TÊMPERA, o blog do João Bernardo

Essa tal felicidade VIII

Coisas simples são por demais encantadoras. E esse fim de semana foi repleto de momentos assim. Ontem, quando cheguei à casa de minha mãe, ela havia saído e trancado por dentro a porta que tenho a chave. Imaginei que ela não fosse demorar e resolvi esperar. Cochilei. Depois de uma sessão de acupuntura, relaxo muito. O sono durou duas horas. Acordei e nada de minha mãe. Fui à igreja. Ela já tinha saído. Fui à casa de uma amiga dela. – Foram ao supermercado, disse o marido. No supermercado, ela já tinha saído. Quando retornei, a vizinha avisou: - Sua mãe acabou de sair. Dá pra imaginar que eu estava bem calmo, né?


Bem, na porta da igreja, agora para o culto, minha mãe sorriu.

– Oi filho.

– Oi mãe. A senhora me trancou pra fora.

– Verdade? Oh, judiação. Eu esqueci.


Não teve como ficar bravo. Até porque ela usava um vestido novo. Depois de emagrecer nove quilos, ela não tem mais roupa “que sirva”. Passeamos juntos na semana passada e ela comprou um tecido jeans. Estava toda faceira. Ri sozinho com a cena. Ah, vaidosa, ela também foi ao cabeleireiro e fez um penteado. Minha mãe é o máximo.


Sucedeu que fui ao lançamento do livro do Fábio Silveira. Lá encontrei aquela minha amiga que foi demitida. Ela me abraçou ternamente. Eu senti algo muito bom. Ela gosta de mim. Isso já lhe aconteceu? Não precisa dizer nada. No caso dela, foi um abraço e um beijo no rosto. No caso da minha mãe, ela acordou hoje cedo e fez um bolo de polvilho. – É mais leve, engorda menos. No caso do Beto, era quando ele me ligava no meio da manhã para almoçarmos juntos. Isso depois de conversarmos até às 4 da madrugada.


O domingo foi super bacana. A chuva de toda a manhã foi um bálsamo para o sono maravilhoso que tive. Até sonhar sonhei. Almocei com meus irmãos, conheci o Johnny, o novo gato persa do Leonardo, meu sobrinho, depois voltei pra casa preparar aulas. No fim da noite, revivi uma cena da minha juventude. Fui para trás da Indústria Cotam. Lá troquei muitos beijos dentro do carro, cujos vidros estavam embaçados. Ouvimos músicas românticas do Rod Stewart. Eu queria sexo. O problema é que, ontem, a vontade era só minha. Ficamos lá, tipo namorando até quase 10h30. Desta vez, a polícia não chegou para atrapalhar, como há 15 anos. E eu voltei pra casa muito, muito feliz.

Publicado em 15 de março de 2004 às 01:24 por joao

Comentários

    • Felicidade é isso mesmo, do bolo de polvilho ao abraço de quem se ama. Tomara que continue assim...Te desejo toda felicidade que você puder desejar...
      Beijos
      Taísa
    • por Taísa
    • 15.Mar.2004 às 17:25 - Permalink - Reportar
    Taísa
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