Archives
Tuesday, June 29, 2004
Para os que não me conhecem muito bem, confesso o segredo mais íntimo: a coisa que eu mais gosto de fazer no mundo é sexo. Sou do tipo que acha que até mesmo o sexo ruim é bom. Como as férias.
O meu primeiro contato com um corpo alheio foi aos 14 anos. Depois ocorreram algumas “bobiças”. Antes também. Eu tinha seis anos quando beijei minha prima, a Rosivânia (isso mesmo, companheiros). Outra vez levei uma surra junto com um dos meus sobrinhos. É que nós levamos a Juliana pro banheiro e ficamos mexendo na pombinha dela. Com as mãos. Devo tratar dessa predileção por relações triangulares na terapia?
Numa brincadeira dançante no salão da Escola Presidente Kennedy, eu beijei a Telma. Aliás, Telmona, devido à protuberância da tal. Putz, que confusão. Antes da Telma eu fui beijado pela Roselaine, vizinha de casa que minha mãe e irmãs insistiam dizer que era biscate. Não. Biscatinha. Nas brincadeiras, beijei também a Silvana e um monte de outras meninas que eu não lembro mais o nome.
A Gisele merece um parágrafo especial. Aquilo foi paixonite aguda. Romance de sala de aula. O máximo que fizemos foi assistir ao filme Bete Balanço, em 1984. Precisei voltar ao cinema sozinho pra ver, de verdade, a obra. Na primeira tentativa, ficamos nos beijando o filme inteiro. Tá bom. Peguei nos peitos dela. De muito leve. Mas peguei. E num dos aniversários dela, dei-lhe um pôster do Menudo. Ela adorou.
O fato real é que eu penso muito em sexo. A primeira transa de verdade foi só aos 19 anos. Uma pessoa mais velha, tipo 33, 34 anos, morava só. Achei até que reprovaria no segundo período de jornalismo. Era sexo duas vezes, no mínimo, por dia. Excelente, excelente. Mas durou um mês e só.
Hoje eu ando na rua e penso em sexo. Na aula de body attack de hoje, por exemplo, fiquei de pau duro. Gosto de ficar vendo partes dos corpos. Não gosto de nada explícito. Minha imaginação corre solta.
Na natação, eu penso muito em sexo. Na verdade, faço justiça com as próprias mãos no banheiro, várias vezes. Sem nenhuma culpa. É que me excita muito ficar olhando aqueles corpos por debaixo d’água. Mexe daqui, mexe dali, caraca. Não tem jeito.
Eu penso em sexo quando vejo pessoas andando de motocicleta. Olho a bunda bem espalhada no banco, as coxas, o tornozelo. Gosto de tornozelos.
Sempre que fico numa fila de banco, eu procuro um alvo. E trepo com ele ali mesmo. Minha mente é fértil.
Por questões éticas, eu evito pensar em sexo nas faculdades onde dou aula. Admito que quase nunca consigo.
Ok. Eu penso em sexo em velórios também.
Já transei com gente engessada. E senti muito prazer todas as vezes que transei com alguém que estivesse com algum tipo de dor. Certa vez, uma transa estava com torcicolo. Foi debaixo do chuveiro. Aquela excitação toda e a figura não podia mexer a cabeça. Gozou duramente... hehehehehe
Não é linda a música de abertura de Senhora do Destino? “Mande notícias do mundo de lá...”
O meu primeiro contato com um corpo alheio foi aos 14 anos. Depois ocorreram algumas “bobiças”. Antes também. Eu tinha seis anos quando beijei minha prima, a Rosivânia (isso mesmo, companheiros). Outra vez levei uma surra junto com um dos meus sobrinhos. É que nós levamos a Juliana pro banheiro e ficamos mexendo na pombinha dela. Com as mãos. Devo tratar dessa predileção por relações triangulares na terapia?
Numa brincadeira dançante no salão da Escola Presidente Kennedy, eu beijei a Telma. Aliás, Telmona, devido à protuberância da tal. Putz, que confusão. Antes da Telma eu fui beijado pela Roselaine, vizinha de casa que minha mãe e irmãs insistiam dizer que era biscate. Não. Biscatinha. Nas brincadeiras, beijei também a Silvana e um monte de outras meninas que eu não lembro mais o nome.
