Bom, preciso confessar que tenho preconceitos. Um deles é contra gente burra. Nada é mais broxante do que não se fazer entender por pessoas lerdas de raciocínio.
Dia desses fui a um restaurante, supostamente de alto nível. Pedi um suco de laranja com limão e abacaxi. Rapaz! Pareceu que eu pedira suco misturado com água marciana e frutas frescas colhidas na aurora boreal de Júpiter. A garçonete me olhava com um olhar de espanto. Repetiu várias vezes para ter certeza que aquele era o meu pedido. Ainda bem que eu estava paciente.
Na quarta-feira passada, fui comprar material para embalar a minha cama que seria transportada de avião de Curitiba para Rolândia. Na hora de pagar, dei o cartão de crédito. O anta do funcionário olhou pra minha cara e disse que como o banco não estava funcionando, não poderia aceitar o cartão. Fiz cara de incrédulo, uma vez que o argumento é simplesmente tosco. Repliquei que não poderia ser, que uma coisa não tinha nada a ver com a outra. Mas o curitibano babaca foi imponente e insistiu no assunto. Paguei com dinheiro mesmo pra não me irritar logo cedo.
Ontem à noite fui à casa de um fumante. Meu, francamente! Tudo bem que o cara queira se envenenar com nicotina e afins. Mas precisa ser porco? Sem brincadeira... eu contei seis cinzeiros espalhados pela casa, repletos de cinza e bituca. Imagine o cheiro? Como alguém consegue viver na imundície? E olha que o cidadão é pós-graduado.