- Meu filho, onde você estava?
- Por aí, mãe. Por aí.
- Não tinha um jeito de me avisar, de dar um telefonema que fosse?
- Não deu. Dessa vez foi difícil, não deu.
- Fizeram algum mal pra você?
- Na minha situação, receber algum mal até que não seria má idéia.
- Não brinque com essas coisas, menino.
- Mãe, mãe...
- Mãe, mãe o que? Já vai me recriminar?
- Não é isso. Você se ilude, cria umas histórias, embarca nelas, viaja.
- Que jeito é esse de falar comigo?
- Mãe, você pira muito.
- Não estou gostando dessa conversa.Encontrou?
- Sim.
- O dinheiro foi suficiente?
- Sim.
- É da boa?
- Sim, da melhor qualidade.
- Sem mistura?
- Pura, puríssima.
- Você faz ou eu faço?
- Faça você mãe.
- Você tem cartão telefônico?
- Não, só de crédito.
- Não, esse não presta. Bom mesmo é cartão telefônico.
- Tenho lâmina de barbear.
- Pega lá, pega lá.
- Mãe, fala sério. Se eu contar pros meus amigos, ninguém acredita.
- São todos uns caretas. Uns caretas.
Publicado em 19 de agosto de 2003 às 14:43 por joao
Ai meu Deus, eu sabia que essas terras não iam te fazer bem!
Volta já!