- Hoje eu percebi algo diferente.
- O que?
- Você gosta de mim.
- ...
- Gosta de mim de verdade.
- Por que isso agora?
- É mais do que química, empatia, sei lá. É mais forte que isso tudo.
- Você acha que eu ficaria com alguém que eu não gostasse?
- A sua frase quando nos despedimos na última vez, me deixou muito feliz.
- Que frase?
- Para eu não sumir.
- É, você tem dessas coisas. De repente desaparece, não liga, não manda e-mail.
- Você sente falta?
- O que você acha?
- Responde.
- Sinto. Sinto a sua falta.
- A gente podia namorar.
- Pra que dar nome aos bois?
- Porque os bois precisam ser identificados.
- Eu gosto de você.
- Eu si. Eu sinto. Esses encontros assim, no meio da tarde, não são de graça. Sua agenda é apertada, não teria espaço para alguém que não fosse especial.
- É isso tudo. Você gosta de falar.
- Eu gosto das palavras. Não gosto da dúvida. Mas você não precisa dizer mais nada.
- Ufa!
- Eu percebo o seu olhar. É diferente. Tem um misto de ternura e afeto, com muito tesão. Pra que mais do que isso?
- É verdade.
- Eu quero abrir mais espaços na sua agenda. Posso ficar nela para sempre?
Publicado em 15 de agosto de 2004 às 23:46 por joao
eu tb quero.