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Thursday, September 30, 2004

O debate promovido pela RPC foi um dos mais mornos que vi na minha vida. Estamos muito mal de candidatos, heim?!
Acordei às seis da manhã para ir à academia. No silêncio geral do prédio comecei a ouvir um barulho esquisito. Ando pra lá e pra cá e descubro que o som vem do andar inferior. Um pouco mais de atenção e tudo ficou claro: rolava sexo. O ranger da cama não deixava dúvida de que alguém estava dentro de outro alguém. Sorri e pensei: bem, se o dia começa com um barulho desses, talvez seja um bom sinal. Vou logo avisando: estou “facinho” hoje. E em qualquer horário, beleza?

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Na padaria para tomar café – a preguiça estava do tamanho de um elefante – ao ver as manchetes da Folha de Londrina, ouvi outro som indecente. Infelizmente não era sexo entre pães e broas. Mas sim um animal balbuciando que vota em corrupto e um outro imbecil dos infernos pedindo votos para o Félix Ribeiro. – Assim eu terei uma boquinha na prefeitura, justificou o nefasto.

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Quer alegrar o seu dia? Então clique aqui.

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O artista em questão é um dos meus alunos preferidos, Danilo Verpa.

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Por falar em alunos preferidos, o sétimo período da Metropolitana é a razão da minha felicidade como professor. Sabe casamento perfeito? Daquele que tem brigas pra caramba, mas que no fim as pessoas se entendem? É o nosso caso. Ontem eles me apresentaram dois documentários: um sobre a face oriental nos 70 anos de Londrina e outro sobre os flanelinhas. Depois de tanto sacrifício, empenho e muitas, muitas brigas, os trabalhos ficaram excelentes. Vejam bem, excelentes. Encheu meu coração de alegria. A Marivone, aluna querida, falou assim: - Tudo isso a gente deve a você. A gente não sabia nem o que era televisão.

O canceriano aqui quase abriu a boca pra chorar. Tá bom. Chorei pra dentro.

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Muito bacana escrever tudo isso ao som de Cláudia Telles, cantando “Fim de Tarde”. A música lembra a minha irmã mais velha, a Madalena.

Wednesday, September 29, 2004

Ontem ouvi de duas fontes diferentes que a liberação da candidatura de Belinati teria custado um milhão de dólares.

Monday, September 27, 2004


Eu supus que a semana que passou seria tranqüila. Tanto que na quarta-feira, montei a mochila para voltar de Rolândia e ir direto para a academia, fazer aula de Body Combat. É que estava tudo agendado para o Mix Cidadania que eu gravaria na quinta, tudo encaminhado para o Factual na sexta-feira.

Antes de chegar à Londrina, toca o celular. Era a secretária da TV, com um recado. Fui pra emissora. Um dos convidados, médico (o tema do programa era saúde pública em Londrina), desmarcou, dizendo não querer envolvimento em assuntos políticos nesse momento. Isso depois de confirmar e garantir que precisava participar do programa. Começava ali o meu inferno.

Foram exatamente 22 ligações para médicos diferentes. Nenhum, absolutamente nenhum, tinha agenda disponível para quinta ou sexta-feira. Quase por volta das 18h20, consegui uma alma boa, que poderia gravar no sábado. Acertados os detalhes da produção, marcamos tudo. O convidado só fez questão de frisar que era padrinho de casamento e precisava sair da tevê no máximo às 09h45.

Entrevista rolando, por alguma razão alguém precisou cortar galhos de uma árvore. A diretora da tevê pediu que a figura esperasse, o programa já estava no terceiro bloco, restavam apenas mais sete minutos e tudo estaria terminado. Mas o destino quis que o funcionário descumprisse a ordem. Caso ele não cortasse o galho naquele momento, o mundo iria explodir.

Pois é, caros amigos. Quis a imprudência que o filho de uma mãe muito santa, mas muito santinha mesmo, cortasse o galho. E por um átimo de segundo e descuido do tal, o galho caiu bem em cima, mas bem em cima mesmo do pára-brisa do Vectra 2004 do médico. É isso mesmo. Espatifou-se tudo, tudinho. Não sobrou um caco para contar história.

