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This is the archive for August 2004

Monday, August 30, 2004


- Você viu o Zero no filme?
- O Zero Beto, meu amigo?
- Sim, ele mesmo.
- Filme ou propaganda política?
- Filme.
- Que filme?
- Brilho eterno de uma mente sem lembrança.
- O do Jim Carrey?
- Isso mesmo. Mas não é o Jim Carrey. É o Zero.
- Você está brincando?
- Estou nada. O Zero é a cara do Jim Carrey!

O diálogo acima, ou algo parecido com isso, foi travado entre mim e o Rodrigo Grota na última sexta-feira. Fomos ver o filme hoje. Eu, a Thais, a Fabíola e o Carlos. E fomos unânimes. O Zero lembra mesmo o Jim Carrey. Principalmente neste filme, talvez por conta do cabelo. E agora José?

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Está decidido. A maior concentração de jaguaras londrinenses se reúne no Shopping Royal Plaza. Ali, feios de todas as espécies, credos, raça e opção sexual se encontram. É um deus me livre!

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Quer dizer que o maratonista brasileiro encontra um louco no meio do caminho? Pena não haver uma mãe torcedora enlouquecida naquele trajeto para esquentar a bunda do safado no fio de ferro.

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Sou contra a violência. Mas que um determinado sujeito bem que merecia levar umas bolachas no Bar Brasil, ah, isso merecia sim.

Thursday, August 26, 2004

O homem fica ainda mais brega, se:

resultado


Companheiras e companheiros. O assunto bombou. Exceto pelo dia do meu aniversário, hoje bati recorde de visitação. Portanto, o assunto é sério mesmo.

Wednesday, August 25, 2004

Um homem brega é aquele que:

resultado

Este post, na verdade, deveria pertencer àquela série sobre a felicidade. Mas vai ficar para amanhã.

Hoje eu quero falar na sabedoria do tempo. Na sincronia das situações. Ainda bem que as experiências de cada um ocorrem de maneira e em tempos diferentes. Ainda estou muito chateado pelas péssimas notícias do JL. Por outro lado, vivo um momento de absoluta plenitude. E isso é bom porque eu posso oferecer ajuda aos amigos. Já pensou que droga seria se todos ficassem mal ao mesmo tempo? Quem nos daria apoio, conforto?

Sentir ninguém pode sentir igual. Mas dá para colocar-se ao lado, apenas para lembrar que os amigos podem contar com a gente.

Desde ontem passei a admirar a ginasta Daiane dos Santos. Aceitar a derrota é um ato de nobreza. Enquanto o mundo esperava por lamentos e explicações esfarrapadas, a atleta foi lacônica: eu errei. Foi só isso. Errei e não podia errar.

Esta resignação ajuda a superar a dor. Faz-nos mais humanos. Tira-nos da prisão do mundo idealizado.

Monday, August 23, 2004


Se a gente pudesse prever... A segunda-feira, 23 de agosto, amanheceu cinza. Esquentou durante a tarde. Eu estava a caminho da TV Mix e pensei: preciso ligar para a Janaína. Queria dizer-lhe que comprara o JL de domingo passado e fiquei muito orgulhoso de ser amigo dela. Principalmente por ler a matéria excelente que ela fez sobre orkut. Mal cheguei à redação, toca o celular era ela com a péssima notícia sobre o Jornal de Londrina, onde trabalhei por bons e felizes dois anos e meio.

Nesta turma, há um outro amigo por quem tenho o maior apreço, o Devaldo Gilini. Ele me indicou quando fui contratado e me deu uma das maiores lições que tive na vida.

Eu lamento profundamente.

Sunday, August 22, 2004

O mundo parecia desabar sob Londrina. Energia cortada, árvores caídas na Concha Acústica, carros amassados pelos galhos. Alguém bate à porta de maneira firme e insistente. Era a dona Gilka, vizinha do primeiro apartamento onde morei quando me mudei para Londrina, em 1991. A gente ainda não se conhecia, mas ela se apresentou ali mesmo e pediu se podia ficar conosco (naquela época eu dividia o espaço com a Luciane Tonon) pois estava sozinha e com medo. Começou ali uma amizade que dura até hoje. Ela é uma mulher fantástica, super animada, vivaz do alto dos seus mais de 80 anos. Literalmente eu a convidava para todas as minhas festas de aniversário. Da mesma forma, ela nunca compareceu a nenhuma delas. Até que neste ano não a chamei para comemorarmos. Semana passada, encontrei-a na rua, por acaso. Nem me cumprimentou direito e reclamou: - Você não me convidou para a sua festa!