A Gisele merece um parágrafo especial. Aquilo foi paixonite aguda. Romance de sala de aula. O máximo que fizemos foi assistir ao filme Bete Balanço, em 1984. Precisei voltar ao cinema sozinho pra ver, de verdade, a obra. Na primeira tentativa, ficamos nos beijando o filme inteiro. Tá bom. Peguei nos peitos dela. De muito leve. Mas peguei. E num dos aniversários dela, dei-lhe um pôster do Menudo. Ela adorou.
O fato real é que eu penso muito em sexo. A primeira transa de verdade foi só aos 19 anos. Uma pessoa mais velha, tipo 33, 34 anos, morava só. Achei até que reprovaria no segundo período de jornalismo. Era sexo duas vezes, no mínimo, por dia. Excelente, excelente. Mas durou um mês e só.
Hoje eu ando na rua e penso em sexo. Na aula de body attack de hoje, por exemplo, fiquei de pau duro. Gosto de ficar vendo partes dos corpos. Não gosto de nada explícito. Minha imaginação corre solta.
Na natação, eu penso muito em sexo. Na verdade, faço justiça com as próprias mãos no banheiro, várias vezes. Sem nenhuma culpa. É que me excita muito ficar olhando aqueles corpos por debaixo d’água. Mexe daqui, mexe dali, caraca. Não tem jeito.
Eu penso em sexo quando vejo pessoas andando de motocicleta. Olho a bunda bem espalhada no banco, as coxas, o tornozelo. Gosto de tornozelos.
Sempre que fico numa fila de banco, eu procuro um alvo. E trepo com ele ali mesmo. Minha mente é fértil.
Por questões éticas, eu evito pensar em sexo nas faculdades onde dou aula. Admito que quase nunca consigo.
Ok. Eu penso em sexo em velórios também.
Já transei com gente engessada. E senti muito prazer todas as vezes que transei com alguém que estivesse com algum tipo de dor. Certa vez, uma transa estava com torcicolo. Foi debaixo do chuveiro. Aquela excitação toda e a figura não podia mexer a cabeça. Gozou duramente... hehehehehe
Não é linda a música de abertura de Senhora do Destino? “Mande notícias do mundo de lá...”
Tuesday, June 22, 2004
Aquele 22 de junho de 1991 estava muito frio. Ao contrário de todos os outros sábados, nenhum dos meus amigos se dispôs a passear de carro, dar umas bandas pela grande Rolândia. Todo mundo queria dormir mais cedo. A desculpa era o frio.
Resignado, fui pra casa e logo me deitei. Alguns minutos depois, um barulho do lado de fora me acordou. Eram meus amigos, percebi ao abrir a janela. Debaixo daquele sereno, cantavam as minhas músicas preferidas. Minha primeira serenata.
Tudo combinado com minha mãe, entraram em casa e me vedaram os olhos. Colocaram-me dentro de um carro e partiram rumo incerto. Na minha cabeça passou de tudo. O desejo mais forte era meu pai ter me comprado um carro de presente. Não era nada disso.
Levaram-me à casa do professor Waldiceu e da dona Rena. Lá, uma festa surpresa para mim. Os meus amigos de então estavam todos reunidos e, felizes, vieram me cumprimentar. Foi um dia muito feliz.

Talvez hoje não tenha serenata. Quinze anos se foram e me vejo novamente privilegiado. Olho para traz e vejo muitas conquistas. Sou um homem independente, moro bem, visto-me bem, como bem, viajo de vez em quando, me dou alguns prazeres. Tudo isso, na verdade, é pó.
Se por um acaso tudo isso me faltasse, creio que ainda seria feliz. Porque construí relações sólidas com aqueles que me cercam. Meus amigos, meu tesouro. São vocês que importam. São vocês, companheiros desta jornada, que valem a pena.
Tive-os por perto no domingo. Hoje fiquei relembrando dos bons momentos. Viver não é isso? Um pouco de água para refrescar, algum alimento que ninguém é de ferro e muito afeto para sustentar a alma.
Neste ano que começa, não quero muita coisa. Apenas fazer o melhor de mim e ter serenidade para conviver com as adversidades. E claro, continuar tendo vocês todos por perto. Sempre e todos os dias.
