Ontem eu tomei uma atitude. Peguei o carro e fui almoçar, acompanhado, em Maringá.
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- Professor, pelo que estou vendo, o senhor está feliz.
- Sim, estou.
- Eu também estou muito feliz.
- Pode ser. Mas não tão feliz igual a mim.
- Olha que eu estou muito feliz.
- Mas garanto que precisa muito para ser mais do que eu.
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- Professor, o que aconteceu?
- Nada, por quê?
- Porque o senhor está engraçado.
- E isso é bom ou é ruim?
- Não sei. Mas vou rezar pro senhor continuar assim.
- Isso, reze mesmo.
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Na ida para Maringá, consegui um recorde. O velocímetro do carro atingiu a marca de 160 quilômetros por hora. Lembrei rápido que se tratava de um Gol 1.000. Melhor não facilitar.
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Cruzamento de Sarandi, rotatória com vários semáforos. Ana Carolina e seo Jorge animados cantam “O beat da beata”. Eu danço ao volante. Duas moças no carro ao lado riem. Abaixo o vidro e aviso. – Estou feliz.
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Já em Londrina, natação. O novo professor, o Sérgio, atiçou a minha fúria. Propôs que eu nadasse sem intervalo durante os 45 minutos. E desafiou:
- Quem nada bem tem feito 1.900, 2.000 metros.
- O.k.
Quarenta e cinco minutos depois, a minha marca: 2.120 metros.
- Quem nadou mais?
- O Rafael. Ele fez 2.400 metros.
- Quantos anos ele têm?
- 23.
- Bem, dez anos a menos fazem diferença. Eu nadei muito.
- É verdade.
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Eu quero roubar você pra mim. Mas logo depois te darei a chance de decidir se quer ou não ser meu prisioneiro. Venha se quiser, quando puder. Só venha inteiro.
Tá todo mundo feliz e isso é muito bom.