TÊMPERA, o blog do João Bernardo

A nobreza de aceitar o não

Dois capítulos desta semana na novela Celebridade me chamaram a atenção. Na segunda, Tânia termina a relação com Fernando. Ontem, Sandra decide encerrar a conversa com Paulo César.

Tânia percebeu que as mãos de Fernando tremem sempre que ele encontra com Maria Clara. E chorou por não provocar tal sensação no homem amado. Desejou pra si este sentimento tão forte, arrebatador, que todo mundo sonha encontrar, mas que nem todos têm o privilégio de vivenciá-lo. Talvez nunca terão. Sim, é fato. Algumas pessoas simplesmente não se apaixonam, não são apaixonantes, nem apaixonáveis.

Penso que existe algo de nobre no ato de aceitar o não. Você planeja a própria vida para que as coisas dêem certo. Seja o que for. Quando a carreira profissional sofre um tropeço, vá lá. Faz parte. Talvez a solução seja procurar uma especialização, aprimorar-se aqui e ali. Outras oportunidades virão.

Mas quando o objeto do desejo é personificado em alguém, a coisa muda de figura. Como o outro tem a coragem de não me desejar? Saberá ele o que está perdendo? Talvez saiba e não queira. É dolorido, mas é simples assim. E praticamente nada é capaz de mudar isso. Não pense que uma viagem pelas Ilhas Gregas pode fazê-lo se apaixonar. A questão é apenas uma: você não conseguiu sintonia, não deu liga. Não precisa se matar, nem achar que não haverá mais amor no mundo, que deseja morrer. Tudo isso é tolice.

Se o amor tão esperado não lhe encontrou na mesma proporção, bola pra frente. E mais. Há quem diga que o verdadeiro amor é livre. Portanto, é preciso dar asas àquele que talvez lhe pudesse levar às alturas. Olhá-lo com a mesma admiração e respeito que foram capazes de despertar-lhe os mais nobres sentimentos. Sim, porque o amor tem disso. Ela acalma, sossega, aquieta. Penso que a Tânia fez bem em olhar nos olhos do Fernando e dizer-lhe: - Vá embora. A gente vai ser bons amigos.

A vida é feita de sonho e frustração. Saber lidar com cada um deles no devido tempo e lugar é sinal de maturidade, de evolução espiritual. Não dá pra agir como o Paulo César. Contrariado, pegou a primeira menina que apareceu e levou-a pra mesma cama onde dormia com o suposto amor. Amor respeita. O amor faz café nas manhãs frias. O amor aquece os pés nas madrugadas de inverno. O amor é um vestido que nos cobre de honra, de alegria. Principalmente de paz.

Publicado em 10 de junho de 2004 às 19:23 por joao

Comentários

    • Hei. Assino em baixo...Liberdade e um pouco de bom censo não faz mal a ninguém.

      BEIJO, ABRAÇOS E BEJOS!!!
    • por Thaís Souza
    • 12.Jun.2004 às 17:08 - Permalink - Reportar
    Thaís Souza
    • Corrigindo. BEIJOS!!!
    • por Thaís Souza
    • 12.Jun.2004 às 17:09 - Permalink - Reportar
    Thaís Souza
    • Corrigindo. Ei!
      Corrigindo. Bom SENSO!!!
      Corrigindo. Liberdade e um pouco de bom senso não FAZEM mal a ninguém.
    • por Pasquale
    • 13.Jun.2004 às 01:20 - Permalink - Reportar
    Pasquale
    • Obrigada Pasquale! Estou realmente precisando prestar mais atenção ao escrever e utilizar as palavras no mundo eletrônico.
      Obrigada por corrigir o meu EI. Bom SENSO e FAZEM MAL. Serei eternamente grata por essa correção.

      Embora não te conheça, lhe mando um grande abraço e uma semana cheia de surpresas boas.
    • por Thaís Souza
    • 13.Jun.2004 às 12:43 - Permalink - Reportar
    Thaís Souza
    • Gostaria de saber se é certo eu falar obrigado ou abrigada, porque sempre pensei que “obrigada” estivese errado.
    • por Glauber Sanches
    • 05.Jul.2006 às 09:56 - Permalink - Reportar
    Glauber Sanches
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