Você que me conhece pessoalmente, pode imaginar a minha cara na frente do entrevistado? Justo eu que tenho uma paciência de elefante com gente burra e incompetente? Ainda mais numa situação como esta, em que o cidadão me faz uma gentileza de abrir espaço na agenda dele em pleno sábado? Ah, um detalhe. Ele tinha o tal do casamento. Era padrinho. E faltavam apenas 10 minutos para a cerimônia começar.

É por isso que eu sempre digo: nada é tão ruim que não possa piorar!

Sunday, September 26, 2004

Para encerrar bem o domingo, estou assistindo o debate entre os candidatos a prefeito de Londrina, promovido pela TV Tarobá.

Obviamente que Antonio Belinati não se apresentou, muito menos enviou alguma justificativa.

O melhor do debate, sabe o que foi? O rigor da produção. Ao terminar o tempo de cada resposta, eles simplesmente cortavam o microfone. E os prolixos ficavam mexendo a boca.

A TV Tarobá inovou em colocar uma tradutora para linguagem de surdo murdo simultaneamente. E ela sempre ficava estática quando o microfone era cortado.

KKKKKKKKK
A minha tristeza não tem cor, melodia, muito menos rima e poesia. Nada de tragicômica, embora idiota, dispensável. Eu pressentia que ela estava por perto, rondando, querendo se achegar. E foi exatamente assim que ela fez. Talvez tenha começado com algumas descobertas absurdamente reveladoras e importantes da última sessão de análise. Passou ainda por um e-mail de dispensa do meu afeto e terminou com um sonho. Eu reencontrei meu pai e o abracei. E disse:
- Pai, há quanto tempo. Por onde o senhor tem andado?
- Por aí, te observando.
- Mas se está me olhando, por que eu não o vejo?
-...
- O senhor não vai me abraçar?

Thursday, September 23, 2004


No site do TSE...

“TSE MANTÉM REGISTRO DE CANDIDATO À PREFEITURA DE LONDRINA

Brasília 23/09/2004 - O Tribunal Superior Eleitoral (foto/sessão), por maioria de votos (4X3), aceitou o recurso ajuizado pelo candidato à prefeitura de Londrina (PR), Antônio Casemiro Belinati (PSL), e modificou a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná que tinha impugnado seu registro de candidatura. O TSE entendeu que a inelegibilidade do candidato não comprometeu o pleno gozo dos seus direitos políticos para efeito de filiação partidária.

Antonio Belinati teve seu registro de candidato indeferido pelo TRE/PR em decisão fundamentada na nulidade de sua filiação ao PSL, ocorrida quando o ex-prefeito estava inelegível por conseqüência da cassação de seu mandato pela Câmara Municipal. O então prefeito de Londrina foi cassado em junho de 2000 ficando inelegível até dezembro de 2003. A filiação partidária ocorreu em julho de 2003.

O acórdão do TSE que modificou a decisão do TRE/PR foi publicado na sessão realizada na noite de hoje. Votaram a favor do deferimento os ministros Humberto Gomes de Barros, Carlos Velloso, Gilmar Mendes e Caputo Bastos. O ministro relator da ação, Peçanha Martins, o ministro Luiz Carlos Madeira, e o presidente do TSE, ministro Sepúlveda Pertence, foram os votos vencidos.”

Wednesday, September 22, 2004


Acabei de comprar o novo livro de boas maneiras da Glória Kalil. Estou imaginando que deve estar escrito lá que as pessoas que se atrevem a comprar celular, sabem que terão que arcar com a própria conta, né?

Existe algo mais brega e pobre do que ficar dando “toquinho” no celular do outro para que ele retorne E PAGUE a ligação? Se não tem condições de pagar a conta, que tal usar o velho e bom cartão do telefone público?

Tuesday, September 21, 2004


As últimas 48 horas foram profícuas. E se você não gosta de papo sério, muitas vezes confundido com chato, não se apoquente, seja feliz.

Houve uma época que imaginei que a maturidade fosse ser algo desagradável. A cada dia vivido, mais fico grato com todo aprendizado que acumulei até este momento. E me congratulo por perceber em mim a capacidade de tentar buscar o novo, o diferente, o que ainda não sei das relações, das pessoas, das situações.

Queria falar um pouco dos limites. É incrível como todos nós precisamos deles. Nos dão referências, talvez até algumas certezas. A Raquel, amiga querida, comentou sobre uma entrevista dada pelo Lima Duarte. Nela, o ator assumia que traiu e foi traído. E reconheceu que todas as “partidas” da pessoa amada foram permitidas por ele. E é isso mesmo. As pessoas só fazem conosco, aquilo que permitimos, aquilo para o qual damos espaço.

