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This is the archive for April 2004

Thursday, April 29, 2004


Bem, todo brasileiro que se preze viu a surra que a Maria Clara deu em Laura na segunda-feira. Celebridade simplesmente bombou. Segundo o Ibope atingiu picos de 68%, com share de 81%. Ou seja: de todos os aparelhos de televisão ligados, apenas 19% dos brasileiros estariam vendo a outra penca de canais.

Números, então, comprovam: ninguém suportava mais a vilã aprontar e ficar por isso mesmo. A cena do embate, entretanto, foi tosca. Mal dirigida, mal interpretada, com erros de continuidade, aliás outra marca da novela das nove.

Hoje, ou melhor, ontem, lendo a coluna Controle Remoto, publicada n’ O Globo, veja o que encontrei:

Nota 10

Para a surra em “Celebridade” anteontem . Além de a cena ter sido bem dirigida, Gilberto Braga soube cozinhar o público até transformá-lo em verdadeira torcida.


Ah, gente. Eu não agüentei. Escrevi o e-mail abaixo para a jornalista Patrícia Kogut, titular da coluna.

Oi Patrícia,
Leio sua coluna todos os dias e gostaria apenas de fazer um comentário sobre o Nota 10 de hoje. Eu vi a cena e discordo de vc. Acho que ela beirou o tosco. Pelo modo como foi mostrada, Maria Clara dá bofetadas no rosto de Laura. Quando Laura vira o rosto está com um corte na face e os olhos todos inchados e roxos. Até onde eu sei, olho fica roxo quando é atingido. Mas tudo bem. Na cena em que já está no hospital, pasme, o olho direito (no sentido de quem assiste a tv) praticamente não tem marcas.

Pelo que tenho acompanhado, existem muitas, muitas falhas de continuidade na novela.

Grato,

Edenilson


Daí, que a Patrícia respondeu:

Edenilson,
minha nota dez não está fazendo sucesso hoje.... beijos


A vida não é realmente bela?

Wednesday, April 28, 2004

Hoje eu decifrei exatamente um dos componentes desse grandalhão que estraçalha o meu peito. Trata-se da raiva. Tenho sentido-a com uma intensidade profunda, que me dá até medo. Também hoje creio ter começado o processo que vai curar parte deste sentimento. Procê ter uma idéia do que isso significa, tenho tido sonos profundos. Do tipo que não é interrompido nem com o despertador. Será uma longa jornada corpo adentro. Que estou pronto pra iniciar.


O começo foi ontem na festa da Janaína. Não posso entrar em detalhes porque seria preciso até desenhar para todos entenderem. Mas o fato é que eu decidi não ficar de fogo. Diverti-me muito. Vi muita gente que eu gosto pra caramba. E estive com a Janaína, amiga que eu amo, num momento especial. Por enquanto é isso.


Antes eu achava que o melhor tema para suicídio seria qualquer música da Maysa. Mudei de idéia depois de ouvir o Tim Maia cantar “O que me importa”. Dilacerante.


Eu amo você – de Cassiano/Rochel, cantada pelo Tim Maia

“Toda vez que eu olho,
toda vez que eu chamo,
toda vez que eu penso
em lhe dar
o meu amor,
meu coração,
te encontrar
(penso que não vai ser possível)
te conquistar
(penso que não vai ser possível)
e lhe amar
(penso que não vai ser possível)

Eu amo você, menina.
Eu amo você.
Eu amo você, menina.
Eu amo você.



Eu disse de viva voz, agora registro aqui.
- Beto, você é genial.

Monday, April 26, 2004

Avisar aos amigos, inimigos e visitantes deste blog que eu estou vivo. Final de bimestre, uma penca de trabalhos e provas para corrigir. Por isso a ausência.
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Que a melhor companhia para corrigir trabalhos e provas são a Zizi Possi, o Madredeus e o Tim Maia. Acredita que fico menos irritado? Quando as bobagens começam a me dar nos nervos, a Zizi canta “...deixe esse novo amor chegar...”
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É, amor, você pode chegar. Estou prontinho. Só te esperando.
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Que nem tudo está perdido. Uma alma boa salvou o controle do portão do meu prédio. É que eu saí ensandecido para a academia. Coloquei o tal no bolso. Pedala, pedala, pedal, pronto. Caiu. Fechei os olhos porque o primeiro carro esmagaria o utensílio. Que nada. Uma cidadã desceu da garupa da moto, pegou o controle e colocou em cima do muro até que eu voltasse. Fui pra aula emocionado. Tudo isso só aconteceu porque o tal caiu e o sinal vermelho fecho. Se não...
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Barbosa Neto. É isso. Hoje eu vou fantasiado de Barbosa Neto na festa da Janaína. Vou logo avisando pra não ter que explicar depois, ok?
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Que é isso mesmo: ao menos a intenção precisa ser ética. É o princípio, o começo. Quem sabe não seja o caminho mais fácil para começar a detonar o elefante.
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Que preciso um pouco mais de sexo. Algo como uma vez ao dia. Ah, de preferência com gente diferente. Até que o amor chegue.
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Que é muito ruim ficar alguns dias sem falar com o Beto. Ontem eu pensei em ligar. Hoje ele escreveu.
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É ótimo lidar com pessoas bem resolvidas. Quando querem, dizem que querem. Quando não estão a fim, simplesmente deixam isso bem claro, com efes e erres. A vida é mais simples assim.

