- Oi, tudo bem?
- Ahn?!
- Tudo bem? Eu sou o Edenilson, muito prazer!
- Como assim?
- Eu sou o Edenilson. Você não me conhece, mas eu conheço você.
- De onde saiu essa pessoa? (perguntando ao Edgar Moura Brasil)
- Eu sou o Edenilson e você é o Gilberto Braga e ele o Edgar Moura Brasil, seu companheiro. Eu li na Caras. Ele até fez uma ponta na novela na inauguração do Sobradinho, ou num dos shows da casa, não tenho certeza.
- Eu não acredito nisso...
- Não tem problema. É que eu sempre tive certeza que este momento aconteceria.
- Quem é você?
- Eu sou o Edenilson. Sou jornalista, professor universitário e fiz teatro durante vários anos.
- E daí?
- Bom, e daí que eu sou o protagonista da sua próxima novela.
- Você está louco?
- Claro que não. Olhe bem pra mim. Você não acha que eu tenho o maior perfil de ser o vilão da sua próxima novela?
- O que é isso? Eu acabei de escrever Celebridade agora. Nem estou pensando na próxima.
- Mas vai ter que pensar. Eu sei que seu contrato vai até 2008 e você terá que escrever uma minissérie e uma novela. Minissérie eu não quero não. Mas novela eu topo.
- Decididamente isso nunca me ocorreu.
- O que? Me contratar?
- Claro, eu nem sei quem é você.
- Você não está entendendo. Eu sou o Edenilson, já disse. É que eu sempre tive certeza absoluta que um dia você me conheceria assim, de maneira casual, e veria em mim a pessoa perfeita para protagonizar uma novela assim. E eu já ouvi tanta história de gente famosa que foi descoberta assim, por acaso.
- Olha, não vou perder tempo com você.
- Claro, agora nem precisa. Mas me dê o número do seu telefone pra gente ir se falando.
- Você é louco.
- Claro que não. E não adianta mentir, o.k.? Passe o número que eu vou checar agora se ele é mesmo seu.
- Eu vou chamar o segurança.
- Deixe disso. Você é muito fino para se envolver com este tipo de gente. Apenas passe o telefone que a gente vai se falando. Assim que o perfil do personagem estiver delineado, você me avisa para eu ir me preparando. Igual a Cláudia Abreu vai fazer para a próxima novela da Glória Perez.
- Você não existe, isso é uma loucura.
- Como não existo? Estou aqui na sua frente. Você nunca imaginou que encontraria alguém tão perfeito para o papel, certo?
- Francamente...
- Por falar em francamente, que final tosco a revelação da morte do Lineu. Eu esperava mais de você. Imagine, tudo ficou nas costas da Laura? Você deveria ter escolhido outro assassino, como fez em Vale Tudo, n’A Força de um Desejo e em Labirinto. A Laura foi óbvia demais.
- O público gostou, deu pico de audiência.
- Claro que deu. Mas você poderia ter surpreendido. Mas isso não vem ao caso. Passe o telefone, vamos! Eu sei que vocês estão com pressa.
PS: Indo ao cinema em São Paulo, no Shopping Frei Caneca, encontrei o Gilberto Braga na fila. Qual a pergunta que você deve fazer neste momento Beto?
PS 2: Quando retornei à Londrina e li os jornais da semana, soube que o Gilberto e o Edgar foram assaltados quando chegaram à São Paulo. Levaram o Rolex de um deles. Daí eu entendi a cara de enfado dos dois naquela tarde.
PS 3: Eu sempre tive certeza absoluta que um dia eu me encontraria com o Gilberto Braga, assim como acredito piamente que terei contato direto com a Malu Mader e a Vera Fischer.
Publicado em 16 de julho de 2004 às 11:08 por joao