Ontem estabeleci um limite muito claro para uma pessoa. Olhei firme nos olhos dela e esclareci exatamente até onde ela pode ir comigo. O mais bacana desse encontro, porém, foi deixar claro que se por alguma razão a gente não puder conviver, eu não vou morrer. O outro se espanta com isso. Ainda mais quando você fala com a voz branda e não desvia o olhar.

Lembro da minha primeira relação séria. Estava no segundo período da faculdade e conheci a figura, 14 anos mais velha. Eu com 18, ela com 34. Sexo selvagem quase todos dias, por pouco não reprovei numa disciplina, resolvi fazer graça. Charme, dar a impressão de ser difícil. Queria ficar na casa dela, mas resvalei na chantagem emocional fingindo querer partir. Ela abriu a porta e me mandou embora. Assustado, disse que era uma brincadeira. – Não gosto desse tipo de brincadeira. Se quer ficar, será ótimo. Se não quer, vá embora agora que eu preciso dormir.

Juro que depois dessa, nunca mais criei esse tipo de situação. Se você está se aproximando de mim, eis a dica: não finjo o que não sinto. E a cada dia, aprendo a dizer não, a delimitar espaços com quer que seja. E estou convencido que isso é fundamental em qualquer relação: amigos, família, trabalho, amor. O outro só faz com você, aquilo que você permite.

Na terapia, semana passada, vociferei contra uma vaca que fez algo que não gostei no ambiente de trabalho. A terapeuta olhou bem pra mim e perguntou:
- Qual a importância dessa pessoa na sua vida?
- Nenhuma. É uma vaca!
- Pode ser uma vaca. Mas é uma vaca importante. Do contrário, por que você desperdiça seu tempo e dinheiro tão caros? Ela só fez isso porque você permitiu. A responsabilidade é sua.

Dá pra argumentar?

Monday, September 20, 2004

Hoje pensei o dia todo na Simone Pavin, amiga que a TV Cidade me deu. Voltei de Rolândia e fui mexer numas fotografias. Elas sempre me enchem o coração de alegria. Ainda mais quando rememoram tempos bons, de encontros, principalmente. A minha empatia pela Simone foi à primeira vista. Talvez tenha sido dessas atrações cármicas, de outras vidas.

O fato é que eu amo a Simone. Creio já ter dito isso a ela ao vivo e em cores. Mas aqui, para o mundo inteiro saber, também é importante registrar. Nas muitas conversas que tivemos, ela sabe que eu estaria na fila para namorá-la, casar com ela, segurar-lhe a mão todos os dias. Oferecer-lhe meu ombro amigo nas horas de tristeza. Rir com ela nas alegrias. Porém, nem tudo é como a gente imagina.

Formamos ou não um belo casal?


Este post, então, não precisa de muito mais palavras. Apenas esta pequena e singela homenagem: Simone, você é um presente na minha vida. Eu amo você.

Saturday, September 18, 2004


Este post estava na “fila” há um bom tempo. Alguns receios, muitas reflexões e dúvidas depois, estou querendo saber de um detalhe da sua vida. Qual o momento de maior intensidade amorosa que você já viveu? Dá pra revelar? Sabe aquele dia que não deveria terminar nunca? A sensação de que o mundo poderia acabar e você estaria plenamente feliz?

Eu, graças a tudo, já vivi esse dia. Foi no Natal de 1991. Passava da meia-noite. Era meu primeiro romance, já morava sozinho havia quatro meses, república, sem grana pra nada. Telefone era artigo de luxo. De repente toca o interfone. Era o porteiro avisando que alguém queria falar comigo pelo telefone público que ficava em frente ao prédio. Desci esbaforido.
- Alô.
- Oi, sou eu.
- Que surpresa.
- Eu liguei pra dizer que te amo. Conhecer você foi o melhor presente que eu poderia ter ganho esse ano.
- Puxa...
- Eu só lamento não poder estar aí agora, você sabe as razões. Mas queria que soubesse que amo você. E está muito ruim aqui, longe de você.


