Em 1992 fiquei encantado com o livro da Danuza Leão sobre etiqueta.
Eu que subi na vida
por si só, , tenho aquilo roxo e não devo nada pra vagabundo nenhum, encontrei naquele jeito desencanado de ver a vida, a maneira mais apropriada para minha entrada no jet set.
Ocorre que na última semana, ela atualizou a obra, relançada à luz das novidades do comportamento contemporâneo. Eu ainda não li os escritos, mas certamente ela não tem dica para uma situação absurdamente constrangedora.
Quem nunca precisou passar um fax para o Japão num banheiro público? Certamente todo mundo, num momento extremo, correu até o primeiro trono e fez ali o serviço marrom.
Certamente isso já ocorreu em um lugar onde você conhece as pessoas que estão por perto. Tipo o local de trabalho, a faculdade, um encontro temático etc. e tal.
A minha dúvida é a seguinte: no momento exato que o fax entra em contato com a água e o ambiente fica comprometido pelo odor, sempre entra alguém. É comum expressões do tipo “caralho”, “putz, tem gente morta aqui”, “rapaz”, entre outras pérolas. Ouvem-se barulhos, você pensa que o sujeito saiu do banheiro e abre a porta. Batata. Lá está ele, geralmente um conhecido. Pior quando é o chefe.
O que fazer neste momento?