No último sábado fui assistir “Diários de Motocicleta”. O filme me colocou em pleno êxtase. Por tudo que a película representa e mais ainda pelo que provocou em mim. Saí da sala e liguei pro Beto. Precisava falar com ele. Hoje fui ver o filme novamente, acompanhado de um grande amigo, Apoloni. De novo as mesmas sensações.
A principal delas é que a gente deve acreditar sempre no homem. Se por um lado há os bandidos de sempre, de outro há gente muito boa, disposta a entregas, crentes de que tudo pode ser melhor, provam a solidariedade com a força da alma. Essas pessoas fazem toda a diferença.
Felizmente, alguns privilegiados têm a oportunidade de cruzar com elas uma, duas, três vezes. Sempre que penso nisso, agradeço à vida. E principalmente pelos presentes que ela sempre me oferece, sem nunca pedir nada em troca. É assim com o Beto. Com a Raquel. Com o Carlos, a Janaína. Foi assim com o Adilson. A Renata. A Christiane. Será assim com muitos outros que virão. Foi assim com muitos que passaram.
Quando as conversas com amigos evoluem para além do trivial, percebe-se que ficamos perdidos em vários momentos. Talvez porque negamos sempre o melhor que a vida nos dá aqui e agora. Talvez porque imaginamos que há algo melhor nos esperando. Enquanto isso, deixamos de aceitar a dádiva. Sim, a dádiva.
Até quando vamos esperar para valorizar a comunhão? Até quando deixaremos para depois o inevitável? Sim. Porque algum dia, em algum lugar, haveremos de nos encontrar conosco. E só dependerá de nós, fazer desta a mais amarga de nossas horas. Ou nosso momento maior.
Ed, é preciso aceitar as pessoas. A felicidade vem, mas sabe ela esta muito feia para mim. A felicidade vem, mas está muito baixinha. A felicidade vem, mas está fora do peso. A felicidade está aqui, agora, na minha frente mas... Eu estou com meus olhos ocupados com a minha idealização de felicidade.
Tenha uma boa Sexta-feira
Te adoro...
BEIJÓCAS