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Leonardo é o filho mais novo do Almeida, um dos meus irmãos (ele se chama Elizeu, mas o mundo se refere a ele pelo sobrenome). O garoto tem 13 anos e uma vocação descarada pela literatura. Desde muito pequeno, sempre pediu livros como presente nas mais variadas datas. Agora ele resolveu extrapolar. Escreveu quatro estórias, diagramou do jeito que bem quis, imprimiu e mandou encadernar a obra. Não contente, fez uma tarde de autógrafos para lançamento. Colocou o livro num pedestal, ao lado de outros troféus que já ganhou, comprou salgados e refrigerantes e recebeu os amigos de escola para o convescote. A família, óbvio, está toda prosa.

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Mundo Animal é o nome do pet shop que fica a poucos metros da casa de minha mãe, em Rolândia. Sucedeu que ela ligou lá, pedindo que alguém fosse buscar o Pingo, o cachorro mais feio do mundo, mas que garante segurança à velha senhora. Era preciso dar banho e tosar o cão. Batem à porta, era o funcionário do lugar. O rapazote tentou, tentou, tentou, mas não conseguiu pegar o animal. Pingo é realmente bravo, embora de médio porte. Minha mãe e a Rose, que trabalha em casa, ficaram indignadas.
- Onde já se viu um “cavalão” desse tamanho ter medo de uma coisinha como o Pingo, indignou-se a Dona Alice.
- Ninguém pode com o Pingo mesmo, divertiu-se Rose.

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Fiquei incomodado na quinta-feira. Passei por uma situação que não gostei, mas não reagi na hora. Como optei pela cara de paisagem, fiquei surdo de um ouvido. Eu tenho essa mania. Quando engulo sapos que não devo, devolvo-o em forma de dor no próprio corpo. O ouvido esquerdo está inflamado e eu com a sensação de que posso explodir a qualquer momento. A terapeuta foi taxativa: - Você não quer ouvir certas coisas.

"Uma das lições que aprendi com a maturidade profissional foi não me deixar paralisar pela angústia que o contato com a dor do outro provoca. Para ajudar quem está amedrontado pela possibilidade de perder algo tão valioso como a própria vida, o pior interlocutor que pode existir é alguém condoído a ponto de entrar em pânico. (...) O choro é uma reação exclusiva do cérebro humano, fundamental para descarregar tensões emocionais, acalmar e trazer sabedoria ao espírito para aceitar a realidade”. Drauzio Varela, em Por um fio.

Thursday, August 19, 2004

Eu queria muito ver o documentário. Amigos paulistanos haviam recomendado, tem importância “social”, faz pensar. Cheguei ao cúmulo de achar que o mundo quisesse assistir à obra, de modo que tentei até reservar ingressos antecipadamente. Havia muitos, sim. Mas não precisava nenhuma sangria desatada.

O Presente mostra um grupo de homossexuais que está a fim de “possuir” o vírus da aids. Não, você não leu errado. Para obter o tal “mimo”, organizam festas onde todos transam sem camisinha. Com uma hora de duração, o documentário relata alguns exemplos.

Não nego o caráter “pedagógico” da obra. Mas me deu uma vontade danada de encontrar esses caras e dizer algumas verdades a eles. A “desculpa”, na minha leitura, obviamente, para contrair o vírus é fazer parte da turma. Lembra aquele lance do amigo que começa a fumar e todo mundo embarca na onda para não ser discriminado. É isso. Porém, a brincadeira aqui é com algo, por enquanto mais “definitivo”, no que tange a dar cabo da própria vida.

O filme mostra um cara “ansioso” para participar das festas. Desejo realizado, o organizador “testemunha” que no final, ele tenha recebido umas 40, 50 gozadas dentro de si. Provavelmente conseguiu o objetivo.