Dia desses lembrei dessa cena, meu coração encheu-se de alegria. O romance foi eterno enquanto durou e somos amigos até hoje. Conversamos ao telefone e relembramos o tal dia. Rimos e agradecemos por nossas vidas terem se cruzado.

E você, tem uma história para contar?

Friday, September 17, 2004


Eu voltava do Catuaí ontem à noite quando passei em frente a um apartamento que eu visitei uma vez e tinha, aliás, tenho, muita vontade de freqüentar com absoluta assiduidade. Pensei com meus botões: puxa vida, por onde andará Stefen Fry?

Em casa, de pijama e escovando os dentes, toca telefone fixo. Como raríssimas e selecionadas pessoas têm o número, fui atender, convicto de que seria alguém que muito aprecio. Adivinhe quem era?

- Oi.
- Oi.
- Está fazendo o que aí?
- Quem está falando?
- Eu, oras! Não está reconhecendo?
- Deixe me ver... essa voz é de alguém que mora perto da Higienópolis?
- Muito bem...
- Putz, acabei de passar aí em frente. E pensei no que você estaria fazendo...
- Sério?
- Verdade.
- Mas então, está fazendo o que aí?
- Nada. E você?
- Nada também.
- Ah...
- Você não quer vir fazer nada aqui em casa?



Thursday, September 16, 2004


Vejam só, minha gente, o que é a vida: mesmo sem conhecê-lo pessoalmente, passei a curtir os escritos do Dutra que o Pariu. Quis o destino, ou os amigos dele, ou ainda as diabentas fogosas e desejosas de alguns amassos, modificar para sempre a minha relação com o Tipos a partir daquele post. Sabem por quê? Simples, bem simples. O cidadão fez o meu blogue bater recordes de visitação. Foram 220 num único dia. Superou, inclusive, o dia do meu aniversário, quando 167 pages views foram registradas. Meu ego se arrasta pelo chão desde segunda-feira.

Pra dar uma força super bacana para minha pessoa, “a nível” de superação dos traumas, ontem, na Noite Latina, uma simpática e descolada representante do sexo feminino, toca no meu ombro e dispara:
- Você é um Tipos?
- Sim, eu sou. (respondi quase estourando de alegria, justo eu que aprecio muito este tipo de contato, descontada aí a minha timidez).
- Legal. Eu leio você sempre.
- Puxa, que bacana.
- Você é o Zero, né?
- Oh, querida, desculpe. Eu sou o João Bernardo. Ou o Edenilson. Pode chamar de Ed, também. O Zero é um feio que também faz parte deste grupo. Lindo mesmo, só eu, beleza?

Sem saber onde esse mundo vai parar, ofereço, agora, uma segunda homenagem super especial ao senhor Vidal, (a rima é proposital – caraca!), com a diabenta mais linda deste planeta. A do Zero está guardada, aguardem!

E para o Vidal, nada?

Monday, September 13, 2004

Leia a notícia que saiu na Folha de S. Paulo neste domingo:

“Um grupo de 200 pessoas ganhou 9.095 vezes em loterias da CEF (Caixa Econômica Federal) entre março de 1996 e fevereiro de 2002. Cada apostador desse grupo teve em média 45 bilhetes premiados --um número praticamente impossível de ser alcançado caso os jogadores não se dispusessem a gastar com apostas sempre muito mais do que ganhariam, segundo matemáticos ouvidos pela Folha. Ao todo, o grupo ficou com R$ 64,8 milhões.

Com base num primeiro levantamento do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Ministério da Fazenda, com 30 nomes, divulgado em março de 2003, a Polícia Federal abriu em junho último cerca de 20 inquéritos só em São Paulo para investigar os sortudos.

Mas o relatório total de 228.794 premiações, ao qual a reportagem teve acesso, revela outros casos de número de premiações acima da média. Pelo menos dois casos são de parlamentares. Eles não são investigados a respeito.

O deputado federal Francisco Garcia Rodrigues (PP-AM) e seu filho acertaram 43 vezes em 21 jogos diferentes entre os anos de 1996 e 2000 (cinco jogos do deputado, 16 de seu filho). O deputado Fernando Lucio Giacobo (PL-PR), 30, acertou 12 vezes em oito jogos num único e reduzido espaço de tempo: de 5 a 19 de junho de 1997. Levou ao todo R$ 134 mil.