Para não dizer que não falei das flores, eu dedico este dia a mim, que ultimamente tenho sido muito legal comigo mesmo. Lembra-te algo, Beto?
Resignado, fui pra casa e logo me deitei. Alguns minutos depois, um barulho do lado de fora me acordou. Eram meus amigos, percebi ao abrir a janela. Debaixo daquele sereno, cantavam as minhas músicas preferidas. Minha primeira serenata.
Tudo combinado com minha mãe, entraram em casa e me vedaram os olhos. Colocaram-me dentro de um carro e partiram rumo incerto. Na minha cabeça passou de tudo. O desejo mais forte era meu pai ter me comprado um carro de presente. Não era nada disso.
Levaram-me à casa do professor Waldiceu e da dona Rena. Lá, uma festa surpresa para mim. Os meus amigos de então estavam todos reunidos e, felizes, vieram me cumprimentar. Foi um dia muito feliz.

Talvez hoje não tenha serenata. Quinze anos se foram e me vejo novamente privilegiado. Olho para traz e vejo muitas conquistas. Sou um homem independente, moro bem, visto-me bem, como bem, viajo de vez em quando, me dou alguns prazeres. Tudo isso, na verdade, é pó.
Se por um acaso tudo isso me faltasse, creio que ainda seria feliz. Porque construí relações sólidas com aqueles que me cercam. Meus amigos, meu tesouro. São vocês que importam. São vocês, companheiros desta jornada, que valem a pena.
Tive-os por perto no domingo. Hoje fiquei relembrando dos bons momentos. Viver não é isso? Um pouco de água para refrescar, algum alimento que ninguém é de ferro e muito afeto para sustentar a alma.
Neste ano que começa, não quero muita coisa. Apenas fazer o melhor de mim e ter serenidade para conviver com as adversidades. E claro, continuar tendo vocês todos por perto. Sempre e todos os dias.
Para não dizer que não falei das flores, eu dedico este dia a mim, que ultimamente tenho sido muito legal comigo mesmo. Lembra-te algo, Beto?
Saturday, June 19, 2004
Perto de completar 34 anos, ainda tenho muitas dúvidas. Certeza mesmo, só uma: comer bolachas é uma das coisas mais prazerosas que eu conheço.
Contando com a pré-adolescência, eu me apaixonei sete vezes. Fui correspondido em três. Com sexo, duas. Isso é muito ou pouco?
Eu havia decidido que não viveria inferno astral este ano. Não deu certo, até porque não depende somente da minha vontade. Esta semana foi brava. Um vendaval que atingiu a minha vida de 1978 até 1987 dá sinais que pode voltar. E numa dose muito maior.
Se o inferno astral apareceu, será que a bonança também não vem? Será que aquele lance de não começar nada de concreto no último mês da idade nova tem algo a ver? Será que viverei concretamente a minha sétima paixão? Caraca, sede é nada. Esperança é tudo.
Como o céu de Londrina pode ser tão lindo, mesmo nos dias mais frios e cinzentos?
Agora pouco fiz uma coisa muito feia. Desviei o caminho para não encontrar uma pessoa. Acho engraçado como as relações se perdem. Com este amigo foi assim. Deixou de ser importante. Daí que eu lembrei daquele filme “Três formas de amar”. Na última cena, um dos personagens está sentado no parapeito e derruba um anão de jardim que ele tinha consigo. Com a peça toda despedaçada ele pensa: “Não é engraçado como as coisas são fundamentais num momento e depois deixam de ser. Não deveriam ser para sempre?”
Depois do almoço de hoje, fiquei atrás de um carro com um adesivo que dizia o seguinte: “Ju e Má – 01 ano juntos”. Esta é a fórmula ideal para os romances contemporâneos?
- Professor, o que é para fazer nesta questão?
- O que diz o enunciado?
- Leia as frases abaixo e assinale a afirmação correta.
- Então, você deve ler as frases abaixo e assinalar a afirmação correta.
- Ah, tá. Agora eu entendi.