Moralismo não cabe aqui. O que me impressionou é falta de amor próprio que os personagens demonstraram. É muito simples. Tenho uma diferença qualquer com o mundo e preciso evitar esse sofrimento. Não dá para encarar e conviver com a adversidade. Há muitos caminhos para essa fuga: bebida, droga, excesso de trabalho, depressão. Para os grupos mostrados no filme, o vírus da aids. A mensagem, para mim, foi: “eu não me suporto como sou. Preciso de uma referência externa para existir. Neste momento, preciso ter aids”.

Por essas e outras razões que eu defendo a psicanálise como serviço essencial de saúde, disponível em todas as unidades básicas. O tempo atual sempre dá mostras que não se pode mais ter angústia, conviver com o não. Não se pode mais sofrer. Tudo é imediato, tudo é fugaz, tudo é para agora. E se não pode ser do jeito idealizado, a solução é acabar com o problema, ainda que este “problema” seja a própria vida. Se não venço, mato, tiro a vida daquilo que me oprime. E assim perpetuo a ilusão de que o pum do outro é sempre mais fétido que o meu.

Tuesday, August 17, 2004


Hoje começou o horário eleitoral gratuito. E tive o prazer de ver parte da propaganda dos vereadores. Veja que singelo:

“Se nas últimas eleições você se arrependeu, vote Joel Tadeu!”

Fiquei confuso e dividido entre o Kiko Já e o Lidmar Já.

Mas o que encheu a minha alma de esperança, foi a proposta do vereador Ormísio. Ele quer criar a secretaria de segurança pública de Londrina.
Planejo escrever um post sobre o documentário O Presente, que assisti sábado no Mix Brasil Londrina. Mas não será hoje, que estou com sono e cansado, além do fato de que amanhã terei que acordar cedo para editar um programa inteirinho.

Senti uma tristeza muito grande hoje, ao me dar conta que na segunda-feira que vem, será exibido o último episódio de Sex and the City. Como rir e se emocionar depois de Carrie, Samantha, Charlotte e Miranda? A única esperança é que eu comprarei todos os dvds da série. Só isso me consola.

Descobrir as nuances do mundo das colunas sociais é um desafio que me estimula recentemente. Tenho percebido, inclusive, que meu vocabulário de elogios é restrito. Qual o significado disso?

Escrevi hoje o primeiro texto publicitário da minha carreira jornalística com especialização em marketing e propaganda. Eu achei uma bosta. Mas quem o pediu, gostou. Por que insistimos em ser tão implacáveis conosco mesmos?

Propus que alguns alunos se dispusessem a participar do jornal laboratório como voluntários. Muitos aceitaram, para meu espanto e felicidade.


"A vida não tem sentido nenhum; nós é que insistimos diariamente em atribuir um significado a ela”. Drauzio Varela, em Por um fio.

Sunday, August 15, 2004


- Hoje eu percebi algo diferente.
- O que?
- Você gosta de mim.
- ...
- Gosta de mim de verdade.
- Por que isso agora?
- É mais do que química, empatia, sei lá. É mais forte que isso tudo.
- Você acha que eu ficaria com alguém que eu não gostasse?
- A sua frase quando nos despedimos na última vez, me deixou muito feliz.
- Que frase?
- Para eu não sumir.
- É, você tem dessas coisas. De repente desaparece, não liga, não manda e-mail.
- Você sente falta?
- O que você acha?
- Responde.
- Sinto. Sinto a sua falta.
- A gente podia namorar.
- Pra que dar nome aos bois?
- Porque os bois precisam ser identificados.
- Eu gosto de você.
- Eu si. Eu sinto. Esses encontros assim, no meio da tarde, não são de graça. Sua agenda é apertada, não teria espaço para alguém que não fosse especial.
- É isso tudo. Você gosta de falar.
- Eu gosto das palavras. Não gosto da dúvida. Mas você não precisa dizer mais nada.
- Ufa!
- Eu percebo o seu olhar. É diferente. Tem um misto de ternura e afeto, com muito tesão. Pra que mais do que isso?
- É verdade.
- Eu quero abrir mais espaços na sua agenda. Posso ficar nela para sempre?