Numa série impressionante, Giacobo acertou em três concursos seguidos da Mega Sena, 65, 66 e 67, e em dois seguidos da Quina, 305 e 306. “Só tem sorte. E existe Deus, ele deu uma olhadinha lá e uma benzida”, disse Giacobo.

Em São Paulo, um delegado da Polícia Civil venceu 17 vezes em concursos e tipos de jogos diferentes também num único e curto período: de 8 de agosto a 16 de novembro de 2001.

O delegado de Polícia Civil Luiz Ozilak Nunes da Silva, 50, da Decap (Delegacia de Capturas) da Capital teve prêmios com sete bilhetes da Mega Sena, três da Federal, dois da esportiva, dois da instantânea, dois da Lotomania e um da Supersena.

Como o deputado Giacobo, o delegado nunca havia vencido antes disso. E nunca mais voltou a vencer. Segundo ele, parou de jogar em seguida, muito embora tivesse recebido R$ 355 mil. “Eu não acredito na sorte. Eu não aconselho isso [jogar]. Cada um tem sua vida, cada um sabe o que faz com o seu dinheiro”, disse.

Ele está sendo investigado na corregedoria da polícia a pedido do Ministério Público por supostos “indícios de crime de lavagem de dinheiro por meio de loterias”.

(...) A chance de uma seqüência de prêmios ocorrer está perto do zero, segundo estatísticos consultados pela reportagem. Segundo eles, também “não existe” computador capaz de produzir uma fórmula que garanta uma aposta vitoriosa. (...) A imensa maioria do grupo de apostadores sorteados relacionados pelo Coaf (cerca de 148 mil premiados) só foi premiada uma ou duas vezes (88% e 95,8%, respectivamente).

No grupo dos 200, o líder em ganhar em loterias é um apostador paulistano que foi premiado 353 vezes (R$ 2,8 milhões).

(...) A principal suspeita investigada pela Polícia Federal sobre o alto número de bilhetes premiados de uma só pessoa é que as loterias estejam sendo usadas para lavagem de dinheiro.

Em linhas gerais, o esquema funcionaria do seguinte modo: o real ganhador da aposta é abordado pelo dono da lotérica ou por um integrante do esquema que descobre seu paradeiro. O bilhete é comprado por valor maior do que o prometido pela Caixa. (...) Assim, um eventual aumento do patrimônio seu ou de sua empresa, gerado por atos ilícitos, poderia ser atribuído à premiação.”

É mole ou quer mais?


OS: SE QUISER, TEM ENTREVISTA COM OS TRÊS PRINCIPAIS SORTUDOS NO SITE DA FOLHA ON LINE.

Sunday, September 12, 2004

A promessa até parecia ser boa. Mas as duas primeiras semanas da novela Começar de Novo foram suficientes para provar que Antonio Calmon está meio perdido. Ele, que já criou obras importantes na teledramaturgia brasileira – vamos ficar nos exemplos de Armação Ilimitada, Vamp e O Beijo do Vampiro – enveredou pelo dramalhão mexicano sem dó nem piedade.

Todo início de novela tem pompa e circunstância para cativar o telespectador durante os quase 200 capítulos em que a estória se desenrolará. A Globo, neste caso, mandou parte do elenco para gravar em Moscou. As cenas, óbvio, são bacanas do ponto de vista estético. E só.

Marcos Paulo, o ator-diretor, parece que aprendeu mal e faz da pose de galã, pura canastrice. Marília Pêra e Luiz Gustavo estão apenas risíveis, como os velhinhos ripongas. Os clichês não param. Alguém consegue, nos dias atuais, assistir uma trama cuja vilã atende pelo nome de Lucrecia? Nem Eva Wilma consegue convencer. E o que dizer de Antonio Abujamra, o provocador, no papel do bonzinho conselheiro do protagonista? O que a gente não faz por dinheiro, heim?

A audiência parece que está gostando, o que a gente só lamenta. Eu botava alguma fé no Calmon, torcendo para que eu conseguisse acompanhar os capítulos. Não teve jeito. Experimentei retomar Senhora do Destino, mas depois que a direção optou por mostrar três imagens em seqüência – da fachada do motel, do táxi na garagem e o casal lá dentro – achei que minha inteligência estava sendo afrontada. Sem contar que ver a Renata Sorrah babando ao quebrar um relógio com martelo de bater carne, realmente é pra acabar.