Duas alunas reclamaram de mim na coordenação do curso. A razão é a mesma de sempre: nota baixa e inflexibilidade minha em aceitar que elas entreguem os trabalhos fora do prazo. Terminei de fechar as notas ontem. Quis o destino que uma delas ficasse com 69,3 de média bimestral. Se eu arredondar para baixo, ela fica para exame por um ponto. Se for para cima, ela está aprovada. E agora Flipper?
Marina Lima está me fazendo companhia nesses dias. Duas músicas são as mais tocadas. A afirmação: “o fim é quase nada. A estrada é tudo”. O desejo: “eu espero, acontecimentos.” A dúvida: “me diz por onde você me prende”.
Eu estou bem.
€
Contando com a pré-adolescência, eu me apaixonei sete vezes. Fui correspondido em três. Com sexo, duas. Isso é muito ou pouco?
€
Eu havia decidido que não viveria inferno astral este ano. Não deu certo, até porque não depende somente da minha vontade. Esta semana foi brava. Um vendaval que atingiu a minha vida de 1978 até 1987 dá sinais que pode voltar. E numa dose muito maior.
€
Se o inferno astral apareceu, será que a bonança também não vem? Será que aquele lance de não começar nada de concreto no último mês da idade nova tem algo a ver? Será que viverei concretamente a minha sétima paixão? Caraca, sede é nada. Esperança é tudo.
€
Como o céu de Londrina pode ser tão lindo, mesmo nos dias mais frios e cinzentos?
€
Agora pouco fiz uma coisa muito feia. Desviei o caminho para não encontrar uma pessoa. Acho engraçado como as relações se perdem. Com este amigo foi assim. Deixou de ser importante. Daí que eu lembrei daquele filme “Três formas de amar”. Na última cena, um dos personagens está sentado no parapeito e derruba um anão de jardim que ele tinha consigo. Com a peça toda despedaçada ele pensa: “Não é engraçado como as coisas são fundamentais num momento e depois deixam de ser. Não deveriam ser para sempre?”
€
Depois do almoço de hoje, fiquei atrás de um carro com um adesivo que dizia o seguinte: “Ju e Má – 01 ano juntos”. Esta é a fórmula ideal para os romances contemporâneos?
€
- Professor, o que é para fazer nesta questão?
- O que diz o enunciado?
- Leia as frases abaixo e assinale a afirmação correta.
- Então, você deve ler as frases abaixo e assinalar a afirmação correta.
- Ah, tá. Agora eu entendi.
€
Duas alunas reclamaram de mim na coordenação do curso. A razão é a mesma de sempre: nota baixa e inflexibilidade minha em aceitar que elas entreguem os trabalhos fora do prazo. Terminei de fechar as notas ontem. Quis o destino que uma delas ficasse com 69,3 de média bimestral. Se eu arredondar para baixo, ela fica para exame por um ponto. Se for para cima, ela está aprovada. E agora Flipper?
€
Marina Lima está me fazendo companhia nesses dias. Duas músicas são as mais tocadas. A afirmação: “o fim é quase nada. A estrada é tudo”. O desejo: “eu espero, acontecimentos.” A dúvida: “me diz por onde você me prende”.
€
Eu estou bem.
Monday, June 14, 2004
- Boa tarde.
- Boa tarde.
- Eu sou jornalista e estou fazendo uma matéria sobre a felicidade. A senhora poderia me dar uma entrevista.
- Claro, pode perguntar.
- A senhora é feliz?
- Claro que sou.
- Por quê?
- Ah, porque eu tenho saúde, tenho família, tenho casa para morar, tenho netos.
- E isso basta?
- Claro que basta. Isso é tudo.
- A senhora nunca fica triste?
- De vez em quando. Mas não fico pensando muito na tristeza. Daí eu acho que ela cansa e vai embora.
- E a felicidade, também vai embora logo?
- Não, essa não. E ela não vai porque está dentro de mim todos os dias. É só eu acordar para me sentir feliz.
- Existe um segredo par ser feliz?
- Não, apenas viver cada dia como se fosse único.
- A senhora nunca tem dúvidas sobre a felicidade?
- Nunca, nunca meu filho. Quando a tristeza começa a me rodear, logo vem um dos meus netos e fala alguma coisa que me alegra e pronto, fico feliz de novo.
- A senhora tem quantos netos?
- Quatro, todos lindos e com saúde.