Thursday, August 12, 2004


Li no jornal que a estréia da Preta Gil na Bandeirantes fora um sucesso. Ibope bombando, gravei o programa pra conferir. Cá entre nós, achei muito ruim.

Os conceitos mudam, eu sei. Mas a filha do ministro da Cultura posa de irreverente, debochada etc. e tal. As atitudes dela, para mim, são fakes. É isso. Tanto que de gordinha desencanada, a apresentadora virou a casaca e tratou de fazer regime e ficar mais em forma.

Depois de ver o programa, fiquei indagando, afinal, o que é ser irreverente? É dizer para todo mundo que já transou com alguém do mesmo sexo? Que já fez sexo grupal? É perguntar para o Caetano Veloso o que ele diria se encontrasse o presidente dos Estados Unidos?

Se as respostas forem sim, eu, a Susan, a Paula, a Patty, o Guilherme e a Thais estamos com tudo e não estamos prosa. Ontem ficamos na porta da Noite Latina e fizemos entrevistas pra lá de originais. E não tivemos pudor algum de debochar das respostas idiotas. A gente pode fazer um programa de televisão?

O Beto já sugeriu montar um projeto. A idéia era colocar a gente assistindo tevê e comentando cena por cena. Ele, inclusive, tem o hábito de fazer aquela rima nojenta da infância (o cidadão fala algo, ele rima com “ranquei caldo”, por exemplo), que no ápice da criatividade, rimos muito de toda a palhaçada. Teríamos público?

Mas voltamos à Preta Gil. Irreverência para a produção do programa é falar de sexo. Daí convidaram a Tati Quebra Barraco. A cantora de hip hop se apresenta como feia e gorda, mas que está na moda. Deboche puro, muita sacanagem no palavreado. Daí entra a Luciana Mello. A Preta abre a tal da caixa e tasca: você faria sexo grupal? A filha do Jair Rodrigues foi lacônica: não falo sobre sexo. Pronto, brochou o programa inteiro. Depois de dublar uma música, Luciana foi pra cozinha fazer chá. Isso mesmo. Fazer chá.

Pra acabar com minha simpatia pelo Caixa Preta, a apresentadora tem um porteiro que anuncia alguns convidados – uia, uia, uia, muito criativo! Adivinhe como é o nome singelo do tal? Se você pensou, E-D-N-I-L-S-O- N, acertou na mosca. Exatamente do jeito que a maioria das pessoas me chama e eu detesto. Dá pra ser feliz?

Sim, dá. Sabe por que? Porque esta segunda edição foi um fracasso no Ibope. É fácil enganar algumas pessoas durante algum tempo. Mas é impossível enganar muita gente, durante muito tempo.


Sunday, August 08, 2004


Eu sei que é uma grande bobagem, mas hoje pensei que os dias poderiam continuar assim. Um friozinho gostoso, os bons amigos por perto, a mãe fazendo aquele macarrão delicioso, o abraço afetuoso e terno das minhas sobrinhas netas. Para começar a madrugada, sexo de boa qualidade. Para terminar o domingo, mais sexo de excelente desempenho. Bem, a vida é mesmo muito, muito bela.

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Tenho descontruído a imagem ideal de quase tudo que me cerca. E, por incrível que pareça, perceber a realidade, com seu relativismo indiscutível – sem nada que se apresente de maneira totalitária – dá um conforto emocional do tamanho do universo. É bom amadurecer.

&

Estou com uma vontade imensa de abraçar o mundo. E você, em especial.

&

“Pois se é assim, e há de ver-se desvanecida entre sombras, a grandeza e o poder. Saibamos aproveitar este pouco que nos toca, pois só se goza na vida, o que entre sonhos se goza”.

Segismundo, em A vida é sonho, de Pedro Calderón de la Barca

Friday, August 06, 2004

Aos que ainda não sabem, Adélia Prado está entre os escritores brasileiros que aprecio. Em junho de 1997, o amigo Beto deu-me um presente precioso: o livro Poesia Reunida, cujo título explica tudo. Volta e meia, ele, o livro, volta à cabeceira da minha cama. Este é um dos meus preferidos:

Objeto de amor

De tal ordem é e tão precioso
o que devo dizer-lhes
que não posso guardá-lo
sem que me oprima a sensação de um roubo:
cu é lindo!
Fazei o que puderdes com está dádiva.
Quanto a mim, dou graças
pelo que agora sei
e, mais que perdôo, eu amo.