Tuesday, April 20, 2004

Estou descobrindo partes do elefante que existe em mim. Em alguns momentos ele se chama raiva, depois angústia, às vezes desejo, quem sabe luxúria, putaria. Isto, na verdade, significa um encontro comigo mesmo. E confesso estar com medo donde isso pode dar.

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Dia desses me chamaram de gato. Eu fiquei feliz, mas ri. Muito. É que nunca tinha me ocorrido. Disseram que eu era interessante, charmoso, gostoso. Mas gato, nunca. Por isso o espanto. A terapeuta disse que eu não reconheço isso. Por isso soa estranho. Fico repetindo: gato, gato, gato. Mas nada de fazer eco.

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Alguns me acham chato também. Eu acho que sou correto, digo verdades. Claro! Cria incômodos.

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Relações triangulares têm algum charme também. E não são nada descartáveis.

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“Nós somos honestos, fazemos as coisas certas. Por isso precisamos ter as melhores chances.” A fala apareceu na sexta reportagem sobre o mapa do emprego, que o Jornal da Globo está exibindo às terças-feiras. Eu fiquei comovido. É que o elefante nefasto que está me rodeando me impede, às vezes, de acreditar que este mundo ainda tenha jeito. Mas quando percebo que não estou só nas minhas crenças, sinto um alívio danado.

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Hoje chegou parte do mobiliário da sala. Bonito. Bem bonito.

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Por que você não veio ficar comigo?

Monday, April 19, 2004

Eu já vi o filme Benjamim, de Monique Gardenberg, baseado no livro homônimo de Chico Buarque. Gostei muito, de tudo. Porém... é preciso abrir um parênteses bem grande para dizer que a Cléo Pires foi a escolha mais acertada.

A garota é linda, entrega-se totalmente à personagem e convence muito no papel de Ariela. Agora há pouco terminou a entrevista que Cléo concedeu à Marília Gabriela. Excelente. E só comprovou que ela será uma grande estrela. Despojada, desencanada, bem educada para a vida. Foi o que deixou transparecer. Espero que seja assim de verdade.

Só lamento não poder colocar uma foto dela aqui. Não consigo reduzi-la para que o tipos a aceite. Humpf!

Friday, April 16, 2004


- Oi filho!
- Oi mãe. Tudo bem com a senhora?
- Tudo. E com você?
- Estou muito cansado.
- Muito trabalho?
- Sim, trabalhando muito.
- Ainda bem, né?
- Pois é. E estou muito desanimado também.
- Desanimado com o que?
- Com a vida, com tudo.
- Mas você não pode desanimar.
- Por que não?
- Porque você é muito jovem, tem a vida inteira pela frente. Eu é que já estou quase no fim.
- Mas está difícil mãe.
- Você vai superar. Tem que ter fé. Muita fé.
- Isso eu também tenho perdido.
- Mas não pode. Não pode mesmo. Você vai ver logo que tudo é uma questão de tempo. Já, já resolve.
- Tomara.
- E pare de se preocupar com todo mundo. Cuide mais da sua vida, das suas coisas. Os outros já estão bem grandinhos.
- Eu vou tentar.

Wednesday, April 14, 2004


Bom, ontem quebrei uma regra daquelas. É que eu prometi a mim mesmo não dormir depois da 1 h da madruga. Questão de sobrevivência, o corpo fala. Aliás, padece. Mas o Beto me ligou, veio à minha “nova” casa e resolvemos dar um rolê pra por a conversa em dia. Pareceu os idos tempos em Curitiba.

Eu e ele, ele e eu, discutimos sobre esse tal de elefante. E chegamos a uma conclusão muito ruim: cremos que podemos enlouquecer, ficar esquizofrênicos. A única dúvida é: até quando vamos resistir?

Por que será que, mesmo quando a gente faz a coisa certa, simplesmente porque é certo, não restando dúvida sobre a decisão tomada, a atitude realizada etc. e tal, o peito fica apertado, com uma sensação de culpa, de que poderia ter sido de outra forma?

Alguém aí pode nos ajudar? Vamos dissecar esse elefante gente!

Monday, April 12, 2004

Você percebe exatamente o momento em que um elefante aparece na sua vida? Eu sim, infelizmente. E comprovei isso vendo Elefante, de Gus Van Sant, neste feriado em São Paulo. Quase que do nada, os monstros vão ganhando força, mostrando os tentáculo e crau, pegam você, nem sempre de surpresa. É foda ser adulto, ter maturidade, perceber o que rola a sua volta. Não direi nada sobre o filme, exceto que ele é espetacularmente maravilhoso. Se vira, se jogue.

