Bom, hoje (quer dizer, na prática, ontem) quase que forçosamente tive que presenciar algumas homenagens às mulheres pelo dia 08 de março. Eis aí uma coisa que me causa irritação. A razão é simples. Eu acho que haver um dia certo pra este tipo de coisa, soa como preconceito, segregação.
O Beto volta e meia lembra de uma discussão que rolava numa aula do curso de jornalismo e ele foi convidado a participar. Safo como sempre, disse à turma que não entendia o porquê de tanta celeuma, já que no fundo elas todas queriam era arrumar marido. Ele quase apanhou.
Se isso rolou lá no começo dos anos 90, hoje ainda está mais evidente que de fato, mesmo, real, concreto, as mulheres querem um homem pra chamar de seu. Nada de sucesso profissional, realização pessoal. Isso é apenas uma máscara. Se houver um cara razoavelmente bonito, com um pouco de charme e muito dinheiro, está muito do que bom. Se ele souber comê-la com determinação, fazendo-a atingir ao menos uns três orgasmos semanais, nossa, será a glória. Só isso explica essa eterna solidão e angústia que as mulheres tanto sentem.
Acho deprimente ver as mulheres recebendo flores murchas nos bancos e shoppings, ou tendo os cabelos penteados num coreto qualquer, ou tendo a pressão arterial medida numa farmácia. Isso é homenagem? Vão lavar uma pia de pratos que tudo se resolve.
As mulheres querem trabalhar fora, querem gozar, querem que os homens descubram o seu tal ponto g, querem ter filhos para depois ficar reclamando que os homens mijam fora do vaso sanitário, que jogam as meias pela casa toda, que não ajudam com os filhos, que elas têm tripla jornada, ai que saco. Nada está bom nunca.
Esta semana a Veja conta com alguma riqueza de detalhes o fim do casamento daquela celebridade que anda sem calcinhas de vez em quando para chamar atenção. A cidadã, pelo que diz a revista, queria o dinheiro do empresário cuja fortuna é estimada em R$ 1 bilhão e a pica e o corpo do bombeiro malhado. Traduzindo, bônus sem ônus.
Por isso tenho que concordar com o
Alan. Mulher que se preze mesmo, manda este oito de março a puta que o pariu. Mulher que se preze não arma, não faz jogo, não dissimula. Mete as caras e arca com as conseqüências. Mulher do tipo superior troca o pneu furado. Aliás, pra mim, coisa de gente nobre.