Nem todo inquilino destrói o lugar onde mora. Os dois rapazes que alugaram o meu apartamento deixaram tudo no lugar. Ou quase tudo. Só o puxador de uma gaveta, que já estava meio “mal”, caiu de vez. Fora isso, tudo nos conformes.
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Eu não entendo a estratégia do comércio. Ocorreu que eu precisei fazer cotação de preços para comprar as tintas para pintar o apartamento. Fui a quatro lojas. Os preços variaram entre R$ 279,00 e R$ 240,00. Entrava na loja, pedia os preços. O vendedor perguntava: - o senhor (agora quase todo mundo me chama de senhor) já tem algum preço. – Não, é a primeira loja que eu entro. Sabe por que eu faço isso? Porque acho sacanagem esses caras cobrirem oferta. Se eles podem oferecer um preço menor, que o façam de imediato. Até porque eu sempre perguntava: - é o máximo que você pode fazer para pagamento à vista? Quem ficou com os meus minguados dinheiros foi o Américo. O senhor, nascido na Bahia, tem lá seus 50 e poucos anos. Foi rápido e disse logo que eu poderia pagar no cartão de crédito.
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Tive uma demonstração de que nem todas as operadoras de cartão de crédito são excessivamente mercenárias. O Diners, por exemplo, me obrigou a pedir autorização para liberarem a compra da geladeira. A moça explicou que foram várias operações num único dia. E precisava ter certeza que era eu mesmo quem estava usando o plástico milagroso.
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Estou com uma sensação engraçada. Acho que vou me apaixonar. Existem algumas pessoas me rondando. E confesso que estou muito disposto a me envolver de novo. Se souberem me pegar de jeito...
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Voltei de Londrina pensando na coxinha que só a minha mãe sabe fazer. Aliás, devo confessar que só como as coxinhas feitas por ela. Chego em casa, quase meia noite, coxinhas lindas e deliciosas no fogão me esperando. Gente, eu amo a dona Alice. Se você ainda não a conhece, está perdendo...