Hoje fiquei sabendo que a mãe de um amigo meu morreu. Isso mexeu um pouco comigo. Certo dia, fui desencravar a unha e a Cecília também falou que tinha voltado do Japão por conta da morte da mãe. Falei que compreendia o sentimento porque perdera o meu pai. Ela foi taxativa: - é diferente. Morte de mãe a gente sente muito mais. Não que a gente não ame o pai, e não sinta a morte dele. Mas é que mãe é mãe.
Aquelas palavras ficaram firmes na minha mente. Volta e meia eu lembro delas. E hoje, quando soube do que se passou com este amigo, senti um frio na espinha. Depois, ele me contou que um tio veio para o enterro. Fazia 25 anos que não via o irmão, pai dele. E aí eu fiquei pensando que seria muito triste ficar 25 anos sem ver algum dos meus irmãos.
Está certo que de vez em quando a gente se pega, fala umas verdades, algumas ofensas. Mas ficar sem vê-los? Sem ter notícias? Ah, não. Pra mim não dá. Eu acho bonito ter família. É verdade. Gosto mesmo. Gosto de pegar a Bárbara (minha sobrinha neta) no colo e saber como foi a aula daquele dia. Fico feliz de saber que o Davizinho (outro sobrinho neto) sonha comigo. Acha que seria possível ficar tanto tempo sem vê-los. Não, isso não é pra gente de bem. Que que é isso?

Mas, vamos mudar de assunto? Hoje, voltando de Londrina, lembrei de outro irmão, o Beto. A gente não tem o mesmo sangue. Mas isso é só um detalhe. E recordei uma frase dele, que acho ótima. Vai estar na boca de algum personagem meu. “Você já pensou que neste exato momento, alguém que você não imagina está pensando em você de um jeito que você não imagina, mas que se você soubesse, ficaria muito feliz?” Não é lindo? Pois então. Desejei que alguém lá pelas bandas de Blumenau pensasse em mim. E que aparecesse de repente, sem avisar. A vida é sonho.