Saturday, September 11, 2004

Recebi a mensagem abaixo e, por uma razão inexplicável, lembrei do Thiago Dutra, o Vidal, ou o Hotmale.com. Dedico, portanto, este post a ele, que é muito legal consigo mesmo e com os camaradas que visitam o seu (dele) blogue. Eu não o conheço. Mas se for um terço do que escreve, ele deve ser muito bacana

14 FRASES QUE SUA NAMORADA NUNCA VAI DIZER

01) Nossa! Você está tão estressado! Deixe eu fazer um boquete pra você relaxar.

02) Tem comida demais em casa. Vamos levar só cerveja.

03) Eu acho que você deveria passar a noite com seus amigos...você merece isso.

04) Que peido incrível! Peida de novo!

05) Eu sei que é apertado aí atrás, mas você tem que tentar de novo...Tenta!!!

06) Pode deixar que eu troco o óleo e calibro os pneus.

07) Vem ver querido...a filha do vizinho está só de calcinha novamente.

08) Não esquenta, deixa que na hora eu engulo.

09) Por que você não esquece essa história de “Dia dos ”Namorados" e compra alguma coisa pra você?

10) Vamos assinar a Playboy?

11) Gozou? Então dorme que agora eu me viro sozinha
e não se preocupe...

12) O pessoal do escritório te ligou do puteiro. É para você ir para lá em 10 minutos.

13) Hummm... esse seu bafo de cachaça t á me deixando
com um tesão...

14) Dinheiro? Pra quê? Eu só quero teu amor.

Friday, September 10, 2004


Alguém sabe onde desligar o forno dessa cidade? Pelamordideus! A sensação térmica é que agora esteja uns 35 graus. Não vai chover nunca?

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Você sabia que não está sozinho em nada? Já reparou como as relações de afeto se estabelecem? Por mais que a gente negue, vivemos fazendo contato. Um exemplo? As duas atendentes da lanchonete Uai, lá no Catuaí Shopping. Quando comecei a jantar na praça de alimentação, antes de ir para a Metropolitana, passei a comer a sobremesa naquela estabelecimento. Nas primeiras vezes, parecia que elas estavam sempre de TPM, que a calça jeans estava apertando a pixirica. Um mau humor do cão, enfim. Dia vai, outro vem, agora elas já sorriem. Sentiram-se livres para perguntar o meu nome, queriam saber em que loja eu trabalhava já que estou por lá quase todos os dias. Expliquei quem eu sou e o que faço. Parece que depois disso até a torta de limão que elas vendem ficou mais saborosa. A dona, inclusive, já sabe que estou viciado em pão de mel. História besta, né? Eu acho singela.

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Eu estou um pouco nostálgico, melancólico mesmo. Carente também. Mesmo assim, não me privo de falar algumas verdades. Principalmente quando se referem aos meus sentimentos. Dia desses olhei para uma aluna que eu gosto muito, de verdade. É o tipo dedicada, interessada, “cumpridora dos deveres”, como diria o meu pai. Falei pra ela:
- Sabia que eu gosto de você?
- Eu sei professor.
- E você sente isso?
- Sim, eu sinto.

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A vida é muito curta. Há pouco ligou uma amiga para contar que um colega de trabalho dela morreu. Aos 38 anos, parece que estava trocando uma lâmpada, caiu da escada e teve traumatismo craniano. No meio da conversa emocionada, concluímos o óbvio: não valemos nada mesmo. Por isso eu gosto de deixar claro que gosto das pessoas. Sempre. Fiz muito isso com o meu pai, por exemplo. Eu me reconforto em lembrar que entre nós não restaram palavras a serem ditas. Certa vez, olhei-o de frente e disse: Pai, eu amo o senhor. Isso tem um significado, óbvio. Mas o melhor era sentir que ele entendia, percebia e acolhia o meu afeto. Como quando chegava em casa e me beijava. Ou ainda quando comprava pastel na feira. Um de queijo, outro de carne, como eu gostava. Talvez eu pudesse desejar um momento a mais com ele. Segurar a mão calejada e ser carregado nos ombros para ver o rodeio na Exposição em Londrina. Ou ainda enfrentar uma fila imensa em frente ao Moringão para ver A Turma do Balão Mágico. Do jeito dele, soube trazer muitos momentos de alegria para a minha vida. Como ajudar a me fantasiar de caipira na festa junina do jardim da infância, e ainda comprar um monte de traque e bombinhas escondido da minha mãe, só para eu me divertir com os amigos. Dias atrás mandei passar a fita de vídeo das bodas de ouro dos meus pais para dvd. Quero perpetuar aquelas imagens, embora não saiba ainda quando vou conseguir, efetivamente, assisti-las. Ele todo tímido na hora de trocar as alianças, com a alegria contida para abrir os presentes. Olhando-nos com consternação na hora das fotos. Será que ele, de alguma forma, estava se despedindo? Tanta coisa já aconteceu depois que ele se foi. E só a saudade continua imensa, forte, concreta.

