Vem cá. Gostaria de iniciar uma discussão em nível de presente.
Tem alguém aí que gosta efetivamente da novela Da cor do pecado?
A trama está bombando na audiência. Os grupos de discussão que foram montados para analisar o enredo acharam muito simpático o lance da protagonista negra. A velha disputa entre o bem e o mal parece mesmo conquistar o telespectador. Mas vamos falar uma verdade bem falada: como folhetim, é uma droga.
A Giovana Antonelli é a caricatura em pessoa. A cena do embate com o Lima Duarte, destruindo a casa para que ela tivesse certeza de que o “castelo” tão sonhado estava desmoronando é digna de enredo de redação de oitava série. Pareceu uma cena de uma novela da Record, cujo nome não lembro, quando alguém bate e o ator Sérgio Brito, muito, muito, muito, mas muito assustado, fala: “Se não for a morte, pode entrar.”
O filho dela, o Otávio, é a representação máxima dos jograis do jardim da infância. A Moa, o tal do Sal, aquele Tony e seus capangas, francamente.
Às vezes, me lembro dos desenhos do Batman. A capacidade de raciocínio e dedução lógica para descobrir as falcatruas dos vilões são risíveis. Numa milésima fração de segundo, Reynaldo Apolo Paco Gabriela, faz cara de vidro de palmito hermético e dispara: - Foi a Bárbara. Ela conseguiu. Ela conseguiu tudo que queria.
E aquela família Sardinha, com a mais estúpida de todas as mães, tratando os filhos como completos debilóides – que na verdade são mesmo, fato mais que comprovado na tosca e sub-medíocre – notem bem, sub-medíocre – interpretação de todos os atores?
Como falar algo de Mateus Natchergale e Vanessa Gerbeli? Do nada, do aquém e do além do Maranhão, eles surgem na trama fugindo de um barbudo, suposto marido da bonitona. Ocorre que faz um mês e meio que estou acompanhado o entrevero. Todo dia, mas todo dia de verdade, é a mesma coisa.
E o trio Ney Latorraca, Maitê Proença e Graziela Moreto? Sem comentários.
Existe algo efetivamente de bom nesta novela?
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Vamos, pensem bem...
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E então?
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Mas mudando de novela e não de assunto, Senhora do Destino deu aquele salto no tempo. Foi tão grande, mas tão grande o tal do pulo, que o autor precisou dar entrevista coletiva para explicar em que época afinal eles estão. Ele afirmou que era por volta de 1993. Primeiro foi a gafe do diretor da novela, Wolf Maia, aparecer com o celular super moderno para a época em que o telefone móvel tinha o tamanho dos tijolos. Aguinaldo Silva explicou que o personagem é rico e importou o aparelho dos EUA, como ele próprio, o autor, o fez naquela época. Ah, tá. Agora eu entendi.
Ocorre que hoje perdi alguns minutos preciosos vendo a novela. E não é que a Leandra Leal tem um puta d’um piercing na sobrancelha? Caraca... Eu sou louco, vivi todos esses anos num outro planeta, ou será que a moda dos piercings para adolescentes é algo agora, deste começo de novo século cheio de esperança e crença de que, sim, a vida é realmente muito bela?
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Agora que você conseguiu chegar até aqui, que tal desligar esse computador e ir carpir uma data, encher uma laje, assistir ao debate dos candidatos a prefeito mediado pela Adriana Wagner ou, quem sabe, preparar aula de história do jornalismo para os alunos da Unopar e outra aula de história da comunicação para os pupilos da Metropolitana?
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O que? Você tem um sexo selvagem para daqui a pouco? E está perdendo aqui por quê?
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Só mais um minutinho...
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Sabe que música eu estou ouvindo agora? Let it go, do Prince. Na sequência, o darling da música americana põe uma mulher dando uma puta de uma gozada. É de arrepiar. Coisa para deixar o Chico Líder enlouquecido... O título é de uma obviedade atroz: Orgasm. Ela geme, ele diz “Come on”... mais alguns gemidos e ele... “Don't be shy...” Ali ela fica louca... Será que ele está chupando a vagina dela? Meu, como ela grita. E ele só no “Come on... keep going”. Daí ela diz “Oh, yes.” Geme mais um montão e acaba tudo. Será que teve um pum e eu não escutei?
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Não, eu não esqueci. O nome do cd é Come, lançado em 1993, quando ele ainda não havia trocado o nome de si mesmo por aquele símbolo.
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Mas agora que estou quase terminando de escrever, fiz um link. 1993 não é a época de Senhora do Destino? Acho que Orgasm poderia ser tema da Nalva, a desmilinguida que é casada com o pamonha e se masturba pensando no Viriato. Alguém consegue gozar de verdade transando com um homem que se chama Viriato?
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Bem, se o Viriato for o Marcelo Antony...Calma Angélica!
Publicado em 31 de julho de 2004 às 23:18 por joao