- Está casada há quanto tempo?
- Trinta e seis anos, graças a Deus.
- É feliz também no casamento?
- Com certeza. A gente briga de vez em quando. Mas somos felizes, claro que somos.
- A senhora nunca tem dúvidas?
- Nunca. O nosso amor é vivido todos os dias. Ele me respeita, me abraça, me beija. O que a gente precisa mais?
- Falta algo?
- Não falta nada. As pessoas vivem se iludindo, achando que é possível ser mais feliz. Não é. Basta a gente perceber tudo o que está ao lado, nem mais, nem menos, nem maior, nem menor. O amor, a felicidade tem a medida exata de cada um, para cada um. Basta viver cada dia com intensidade que isso basta.
- Posso dar um abraço na senhora.
- Claro que pode.
- Obrigado pela entrevista.
- Obrigada você. E seja muito feliz!
Thursday, June 10, 2004
Dois capítulos desta semana na novela Celebridade me chamaram a atenção. Na segunda, Tânia termina a relação com Fernando. Ontem, Sandra decide encerrar a conversa com Paulo César.
Tânia percebeu que as mãos de Fernando tremem sempre que ele encontra com Maria Clara. E chorou por não provocar tal sensação no homem amado. Desejou pra si este sentimento tão forte, arrebatador, que todo mundo sonha encontrar, mas que nem todos têm o privilégio de vivenciá-lo. Talvez nunca terão. Sim, é fato. Algumas pessoas simplesmente não se apaixonam, não são apaixonantes, nem apaixonáveis.
Penso que existe algo de nobre no ato de aceitar o não. Você planeja a própria vida para que as coisas dêem certo. Seja o que for. Quando a carreira profissional sofre um tropeço, vá lá. Faz parte. Talvez a solução seja procurar uma especialização, aprimorar-se aqui e ali. Outras oportunidades virão.
Mas quando o objeto do desejo é personificado em alguém, a coisa muda de figura. Como o outro tem a coragem de não me desejar? Saberá ele o que está perdendo? Talvez saiba e não queira. É dolorido, mas é simples assim. E praticamente nada é capaz de mudar isso. Não pense que uma viagem pelas Ilhas Gregas pode fazê-lo se apaixonar. A questão é apenas uma: você não conseguiu sintonia, não deu liga. Não precisa se matar, nem achar que não haverá mais amor no mundo, que deseja morrer. Tudo isso é tolice.
Se o amor tão esperado não lhe encontrou na mesma proporção, bola pra frente. E mais. Há quem diga que o verdadeiro amor é livre. Portanto, é preciso dar asas àquele que talvez lhe pudesse levar às alturas. Olhá-lo com a mesma admiração e respeito que foram capazes de despertar-lhe os mais nobres sentimentos. Sim, porque o amor tem disso. Ela acalma, sossega, aquieta. Penso que a Tânia fez bem em olhar nos olhos do Fernando e dizer-lhe: - Vá embora. A gente vai ser bons amigos.
A vida é feita de sonho e frustração. Saber lidar com cada um deles no devido tempo e lugar é sinal de maturidade, de evolução espiritual. Não dá pra agir como o Paulo César. Contrariado, pegou a primeira menina que apareceu e levou-a pra mesma cama onde dormia com o suposto amor. Amor respeita. O amor faz café nas manhãs frias. O amor aquece os pés nas madrugadas de inverno. O amor é um vestido que nos cobre de honra, de alegria. Principalmente de paz.
Thursday, June 03, 2004
No último sábado fui assistir “Diários de Motocicleta”. O filme me colocou em pleno êxtase. Por tudo que a película representa e mais ainda pelo que provocou em mim. Saí da sala e liguei pro Beto. Precisava falar com ele. Hoje fui ver o filme novamente, acompanhado de um grande amigo, Apoloni. De novo as mesmas sensações.
A principal delas é que a gente deve acreditar sempre no homem. Se por um lado há os bandidos de sempre, de outro há gente muito boa, disposta a entregas, crentes de que tudo pode ser melhor, provam a solidariedade com a força da alma. Essas pessoas fazem toda a diferença.