Tuesday, September 07, 2004

Meu pai preparou toda a festa para comemorar minha aprovação no mestrado. Mas não teve a oportunidade de participar porque passou mal, exatamente no dia 07 de setembro de 2001. Foram horas intermináveis, até que por volta das 9h00 do dia 08, ele morreu.

Três anos depois e eu ainda tenho a impressão de que vou chegar em casa e ele vai perguntar como está a vida, o trabalho, aquelas preocupações de pai. Mais do que nunca, tenho uma certeza absoluta: meu pai apenas se foi. Jamais senti-lo-ei morto. Porque ele vive com toda a intensidade dentro de mim.

O seo João era uma pessoa generosa, justa. Hoje quero lembrar de quando ele nos dizia para não “lograr” ninguém. Achava isso muito feio. “Um homem de bem não pode ser nó cego nunca. Tem que andar na linha”. Os mestres e doutores falam em princípio ético. Ele falava apenas em ser correto.

Sunday, September 05, 2004

“Neste momento, talvez mais que em qualquer outro, sentimos a urgência de viver.
- Não sejas paciente!
À primeira vista, tal conselho parece ir contra uma das qualidades mais valorizadas pela humanidade: a paciência é uma virtude.
No entanto, a impaciência é necessária para remediar a nossa inclinação de deixar tudo para o amanhã.
Sempre esperamos demais para fazermos o que tem que ser feito.
O mundo só nos dá um dia de cada vez sem nenhuma garantia do amanhã.
A vida é curta.
Esperamos demais para dizer as palavras de perdão que devem ser ditas e por de lado os rancores que devem ser expulsos para expressar gratidão, dar ânimo, oferecer consolo.
Esperamos demais para sermos generosos, deixando que a demora diminua a alegria de dar espontaneamente.
Esperamos demais para dar carinho aos nossos pais, amigos e irmãos.
Quem sabe, quão logo não será tarde demais.
Esperamos demais para alargar nossa mente, enriquecer nosso espírito, expandir nossa alma.
Esperamos demais para enunciar as preces que estão esperando atravessar os nossos lábios para demonstrar o amor.
E talvez, não seja mais necessário o amanhã.
Deus também está esperando.
Esperando nós pararmos de esperar.
Esperando começarmos a fazer agora, tudo aquilo para o qual este dia e esta vida nos oferece.
É HORA DE VIVER.”

OBS: Este texto é da novela Mulheres de Areia. Foi dito na cena do casamento entre os personagens do Humberto Martins e Viviane Pasmanter, na última versão, claro. Foi o sermão do padre, interpretado pelo Paulo Gracindo. Achei-o tão simples quanto profundo. Que decupei a fita do capítulo gravado e hoje, revirando no passado, reencontrei-o.

Saturday, September 04, 2004


O tempo passa, e ao contrário de minhas previsões, a dona Alice, minha mãe, se torna uma pessoa cada vez mais engraçada. Ontem, no almoço, ela veio me contar a última façanha. Na aula de hidroginástica, conversa vai, conversa vem, acabou descobrindo que as colegas da turma pagam o mesmo valor que ela, uma senhora de 72 anos de idade, e ainda fazem uma aula por semana a mais. Ela ficou encafifada porque a propaganda diz que a academia cobra menos da “melhor idade”.

Chamou a dona da academia no reservado e perguntou se havia algum problema com ela, a dona Alice, já que ela pagava o mesmo preço e só podia frequentar as aulas duas vezes por semana. Minha mãe fez cálculos e concluiu: estava pagando por quatro aulas a mais sem fazê-las. E exigia reparos.

Diante de tal assertiva, não houve alternativa à dona da academia. E minha mãe estufou o peito. – Pensa que eu sou boba?