Acordei às seis da manhã para ir à academia. No silêncio geral do prédio comecei a ouvir um barulho esquisito. Ando pra lá e pra cá e descubro que o som vem do andar inferior. Um pouco mais de atenção e tudo ficou claro: rolava sexo. O ranger da cama não deixava dúvida de que alguém estava dentro de outro alguém. Sorri e pensei: bem, se o dia começa com um barulho desses, talvez seja um bom sinal. Vou logo avisando: estou “facinho” hoje. E em qualquer horário, beleza?
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Na padaria para tomar café – a preguiça estava do tamanho de um elefante – ao ver as manchetes da Folha de Londrina, ouvi outro som indecente. Infelizmente não era sexo entre pães e broas. Mas sim um animal balbuciando que vota em corrupto e um outro imbecil dos infernos pedindo votos para o Félix Ribeiro. – Assim eu terei uma boquinha na prefeitura, justificou o nefasto.
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O artista em questão é um dos meus alunos preferidos, Danilo Verpa.
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Por falar em alunos preferidos, o sétimo período da Metropolitana é a razão da minha felicidade como professor. Sabe casamento perfeito? Daquele que tem brigas pra caramba, mas que no fim as pessoas se entendem? É o nosso caso. Ontem eles me apresentaram dois documentários: um sobre a face oriental nos 70 anos de Londrina e outro sobre os flanelinhas. Depois de tanto sacrifício, empenho e muitas, muitas brigas, os trabalhos ficaram excelentes. Vejam bem, excelentes. Encheu meu coração de alegria. A Marivone, aluna querida, falou assim: - Tudo isso a gente deve a você. A gente não sabia nem o que era televisão.
O canceriano aqui quase abriu a boca pra chorar. Tá bom. Chorei pra dentro.
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Muito bacana escrever tudo isso ao som de Cláudia Telles, cantando “Fim de Tarde”. A música lembra a minha irmã mais velha, a Madalena.