Felizmente, alguns privilegiados têm a oportunidade de cruzar com elas uma, duas, três vezes. Sempre que penso nisso, agradeço à vida. E principalmente pelos presentes que ela sempre me oferece, sem nunca pedir nada em troca. É assim com o Beto. Com a Raquel. Com o Carlos, a Janaína. Foi assim com o Adilson. A Renata. A Christiane. Será assim com muitos outros que virão. Foi assim com muitos que passaram.
Quando as conversas com amigos evoluem para além do trivial, percebe-se que ficamos perdidos em vários momentos. Talvez porque negamos sempre o melhor que a vida nos dá aqui e agora. Talvez porque imaginamos que há algo melhor nos esperando. Enquanto isso, deixamos de aceitar a dádiva. Sim, a dádiva.
Até quando vamos esperar para valorizar a comunhão? Até quando deixaremos para depois o inevitável? Sim. Porque algum dia, em algum lugar, haveremos de nos encontrar conosco. E só dependerá de nós, fazer desta a mais amarga de nossas horas. Ou nosso momento maior.
A principal delas é que a gente deve acreditar sempre no homem. Se por um lado há os bandidos de sempre, de outro há gente muito boa, disposta a entregas, crentes de que tudo pode ser melhor, provam a solidariedade com a força da alma. Essas pessoas fazem toda a diferença.
Felizmente, alguns privilegiados têm a oportunidade de cruzar com elas uma, duas, três vezes. Sempre que penso nisso, agradeço à vida. E principalmente pelos presentes que ela sempre me oferece, sem nunca pedir nada em troca. É assim com o Beto. Com a Raquel. Com o Carlos, a Janaína. Foi assim com o Adilson. A Renata. A Christiane. Será assim com muitos outros que virão. Foi assim com muitos que passaram.
Quando as conversas com amigos evoluem para além do trivial, percebe-se que ficamos perdidos em vários momentos. Talvez porque negamos sempre o melhor que a vida nos dá aqui e agora. Talvez porque imaginamos que há algo melhor nos esperando. Enquanto isso, deixamos de aceitar a dádiva. Sim, a dádiva.
Até quando vamos esperar para valorizar a comunhão? Até quando deixaremos para depois o inevitável? Sim. Porque algum dia, em algum lugar, haveremos de nos encontrar conosco. E só dependerá de nós, fazer desta a mais amarga de nossas horas. Ou nosso momento maior.
Wednesday, June 02, 2004
Ontem eu tomei uma atitude. Peguei o carro e fui almoçar, acompanhado, em Maringá.
§ - §
- Professor, pelo que estou vendo, o senhor está feliz.
- Sim, estou.
- Eu também estou muito feliz.
- Pode ser. Mas não tão feliz igual a mim.
- Olha que eu estou muito feliz.
- Mas garanto que precisa muito para ser mais do que eu.
§ - §
- Professor, o que aconteceu?
- Nada, por quê?
- Porque o senhor está engraçado.
- E isso é bom ou é ruim?
- Não sei. Mas vou rezar pro senhor continuar assim.
- Isso, reze mesmo.
§ - §
Na ida para Maringá, consegui um recorde. O velocímetro do carro atingiu a marca de 160 quilômetros por hora. Lembrei rápido que se tratava de um Gol 1.000. Melhor não facilitar.
§ - §
Cruzamento de Sarandi, rotatória com vários semáforos. Ana Carolina e seo Jorge animados cantam “O beat da beata”. Eu danço ao volante. Duas moças no carro ao lado riem. Abaixo o vidro e aviso. – Estou feliz.
§ - §
Já em Londrina, natação. O novo professor, o Sérgio, atiçou a minha fúria. Propôs que eu nadasse sem intervalo durante os 45 minutos. E desafiou:
- Quem nada bem tem feito 1.900, 2.000 metros.
- O.k.
Quarenta e cinco minutos depois, a minha marca: 2.120 metros.
- Quem nadou mais?
- O Rafael. Ele fez 2.400 metros.
- Quantos anos ele têm?
- 23.
- Bem, dez anos a menos fazem diferença. Eu nadei muito.
- É verdade.
§ - §
Eu quero roubar você pra mim. Mas logo depois te darei a chance de decidir se quer ou não ser meu prisioneiro. Venha se quiser, quando puder. Só venha inteiro.