Para os que não me conhecem muito bem, confesso o segredo mais íntimo: a coisa que eu mais gosto de fazer no mundo é sexo. Sou do tipo que acha que até mesmo o sexo ruim é bom. Como as férias.
O meu primeiro contato com um corpo alheio foi aos 14 anos. Depois ocorreram algumas “bobiças”. Antes também. Eu tinha seis anos quando beijei minha prima, a Rosivânia (isso mesmo, companheiros). Outra vez levei uma surra junto com um dos meus sobrinhos. É que nós levamos a Juliana pro banheiro e ficamos mexendo na pombinha dela. Com as mãos. Devo tratar dessa predileção por relações triangulares na terapia?
Numa brincadeira dançante no salão da Escola Presidente Kennedy, eu beijei a Telma. Aliás, Telmona, devido à protuberância da tal. Putz, que confusão. Antes da Telma eu fui beijado pela Roselaine, vizinha de casa que minha mãe e irmãs insistiam dizer que era biscate. Não. Biscatinha. Nas brincadeiras, beijei também a Silvana e um monte de outras meninas que eu não lembro mais o nome.
A Gisele merece um parágrafo especial. Aquilo foi paixonite aguda. Romance de sala de aula. O máximo que fizemos foi assistir ao filme Bete Balanço, em 1984. Precisei voltar ao cinema sozinho pra ver, de verdade, a obra. Na primeira tentativa, ficamos nos beijando o filme inteiro. Tá bom. Peguei nos peitos dela. De muito leve. Mas peguei. E num dos aniversários dela, dei-lhe um pôster do Menudo. Ela adorou.
O fato real é que eu penso muito em sexo. A primeira transa de verdade foi só aos 19 anos. Uma pessoa mais velha, tipo 33, 34 anos, morava só. Achei até que reprovaria no segundo período de jornalismo. Era sexo duas vezes, no mínimo, por dia. Excelente, excelente. Mas durou um mês e só.
Hoje eu ando na rua e penso em sexo. Na aula de body attack de hoje, por exemplo, fiquei de pau duro. Gosto de ficar vendo partes dos corpos. Não gosto de nada explícito. Minha imaginação corre solta.
Na natação, eu penso muito em sexo. Na verdade, faço justiça com as próprias mãos no banheiro, várias vezes. Sem nenhuma culpa. É que me excita muito ficar olhando aqueles corpos por debaixo d’água. Mexe daqui, mexe dali, caraca. Não tem jeito.
Eu penso em sexo quando vejo pessoas andando de motocicleta. Olho a bunda bem espalhada no banco, as coxas, o tornozelo. Gosto de tornozelos.
Sempre que fico numa fila de banco, eu procuro um alvo. E trepo com ele ali mesmo. Minha mente é fértil.
Por questões éticas, eu evito pensar em sexo nas faculdades onde dou aula. Admito que quase nunca consigo.
Ok. Eu penso em sexo em velórios também.
Já transei com gente engessada. E senti muito prazer todas as vezes que transei com alguém que estivesse com algum tipo de dor. Certa vez, uma transa estava com torcicolo. Foi debaixo do chuveiro. Aquela excitação toda e a figura não podia mexer a cabeça. Gozou duramente... hehehehehe
Não é linda a música de abertura de Senhora do Destino? “Mande notícias do mundo de lá...”
Publicado em 29 de junho de 2004 às 23:50 por joao