Não adiantou nada. Quem chegou à final da quarta edição do BBB 4 foi quem a Globo não escolheu. Cida e Thiago conseguiram entrar na casa por sorteio, concorrendo apenas com um cupom cada um. De acordo com a revista Veja, a produção precisou dar um jeito nos dentes de Cida, tão precários estavam.
O casal começou a brincar dois dias depois. E foi preciso tempo pra gente começar a ouvir a voz da Cida. Num ninho de cobras – vem cá, a Globo se superou no quesito patifaria com a seleção dos participantes – a moça tímida não sabia como agir. Esta foi a edição em que houve uma nítida diferença de classes. Também demorou pro Thiago – chamado de “Dotadão” na capa de uma das edições da revista Viva Mais – a balbuciar algumas palavras.
E o público não quis saber de conversa. Não teve argentina manhosa, lutadora determinada, promotora de eventos siliconada, marombado, nem o curitibano Buba, que consta, fez-se por si só, nem frentista com limitação de QI e enfermeira sonsa e dissimulada que desse jeito.
Os telespectadores disseram à Globo que não gostaram da seleção. Que não compactuou com a fachada de que houve uma equipe que assistiu, uma a uma, mais de 70 mil fitas de vídeo, que entendeu sim, que alguns participantes foram indicados por padrinhos. E deixaram pra final, os dois mais simples, pobres e gente boa de todo o grupo.
Eu torço pra Cida ganhar. Não por ela ser mulher – acho pífio esse argumento. Mas por ela ser feia. Sim, por ser feia. Você imagina que a Playboy, a Sexy, ou, oxalá, a Ele Ela vão chamá-la para posar nua? Duvido. Já o “dotadão” pode posar pra G Magazine, fazer filme pornô, ganhar uma graninha. Simples né? Quando vejo essas coisas acontecerem, eu acredito que nem tudo na vida está perdido. A vida tem jeito minha gente.
Publicado em 06 de abril de 2004 às 01:51 por joao