PS: Este poema faz parte do livro O Pelicano.

Tuesday, August 03, 2004

Fazia tempo que eu não trabalhava tanto. Isso me assusta um pouco porque já estou recusando sexo, o que só aumenta a minha preocupação.

Por outro lado, gosto da idéia, por enquanto, de ter que espremer os segundos na agenda para dar conta de tudo. Inclusive voltar a postar aqui. Aliás, uma pausa. Vocês que me visitam, será que poderiam ao menos deixar um “oi”, ou um “belê?”, quem sabe um “firme?”

Sabe o que é? Estou um tiquinho de nada carente. E sinto uma alegria imensa quando entro aqui e tem alguém me dizendo algo.

Hoje, na hora do almoço, descobri algo novo em mim. Eu detesto mulheres obesas que decidem fazer dieta na fila do self service. O problema é que a gente tem pressa, e a pele de pêssego fica indecisa diante da salada verde ou da maionese. Como sou uma pessoa gentil e educada, não me rogo o direito de passar na frente dela. Mas me dá um enjôo ficar ouvindo aquele lenga-lenga da tal com amiga, geralmente também acima do peso.

Também concluí algo que já imaginava. Realmente eu tenho preconceito contra gente burra. Sabe aquela pessoa que você fala e ela não acompanha o que você está dizendo? Não tem raciocínio lógico? Não faz analogia, não deduz nada? Tudo precisa ser explicado e detalhado nos mínimos detalhes. Pois é.

Ontem uma aluna me flagrou cochilando na sala dos professores. Eu estava mesmo muito cansado. E basta ficar quieto, em silêncio, que eu cochilo. No cinema, na aula de inglês. Onde eu estiver.

Eu constatei as duas razões para me afastar das pessoas: indiferença e falta de caráter.

Toca o telefone e era o Beto. Ele precisava de algo que só os amigos verdadeiros podem fazer um pelo outro. Deu uma alegria. Uma coisa que veio de dentro mesmo. Eu realmente fico muito, muito, muito feliz, quando posso fazer algo pelos amigos.

Lecionar tem sido bem agradável nesses dias de tantas ocupações. E uma Rita Lee, inspiradíssima, me embala pelas ruas de Londrina, cantando Cry me a river. Seria algo como, chorando em bicas?

Um beijo e um abraço bem apertado.

Sunday, August 01, 2004

Saiu hoje na coluna Zapping, do jornal Agora, que circula em São Paulo:

“Shows de Belo causam briga entre empresários

Um show de Belo custa R$ 30 mil. Ele leva R$ 10 mil e o restante é dividido entre seus empresários. Mas tem muita gente querendo cuidar de sua carreira. Cada um dá um preço diferente para as casas de shows, sem falar que parte da grana não tem ido parar na mão de quem deveria.”

Será que o Beto vai perder essa, também da coluna Zapping?

“Brava
Zuca (Vanessa Giácomo) começa a revelar seu lado violento em ”Cabocla“, da Globo. Ela jogará uma tigela de feijão quente em um rapaz que lhe dá uma cantada.”

E não é que a vida é mesmo bela? Ainda na Zapping...

“Cinco em um
Orival Pessini, o Fofão, viverá cinco personagens na ”Vila Maluca“, seriado infantil que deve estrear em setembro na Rede TV!. Ele aparecerá com máscaras diferentes.”

Onde eu vou arrumar tempo pra matar saudades do meu ídolo da infância?

Eu não disse? Veja o resumo do capítulo do próximo sábado da novela das sete:

“Bárbara finge estar horrorizada com a descoberta de que o seu (o dela, não o seu) marido é o assassino de Afonso. Eduardo, Beki e Verinha fogem da casa. Tony é preso e condenado. Paco é libertado. Germana, Edilásia e Preta esperam paco. Ele dá a mão a Bárbara e diz que eles estão juntos. Preta se transfigura de dor.”
Será que eu posso perder este capítulo?