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Mandei mensagem para um número errado de celular. Rapaz, deu uma confusão... Até porque era uma cantada sexualmente bem objetiva. Mas como minha paciência estava curta, curtíssima, expliquei o mal entendido bem rápido. A cidadã insistiu. Mandei-a à merda, sem dó nem piedade. E pedi que ela me procurasse hoje, em casa. Vamos ver.

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Eu gosto da Ester.

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Eu fiquei feliz por receber uma ligação do Marcelo Rocha, assim, do nada, lá em Sampa. Deu uma alegria.

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Roberto apreciou sobremaneira a colcha de patchwork (é assim que se escreve?) que minha mãe fez pra ele. Fiquei até com vergonha do tanto, mas do tanto mesmo que ele gostou.

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Madalena, minha irmã mais velha, fez bolo de milho para me receber na Páscoa. Essas pequenas demonstrações de afeto fazem de um tudo na vida da gente, né?

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Tenho gostado do silêncio. E querendo saber como o Briguet lida com a tão propalada depressão dele.

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Alguém conhece maneiras eficientes de matar elefantes? Não vale fugir dele, ok? Precisa ser algo que exija olhá-lo de frente e golpeá-lo certeiramente. Pra que, ao vê-lo morto, a gente tenha uma inexplicável sensação de alívio.

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O amor é filme? Arrisca protagonizá-lo?

Tuesday, April 06, 2004


Não adiantou nada. Quem chegou à final da quarta edição do BBB 4 foi quem a Globo não escolheu. Cida e Thiago conseguiram entrar na casa por sorteio, concorrendo apenas com um cupom cada um. De acordo com a revista Veja, a produção precisou dar um jeito nos dentes de Cida, tão precários estavam.

O casal começou a brincar dois dias depois. E foi preciso tempo pra gente começar a ouvir a voz da Cida. Num ninho de cobras – vem cá, a Globo se superou no quesito patifaria com a seleção dos participantes – a moça tímida não sabia como agir. Esta foi a edição em que houve uma nítida diferença de classes. Também demorou pro Thiago – chamado de “Dotadão” na capa de uma das edições da revista Viva Mais – a balbuciar algumas palavras.

E o público não quis saber de conversa. Não teve argentina manhosa, lutadora determinada, promotora de eventos siliconada, marombado, nem o curitibano Buba, que consta, fez-se por si só, nem frentista com limitação de QI e enfermeira sonsa e dissimulada que desse jeito.

Os telespectadores disseram à Globo que não gostaram da seleção. Que não compactuou com a fachada de que houve uma equipe que assistiu, uma a uma, mais de 70 mil fitas de vídeo, que entendeu sim, que alguns participantes foram indicados por padrinhos. E deixaram pra final, os dois mais simples, pobres e gente boa de todo o grupo.

Eu torço pra Cida ganhar. Não por ela ser mulher – acho pífio esse argumento. Mas por ela ser feia. Sim, por ser feia. Você imagina que a Playboy, a Sexy, ou, oxalá, a Ele Ela vão chamá-la para posar nua? Duvido. Já o “dotadão” pode posar pra G Magazine, fazer filme pornô, ganhar uma graninha. Simples né? Quando vejo essas coisas acontecerem, eu acredito que nem tudo na vida está perdido. A vida tem jeito minha gente.

Sunday, April 04, 2004

A gente amadurece e aprende a conviver melhor com as dificuldades. Certo? Mais ou menos. O fato concreto é que o passar dos anos apenas refina a maneira como sofremos. Esta semana, por exemplo, fui trapaceado.

Eu deveria até achar que se trata apenas de uma grande bobagem. Ocorre que eu fiquei bem chateado. E como estava impotente para reagir, briguei comigo. Resultado: gripe fortíssima, 38,7, 39 graus entre sexta e sábado. Uma dor imensa no joelho e na lombar. Que só hoje começou a dar sinais de melhora. O pior é saber que o médico da alma e a terapeuta já têm o diagnóstico pronto.

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Outra sensação de impotência ocorreu na terça-feira. Fui à loja de passes comprar os tais para a Neusa, que trabalha comigo. Desportista que sou, peguei minha bike laranja fosforescente e saí como maluco pelo centro da pequena Londres. Na volta, assim, do nada, a pulseira do meu relógio Casio, digital, com o mapa mundial em holograma, abriu e caiu do meu braço. Bastou eu brecar a bike para a Grande Londrina vir imponente, passando por cima do mimo. Ingênuo que sou, levei-o à clínica dos relógios. Se o tal pode ser usado para mergulho, resistente à pressão, quem sabe não trincou apenas só o vidro. Eu gosto de acreditar nisso.

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Estou torcendo do fundo da minha alma para a Cida ser a finalista desta edição do Big Brother Brasil, junto com o Thiago. No próximo post eu explico.

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Por que você não vem ficar comigo?