Folha de Londrina. Vou citar apenas alguns pontos:
“A população de Londrina agradece a presença de Vossa Excelência na reinauguração do antigo Posto de Saúde José Belinati, construído por mim quando prefeito. (...) As novas instalações do Posto de Saúde José Belinati, (...) estão ao lado do PAI – Pronto Atendimento Infantil. O Pai, que também é iniciativa minha, é modelo para todo o Brasil! (...) Imagine, Presidente Lula, uma mesma obra cassar dois políticos? Estamos preocupados, pois os gastos que Vossa Excelência terá, possivelmente serão imensamente maiores do que aqueles pelos quais fui cassado. Sr. Presidente, estou preocupado com a sua vinda a Londrina para reinaugurar uma obra que construí e inaugurei, fatos estes que levaram à cassação do meu mandato, por despesas bem inferiores às que o senhor terá. Espero que Vossa Excelência não seja cassado por esta reinauguração, como eu fui. (...)”
No último domingo, quando entrevistei o deputado estadual Barbosa Neto, ele atribuiu a sua (dele) derrota nas eleições, às mentiras que contam sobre as parcerias políticas que ele teria feito, fato negado veemente pelo deputado. Questionei a razão desses “boatos” ganharem força. Ele respondeu que uma mentira bem contada e repetida várias vezes, se transforma em verdade. Repliquei, lembrando-o que todas as vezes que surgem os tais “boatos” ele aparece com a sua (dele) verdade e a repete sucessivas vezes. Perguntei-lhe, então, se uma verdade também repetida várias vezes, não deveria sim, se transformar numa verdade? Ele respondeu que isso não ocorre porque grande parte da população é iletrada.
É ou não é para se ter muito medo?
Thursday, October 07, 2004
Esta semana, até agora, foi uma pauleira só. Por isso, minha ausência por aqui. A foto abaixo é a prova de que estou trabalhando muito. O click é da Denise Sommera.

Sunday, October 03, 2004
Hoje é aniversário da Raquel, um dos grandes amores verdadeiros da minha vida. É sempre muito bom lembrar e saber que a vida nos presenteia com pessoas como ela. Especialmente nesta data, escrevo para registrar o meu desejo de que a felicidade que ela vive neste momento, seja aproveitada, sorvida, deliciada com toda a plenitude. E que a vida continue lhe reservando surpresas tão agradáveis como agora.

Saturday, October 02, 2004
Uma fonte me disse hoje na hora do almoço: o telemarketing do Antonio Belinati apurou que Hauly está no segundo turno. Já o grupo que trabalha para o tucano acredita estar atrás de Nedson apenas por dois pontos percentuais. Putz grila!